18 de julho de 2013

DARKEST: EMPOLGANTE DO INÍCIO AO FIM

“Human Decay é a prova que quarteto faz por merecer um lugar entre os grandes nomes do thrash nacional”

Por João Messias Jr.

Human Decay
Divulgação
Gente, esse EP chega a ser absurdo de tão bom!

O quarteto paulista Darkest, com apenas três anos de estrada soube como poucos criar uma alquimia musical de resultado empolgante.

Usando as estruturas do thrash, o quarteto na época formado por  Artur (voz e guitarra), Danilo (guitarra), Mauricio (baixo) e Daniel (bateria) passeia pelo heavy tradicional e coloca algumas passagens death, mas sempre com base no estilo que consagrou nomes como Slayer e Metallica.

Essa alquimia apresenta um dos EPs mais interessantes (e viciantes) desse ano, que possui como destaque a coesão instrumental e os vocais que mesclam berros com a crueza que as bandas brasileiras tinham nos anos 80.

A abertura já é de arrepiar com Endless Pain (não confundir com a do Kreator), que une passagens trampadíssimas e um show de baixo. Aliás, o instrumento volta a aparecer com destaque na faixa seguinte, I’m Dead, numa linha a lá Sadus. Sociopath, a melhor do disquinho, mostra solos inspirados no metal tradicional e linhas vocais empolgantes.

O encerramento com Death on Strike aponta caminhos mais pesados com uma linha quase épica de guitarras, que são irresistíveis.

Pensa que acabou? A produção de Thiago Larenttes (Andragonia) soube manter o clima “selvagem” sem soar sujo ou embolado, o que permitiu que todos os detalhes do som sejam devidamente ouvidos e analisados!

Talvez o único defeito de Human Decay seja o fato do mesmo ser um EP.

A rapaziada já mostrou o poder de fogo, agora é juntar forças e aprontar um CD caprichado para impressionar nós headbangers!

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