15 de abril de 2014

DEVACHAN: NO TEMPO CERTO

Andarilho, trabalho de estreia do quinteto paulista, possui letras escritas nos anos 80, que tomaram vida em 2013

Por João Messias Jr.

Andarilho
Divulgação
Às vezes, certas coisas acontecem e não conseguimos explicar e nesse caso, o tempo sempre é a melhor resposta. Já foram contados alguns casos na música e recentemente mais um entra nesta estatística. O quinteto Devachan teve seu embrião formado há 30 anos, por meio das letras de seu baixista, Daniel Dias. O tempo passou e o projeto foi refeito três décadas depois, que conta além do dono dos graves, Michael Santos (teclado), Bruno Caresia (bateria), Leandro Dias (guitarra) e Gabriel Dias (voz), sendo que os dois últimos são filhos do fundador do grupo.

O primeiro registro da banda foi um EP de seis faixas lançado  no ano passado que mostra um metal tradicional que se destaca pelos ótimos arranjos e letras que embora tenham sido escritas lá nos anos 80, permanecem atuais, como Mente em Sonhos, que fala dos ideais dos jovens, mas de uma forma poética, que dá um brilho a mais ao trabalho lírico. A canção chama a atenção pelos vocais rasgados, mas que ficaram perfeitos para o tipo de letra abordada, além de uma passagem bem curta que nos lembra grupos progressivos como Sagrado Coração da Terra.

A vibe tradicional continua em Mudança de Tempo, que conta com a participação da cantora Gabriela Policeno. Já Liberdade é quase uma balada de contornos quase épicos que possui uma bela mensagem de conscientização. O pique mais visceral retorna com a faixa-título, que é dona de uma energia gostosa e mostra ser uma música muito legal de ver ao vivo. Poetas é a chamada power ballad, que começa tem a linha principal feita pelos teclados e várias partes para cantar junto e fecha de forma positiva este primeiro trabalho do grupo.

Um trabalho competente, que nos faz lembrar das primeiras linhas escritas nesse texto, pois às vezes a melhor coisa que aconteceu ao Devachan foi esperar todo este tempo para lançar o trabalho. Pois hoje, com toda a certeza ele está sendo ouvido e apreciado por muito mais pessoas e divulgado da forma que merece: além de contar com uma bela capa e um gravação nítida, limpa e pesada.

14 de abril de 2014

STATIK MAJIK: “WRATH OF MIND SE APRESENTA COMO UM ÁLBUM MAIS HOMOGÊNEO, RESULTADO DE UMA FORMAÇÃO MAIS SÓLIDA”

Realmente é gritante a evolução musical contida em Wrath of Mind, segundo álbum da banda Statik Mind é gigante. Mais equilibrado e com canções cheias de tesão como God in the Mirror, o trio atualmente formado por Thiago Velásquez (voz e baixo), Leonardo Cintra (guitarra) e Luis Carlos (bateria) comemoram o bom momento do disco, que vem recebido ótimas resenhas e como consequência, proporcionando ao grupo a oportunidade de se apresentar mais e mais.

Nesta entrevista feita com Luis e Thiago, a dupla nos fala da repercussão de Wrath of Mind, as diferenças dos públicos europeu e sul americano e a entrada do guitarrista Leonardo após o lançamento do disco.

Por João Messias Jr.
Fotos: Luciano Piantonni
Capa: Divulgação

NEW HORIZONS ZINE:  Recentemente o trio lançou seu segundo álbum “full”, que carrega o nome de Wrath of Mind. Como está a repercussão e divulgação perante mídia e fãs?
Luis Carlos: A melhor possível! Se no ano passado fizemos turnês intensas para o começo da divulgação deste trabalho, neste ano começamos a colher os frutos com ótimas resenhas em sites e revistas, assim como a possibilidade de começarmos a fazer shows em lugares que pretendíamos fazer e levar nosso trabalho para onde não imaginávamos antes, então, tem sido incrível a repercussão do Wrath.

