12 de maio de 2014

ELETROACORDES: QUANDO O MÍNIMO SE TORNA O MÁXIMO


Trio gaúcho mostra que o segredo de um bom disco está na simplicidade

Por João Messias Jr.

Respire Fundo
Divulgação
Há momentos que você enfrenta um dia daqueles, principalmente no trabalho. Chegando em casa, você quer  apenas colocar um bom rock pra relaxar.  Coisa simples, básica e bem feita, com letras que fogem dos assuntos metafísicos, científicos e apocalípticos, apenas caras que toquem bem e falem coisas palatáveis aos nossos ouvidos.

Se estiver nessa vibe, uma ótima dica é o EP Respire Fundo, da banda gaúcha Eletroacordes. O trio formado por Rodrigo Vizzotto (voz e baixo), Fabrício Costa (voz e guitarra) e Elio Bandeira (bateria) faz um rock and roll simples com toques das décadas dos 50/60, música pop, melodias grudentas e arranjos de vozes e guitarra no mínimo soberbos. Quando eu digo simplicidade, não estou dizendo que os caras se restringem apenas aos três acordes, nada disso, mas que aqui tudo o que você ouve, é na medida certa e sem exageros.

Quem foi que Disse!, faixa que abre o CD, possui  alguns momentos que chegam perto do reggae. Já Encare os Fatos esbarra no pop, cujo jogo de vozes e o solo simples cativam o ouvinte. E aí, um rock and roll grudento a terceira tem uma letra que todo mundo já viveu, seja sozinho ou com os amigos, isso sem falar em mais um solo gostoso de ouvir. Mas o melhor ficou para as duas últimas faixas. Respire Fundo possui um clima melancólico e um refrão grudento que “dá a deixa” para a balada Deixa Pra Mim, dona de apelo radiofônico, os dois pés no pop, letra intimista e um piano bem encaixado fecham o EP com chave de ouro, cujo conceito que tentei explicar nessas linhas tortas está explícito na capa.

Para aquele dia estressante, eis uma banda perfeita para relaxar e curtir, exceto se você ainda estiver dentro daquela caixinha chamada radicalismo.

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