Statik Majik
Luciano Piantonni
NHZ: Em relação ao debut, Stoned on Musik, vocês deram um salto de qualidade como músicos e nas canções, nas quais falarei mais adiante. Quais as diferenças de um disco para o outro em relação ao preparo das composições e gravações?
Thiago Velasquez: Wrath of Mind se apresenta como um álbum mais homogêneo, resultado de uma formação mais sólida trabalhando com um maior prazo. Nossa desenvoltura musical enquanto conjunto e conhecimento das influencias pessoais de cada um, foi o que eu diria como o fator determinante que foi pouco a pouco “moldando” as faixas do nosso debut. Tínhamos em mente que queríamos um álbum com refrões mais fortes, riffs grudentos e músicas empolgantes e pesadas e quando começamos a compor tudo fluiu da forma mais natural possível. Fora que também investimos em uma produção maior nesse álbum.

NHZ: Agora vamos falar um pouquinho das músicas do disco. Aproveito para parabeniza-los pela abertura em God in the Mirror, que possui levadas para ganhar os fãs que nos remete a clássicos como Love Gun (Kiss). O que os fãs estão achando desse som nos shows?
Luis Carlos: O feedback tem sido incrível, recentemente tocamos na Colômbia e tivemos palcos invadiso após o show, um até caiu em cima da bateria (risos). Essa faixa é bem legal mesmo, não é minha preferida, mas acertadamente ela abre o CD.

Thiago: Particularmente “God in the Mirror” é uma das minhas favoritas. Acho uma música matadora tanto pra começar o álbum quanto para começar os shows. Ela possui um astral muito elevado, uma verdadeira “porradaria” de riffs logo na primeira linha,com muito peso e melodia. Creio que ao abrir o show com ela, estamos fazendo-o com chave de ouro, pois conseguimos transmitir a nossa energia pra galera, mostrando que viemos para destruir tudo (risos). Em geral a reação da galera é a melhor possível começando a “aquecer” para ir à loucura.

NHZ: Acid Reign é empolgante do inicio ao fim, com linhas de voz que chamam o ouvinte pra cantar junto. Conte-nos da criação dos vocais dessa canção.
Luis Carlos: Ela tem uma pegada mais doom e eu e Thiago imaginamos uma coisa meio “Alice in Chains” nela, doi isso, creio que deu certo (risos). É incrível como ela é uma música lenta e grande, mas s pessoas curtem ela demais ao vivo.

Thiago : A Acid Reign é uma música mais cadenciada. Queríamos fazer uma faixa que literalmente derretesse o cérebro das pessoas e “tomasse a sua mente” (risos), por isso seu nome de “Reino Ácido”. Começamos com um riff com uma pegada bem doom, e começamos a criar a música separada em momentos. Eu diria que nitidamente a Acid Reign é uma faixa crescente que consegue transmitir bem  sua energia a medida em que se acompanha o contexto da letra, dos momentos musicais e a melodia em si. Acredite, toda essa divisão foi muito pensada (risos). A linha vocal foi totalmente inspirada no contexto da música em si, nas suas flutuações e sentimentos referentes a cada passagem até o verdadeiro “boom” final.

Wrath of Mind
Divulgação
NHZ: O disco traz convidados como o vocalista e produtor Renato Tribuzy e o guitarrista Bebeto Daroz. Este último, que ficou muito conhecido em São Paulo por seu trabalho com o Libra fez um belo trabalho em Remembrance, com violões acústicos que nos fazem lembrar a fase pós-glam dos grupos de hard rock. Vocês deram carta branca para o músico criar nesta musica ou foi feito em conjunto?
Thiago: Já tínhamos a ideia anteriormente de ter uma faixa acústica e a Remembrance surgiu de uma forma completamente natural durante um ensaio. Eu já havia trabalhado anteriormente em alguns projetos com Bebeto Daroz e sempre gostei bastante dele tocando. Ele tem uma “pegada” muito limpa com bastante feeling e peso,. Sempre curti demais o timbre que ele tirava em seus acústicos, foi quando lhe fizemos o convite para que gravasse a nossa faixa e apesar de a faixa já ter o seu “esqueleto” pré-estabelecido demos total liberdade para que ele criasse na mesma. O resultado, bom a faixa fala por si (risos).

NHZ: A banda tem investido muito em promoção no novo disco, tanto que já lançou dois vídeos. O primeiro foi para Drowning in Despair e recentemente publicou a versão em película para Paradoxof Self Existence. Como estão os acessos e o que a galera vem achando desses trabalhos?
Luis Carlos: O acesso de Paradox foi nosso recorde, pois em uma semana ultrapassou mil visualizações.

Thiago: Acho que vídeo clipe é uma ferramenta essencial de divulgação, mostra digamos que a “fantasia” da música e transmite uma maior “intimidade” com a mesma, passa a ser a associação que se é feita ao ouvir a faixa. A galera tem curtido bastante e movimentado bastante o nosso canal no youtube.
NHZ: Wrath of Mind foi lançado pelos selos X-Press On Records e Rock Brigade, além de contar com a distribuição da Voice Music e Xaninho Discos. O que estão achando da promoção e o que os motivaram a assinar com esses selos/gravadoras?
Luis Carlos: Foi um bom acordo e todos eles estão cumprindo bem a sua parte. São ótimos amigos e parceiros e pode aguardar mais novidades por aí.

NHZ: Mas de nada vale tudo isso se o grupo não faz show. Felizmente a banda gosta de estar na estrada, tendo se apresentado por diversos estados e recentemente fez um giro por países sul americanos como a Colômbia. Em relação a Europa e ao próprio Brasil, o que o lado latino americano possui de diferenças?
Luis Carlos: O latino americano é mais amável. Claro que na Europa foi bem legal, mas aqui é mais “caliente” (risos). No segundo semestre deste ano tocaremos no Peru e na Bolívia e talvez role Europa em 2015.
Thiago: Realmente não tenho palavras para descrever o como bem fomos recebidos em todas as nossas passagens pela América do Sul. Tivemos realmente uma união de público e banda em um só, uma sensação, uma energia e uma receptividade realmente fora de série (risos).

NHZ: Infelizmente, nem tudo são flores. Após a gravação de Wrath of Mind, o guitarrista Thiago D’Lopes deixou o grupo, sendo substituído por Leonardo Cintra. Para você, Luis Carlos, que está desde o início do grupo, como é ter de correr atrás de novos membros que se encaixem não apenas no perfil musical, mas pessoal também, pois banda é relacionamento e convivência?
Luis Carlos: Nada de anormal. Não é a primeira vez que isso acontece com a Statik, porque a entrada do Leonardo foi perfeita e é isso o que importa pra banda. Afinal, o importante é a banda continuar firme e forte e isso já está mais do que comprovado, pois o que prevalece aqui é o “espírito de equipe”. Léo é um cara que reúne grandes qualidades não só como músico, mas como profissional. É dedicado, se empenha demais e investe muito do seu tempo na banda. Então, creio que agora sim, estamos com uma formação excelente e pronta para encarar novos desafios.

NHZ: Para encerrar, como é ver que a banda está com 12 anos de
Statik Majik
Luciano Piantonni
carreira, dois discos lançados, com uma ótima repercussão? Consideram este o melhor momento da StatikMajik?
Luis Carlos:  Sim, a entrada do Léo veio coroar isso. Eu criei a banda em 2002 e vi entrar e sair integrantes durante essa jornada. Estou muito feliz com o que tem acontecido ultimamente com a Statik, afinal, não é um trabalho de um, dois anos, são 12  e quem conhece a Statik sabe disso. Só tenho a agradecer ao Thiago e ao Léo porque o mérito é deles, a equipe da statik e aos fãs que sempre nos inspiraram e apoiaram.
Thiago: Pouco posso falar sobre os 12 anos, mas faço parte de pelo menos sete anos de história (risos). Para mim é uma alegria, uma satisfação e um orgulho imenso, ter investido toda a minha dedicação e paixão pela música nesses anos de banda e vê-la crescendo cada vez mais. Sem sombra de dúvidas posso dizer que esse é o nosso melhor momento e ainda temos muita poeira para comer!!

NHZ: Obrigado pela entrevista. Deixem uma mensagem aos leitores desta publicação.
Thiago: Gostaria de agradecer pelo espaço cedido, principalmente a todos que nos apoiam ao longo dessa difícil jornada, que acompanham o nosso trabalho e aos que lutam ao nosso lado. Se não fossem vocês, nada disso seria possível! Vocês são a nossa energia e a nossa maior inspiração. Quero ter o prazer de conhecer pessoalmente cada um de vocês e abraça-los como irmãos! Estamos juntos! Obrigado por tudo!

Luis Carlos: Leiam, curtam e compartilhem esta entrevista. Apoiem o metal nacional. Agradeço pelo espaço cedido a Statik e obrigado pelo grande apoio. Afinal, sem vocês não seríamos nada ! OBRIGADO !

7 de abril de 2014

GENOCÍDIO: UMA APRESENTAÇÃO MARCADA PELA MELANCOLIA E AGRESSIVIDADE

Quarteto retorna ao ABC paulista promovendo seu novo álbum In Love With Hatred após anos sem se apresentar na região

Texto e fotos: João Messias Jr.

Genocídio
João Messias Jr.
Engraçado como são as coisas, assim como o Vulcano, fiquei praticamente 20 anos sem poder vê-los ao vivo e depois desse tabu quebrado consegui assistir a banda mais uma vez num curto espaço de tempo. E assim como no ícone do metal santista, o mesmo ocorreu com o Genocídio, com mais uma (feliz) coincidência, com a banda no ápice de sua musicalidade e criatividade, que podemos ouvir no seu novo trabalho, o álbum In Love With Hatred, lançado em 2013.

O local da apresentação foi o Lollapalooza, que há pouco tempo abriu “pra valer”o espaço para música autoral e nesta noite foi o palco deste ícone da música pesada nacional, que já possui quase três décadas de luta na cena.

Midnightmare
João Messias Jr.
Antes da banda principal, o evento contou com as bandas locais Falange e Midnightmare. E foi a última que deu o pontapé inicial aos shows, ás 19h30. Com 13 anos de estrada, Simone (baixo e voz), Kedley Moraes (guitarra) e Quércia (bateria, também Arthanus) fazem a promoção de seu primeiro CD, Death Is the Only Salvation, lançado no mês passado, que como o nome sugere, mescla o death, thrash com algo do doom metal. Do citado trabalho a banda mandou Chaos, dona de passagens thrash melodiosas, a faixa-título, que nos remete ao death metal praticado na Flórida e vocais que se fundem em limpos/berrados e a direta Final Conflict. Vamos torcer para que os caras continuem produzindo sons e expandindo sua música para todos os cantos.

Falange
João Messias Jr.
A segunda banda da noite foi o Falange. Adeptos do thrash oitentista, mas sem cair nos clichês do estilo. 
Dona de bons riffs (que privilegiam o peso ao invés da velocidade) e vocais que caem para o crossover (alguém gritou Kurt Brecht?) é a ideia que a trupe formada por Luciano Piagentini (voz), Ivan (guitarra), Marcelo (baixo e backing vocal) e Paulo (bateria) mandaram um set energético, com destaque para Fuck Your Play (80 na veia), Fogueira, Humano Débil Mental (que aponta uma vertente mais trabalhada) e a crossover Madness, que encerrou a curta apresentação, que teve menos de meia hora.


Genocídio
João Messias Jr.
Já eram 21h30  quando teve início o grande momento da noite. Murillo Leite (guitarra e voz), Rafael Orsi (guitarra e backing vocals), Wanderley Perna (baixo) e João Gobo (bateria), com uma bandeira da cidade de Santo André, iniciaram seu set com Kill Brazil, do In Love With Hatred. Vale dizer que o atual trabalho não deve nada aos mais antigos e consegue figurar entre os melhores já lançados pela banda, principalmente pelo talento dos novos integrantes e o equilíbrio do clima soturno e das melodias. Mas ficava a pergunta: e as músicas antigas?

Bem, Cloister, do Posthumous colocou um ponto final nas dúvidas e eventuais desconfianças, pois mandaram muito bem, assim como Numbness Sunshine, de Hoctaedron. A faixa-título e Passion and Pride, do novo disco mostrou que apesar dos clássicos, o presente momento vivido pelo Genocídio tem tudo para angariar fãs e fazer história, graças ao climas melancólicos (quase doom). Come to the Sabbath (Mercyful Fate) foi outro momento mágico, que emocionou o pessoal que estava na frente do palco. Eu queria que o mestre King Diamond tivesse a oportunidade de ouvir essa versão.The Clan, do álbum de mesmo nome e Up Roar apontavam que o show estava no fim, que infelizmente se teve seu final com a clássica The Grave, do seu primeiro EP.

Uma ótima noite, que além das apresentações acima de qualquer suspeita, foi legal para rever os amigos, mas infelizmente com um público decepcionante. Eu não sei o que se passa na cabeça do dito headbanger. Não são todos, mas que em sua maioria prefere se esconder em nicknames e reclamar que a cena é uma merda, que a mesma é infestada por falsos, mas que em nenhum instante faz nada para reverter a situação. Uma pena (para eles) e mais um momento de felicidade e conquista para aqueles que fazem algo de verdade por aquilo que acredita.

4 de abril de 2014

CHAOS SYNOPSIS: LEVANDO A LOUCURA DOS SERIAL KILLERS AOS PALCOS

Quarteto se apresentou na mais recente edição do Ataque Extremo, realizada no último sábado (29), que contou com a participação dos grupos Depressed, Setfire e Pile of Corpses

Texto e fotos: João Messias Jr.

Chaos Synopsis
João Messias Jr.
Quando eu deparo com uma capa de disco, independente do estilo musical que seja, se “bate” aquela coisa (seria tentação?), dificilmente eu me engano e acabo conhecendo mais uma banda legal e por consequência, levo mais um disco pra coleção. Podemos resumir assim como eu conheci o Chaos Synopsis, de São José dos Campos. Art of Killing, segundo disco do quarteto formado na época por Jairo Vaz (voz e baixo), Marloni (guitarra), JP (guitarra) e Friggi Mad Beats (bateria, também Attomica) além do death/thrash caótico, chama a atenção pela capa que mostra o serial killer (tema principal do trabalho) vestido a caráter com seu prêmio nas mãos, no caso a cabeça de sua vítima. E claro que se os caras viessem para o ABC, seria no mínimo obrigação de conferir essa violência sonora ao vivo. Sonho realizado, pois no último sábado (29), a banda aportou em São Caetano, no Cidadão do Mundo para mais uma edição do Ataque Extremo, que contou com os grupos Depressed, Setfire e Pile of Corpses.

Pile of Corpses
João Messias Jr.
Devido a outro compromisso, acabei perdendo parte da apresentação do Pile of Corpses. Apesar da música extrema e ás vezes caótica, Alba (voz), JP (guitarra), Chefe (baixo) e Dentão (bateria), os caras colocam um humor sarcástico na apresentação que empolga a todos. Como em Devouring the Pork, que além do vocalista dedicar para todos os “comedores de bacon”, colocou uma máscara de um porco, o que ficou muito legal no show. Espero poder ver um show completo desses caras, que fazem um mix de death/thrash com alguma coisa de grind muito bem feita.

Setfire
João Messias Jr.
O Setfire é um grupo que merece atenção. Donos de um thrash agressivo e trabalhado que une muito groove, cadências e um vocalista versátil, Artur (voz), Klemer (guitarra), Michael Douglas (guitarra), Felipe (baixo) e Alex (bateria) podemos chamar de uma banda de palco, pois suas apresentações são fortes intensas, como pudemos ouvir em sons como Social Bomb, que tem um jeitão Pantera, mas com riffs cadenciados. Além das músicas autorais, a banda mandou versões inspiradas para I’m Broken (Pantera) e Spirit Crusher (Death), que mostraram além da variedade do instrumental, todo o alcance de Artur. Envy Shit, que em breve receberá sua versão em vídeo e a inédita Wandering Psycopath fizeram parte do curto, mas empolgante set.

Depressed
João Messias Jr.
Representantes do death metal tradicional na mais pura essência, o Depressed mostrou que o ABC possui um nome que pode trilhar o mesmo caminho de bandas como Headhunter D.C, Krisiun, Ungodly, entre outros. Giovani Venttura (voz), Rodrigo Jardim (guitarra), Stella Ribeiro (baixo) e Gabriel Guerra fizeram um set diferente das últimas apresentações que vi do hoje quarteto. Junto com as canções do repertório Afterlife in Darkness, Reborn in Hellfire e Stormblood, a banda mandou duas músicas novas, Disease from Emptiness e Zombie Epidemic, que juntas as já citadas, farão parte do primeiro álbum da banda, que já está em fase final de produção. Mas as canções inéditas mostram uma nova vertente explorada pelo grupo. A primeira, com riffs densos e carregados, quase doom e a segunda carrega morbidez. Junto as músicas autorais, mandaram versões inspiradas para sons do Hypocrisy e Sinister. Seria interessante e justo ver esses caras abrindo (por competência) para nomes como Obituary e as bandas citadas acima.

Chaos Synopsis
Divulgação
Já eram quase três da manhã quando o Chaos Synopsis iniciou sua apresentação, que podemos chamar de massacre sonoro. O trio, Jairo, JP e Friggi, acompanhados de um guitarrista adicional, Ítalo Junqueira, mandaram três sons do aclamado Art of Killing: Son of Light, Rostov Ripper e Zodiac, todas se destacam pelo peso e clima mórbido. Sarcastic Devotion e Postwar Madness, do debut, Kult ov Dementia manteram o pique, mas não há como negar que “Art” é o masterpiece dos caras, que mandaram desta obra B.T.K., dona de partes cadenciadas, a grooveada Red Spider e Monster of the Andes. Infelizmente a apresentação dos caras passou voando e Spiritual Cancer, do primeiro álbum encerrou mais uma edição do festival Ataque Extremo. Vale lembrar que em maio, os caras embarcam para mais uma tour europeia e mostrarão aos gringos metal com padrão brazuca de qualidade.

Mais um daqueles dias de voltar para casa com um sorriso de orelha a orelha, apesar das olheiras e cansaço mais que visíveis. Sintomas de um trintão que logo chega aos quarenta! 

3 de abril de 2014

KOMBATO: “TEMOS UM CENÁRIO COM ÓTIMAS BANDAS E EXCELENTES MÚSICOS”

Talvez para quem acompanha a cena underground, a frase acima não chega a ser uma novidade. Só que de novo para você leitor, é que o Kombato é uma banda que tem tudo para conquistar os fãs de música pesada e alavancar uma carreira internacional. O grupo, que conta hoje com Juan Arteiro (guitarra e voz) e Lucy Shalub (baixo e vocal), é dona de um thrash agressivo, que não tem medo de flertar com o death metal, mistura que gera músicas prontas para o banging como Waiting to Die. Atualmente, a banda prepara o primeiro álbum da carreira, que contará nas baquetas o baterista do Korzus, Rodrigo Oliveira, que também cuidará da produção.

Nesta entrevista feita com Juan Arteiro, o músico nos conta da origem do nome do grupo, mudanças de formação e (claro), o vindouro álbum.

Por João Messias Jr.
Fotos: Divugação

Juan Arteiro
Divulgação
NEW HORIZONS ZINE: O nome da banda nos remete as lutas marciais. Porque nomear o grupo com dessa forma e o que ele representa para vocês?
Juan Arteiro: Kombato é o nome de uma arte marcial brasileira que reúne técnicas de várias artes marciais. Sou faixa preta de kick, azul de jiu jitsu e pratico MMA também, a Fernanda (ex-baterista) lutava tae kwon do e a Lucy (baixista), kickboxing. Estávamos procurando um nome brasileiro, pois na primeira formação nos chamávamos Vision of Disgrace e como nosso som havia evoluído, resolvemos mudar para o nome Kombato com a entrada da Fernanda, homenageando essa arte marcial brasileira!

NHZ: Apesar de ser uma banda nova, com pouco mais de um ano de formação, o Kombato já sofre com as mudanças de integrantes. No que isso atrapalha o desenvolvimento do grupo e como foi encontrar motivação para buscar novos membros?
Juan: Na verdade, todas as composições são minhas e da Lucy. Nós dois somos os únicos membros que permanecem na banda até hoje. Foi muito difícil para nós a saída da Fernanda, inclusive por que éramos amigos há muitos anos. Depois disso, conheci o Renan (ex-baterista), que trouxe o Lucas (ex-guitarrista), mas a participação deles também foi passageira pela banda. No momento, estamos em estúdio com o Rodrigo Oliveira (Korzus), gravando um álbum completo com 12 músicas e só retornaremos aos palcos após o lançamento do CD.

Lucy Shalub
Divulgação
NHZ: Ainda falando em formação, vocês chegaram a ter por um curto período a baterista Fernanda Terra (ex-Nervosa e Food 4 Life). Por ser uma instrumentista conhecida, o que ela trouxe de positivo no quesito exposição em sua passagem no Kombato?
Juan: Uma coisa muito boa que a Fernanda trouxe para a banda e que  tentamos manter nesse momento foi o profissionalismo, algo essencial para qualquer banda que queira crescer e se destacar no cenário.

NHZ: Agora vamos falar um pouco no som de vocês, que tive a oportunidade de conferir no Lollapalooza há poucos dias. Vocês praticam um thrash bem agressivo, com algumas incursões ao death metal. No processo de composição, como fazem para que essa miscelânea fique equilibrada?
Juan: Procuramos usar todas nossas influencias nas composições e tudo vai fluindo naturalmente. Escutamos em casa muito black, death, thrash metal e hardcore ogro e  acho nosso som tem um pouco de tudo isso ai.

NHZ: Outra característica que dá mais agressividade ao som, são os backing vocals da baixista Lucy Shalub, que são próximos ao death/black. Como funciona essa divisão de vocais nas músicas?
Juan: Aos poucos a Lucy está se soltando mais pra cantar. Inclusive em nosso álbum, terá duas musicas que e cantará sozinha. Ela possui uma forte influencia de bandas como Death, Obituary, Morbid Angel e Unleashed. É assim que vejo o vocal que ela está fazendo no momento. Quanto a divisão vamos  vendo qual voz se encaixa melhor em determinada parte da musica.

Juan Arteiro
Divulgação
NHZ: Para encerrar, vou citar alguns grupos nacionais de thrash e queria a opinião de vocês sobre eles: Woslom, Executer, Chemical e Lama Negra.
Juan: São ótimas bandas da nossa cena que tem tudo para decolar num mercado internacional. Morei doze anos nos Estados Unidos e posso dizer que atualmente não estamos deixando nada a desejar pros gringos. Temos um cenário com ótimas bandas e excelentes músicos prontos para quebrar tudo mundo afora!

NHZ: Muito obrigado pela entrevista. Deixem uma mensagem aos leitores desta publicação?
Juan: Nós que agradecemos pela oportunidade. Gostaria de agradecer a todos que sempre acreditaram no nosso som e obrigado pela paciência em relação ao nosso material, mas prometo que ainda esse semestre tem coisa boa por aí.
Um forte abraço a todos!

1 de abril de 2014

NOTURNALL: FAZENDO HISTÓRIA

Quinteto mostrou em primeira apresentação da carreira, músicas do seu primeiro CD, covers de clássicos do rock/metal e participações especiais, dentre elas a de Russell Allen

Texto e fotos: João Messias Jr.

Leo Mancini
João Messias Jr.
“Vamos fazer História!” Essas foram algumas das palavras proferidas pelo baterista Aquiles Priester minutos antes do início da primeira apresentação do Noturnall, realizada no último sábado, no Carioca Club. E não dá para dizer o contrário. Graças ao hiato que ocorreu com o Shaman, após a volta do baterista Ricardo Confessori para o Angra, os membros remanescentes Thiago Bianchi (voz), Leo Mancini (guitarra, Tempestt), Fernando Quesada (baixo), Junior Carelli (teclado) e o já citado dono das baquetas montaram um supergrupo, que não deixou a poeira cair após o lançamento de seu CD e partiu para um projeto de certa forma ousado: a gravação de um DVD.

Até aí, nada de diferente. Só que os músicos organizaram uma apresentação com ingressos gratuitos mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível ou brinquedo para a Casa Hope, que cuida de crianças com câncer. Ideia do vocalista Thiago Bianchi, que quando descobriu ter câncer, prometeu ajudar de alguma forma as pessoas que sofrem com a doença, e que finalmente esse dia havia chegado. Algo nobre e sublime no meio de tantos esquecimentos e ingratidões vistas no mundo de hoje.

Apesar de ter mais de vinte anos de “janela”, tendo assistido a diversos shows que foram de arenas a botecos, não tive como não me impressionar com o que aconteceu nesta noite. Ao começar, ver o Carioca Club abarrotado de gente, uma produção digna dos shows internacionais, com direito a telão, grua e cinegrafistas, o que com toda certeza jogou a expectativa de todos lá na estratosfera. Isso sem contar a participação do vocalista Russell Allen (Symphony X, Adrenaline Mob) em algumas músicas.

Início de tirar o fôlego

Fernando Quesada
João Messias Jr.
Pontualmente, às 19h, o quinteto vem à frente do palco e agradece á todos os presentes por terem vindo e logo o show teve início com a canção No Turn At All, também faixa de abertura do disco da banda. Nem precisa ser dito que a banda foi ovacionada durante a execução da citada canção, principalmente pelos riffs de Leo Mancini e a bateria de Aquiles, que podem ser considerados os diferenciais do grupo.

Mas a festa estava apenas começando e logo trataram de mandar a pesada St. Trigger, que conta com climas densos e um ótimo dueto de guitarra e teclado. Para quem não teve a oportunidade de ouvir, o trabalho é mais pesado, ousado, variado e remete mais aos trabalhos do Karma (primeira banda de Thiago) do que o Shaman. Falando na banda, o grupo mandou uma versão para Inferno Veil, do álbum Origins, de 2010, que emocionou muitos fãs que estavam na pista. Nessa canção, Thiago pediu para que fosse formada uma grande roda, pedido que foi prontamente atendido pela massa.

Thiago Bianchi
João Messias Jr.
Masters of Deception mostrou toda a extensão e variedade da voz do cantor, que sabe como tirar vantage do seu timbre ardido. Já Hate mostrou equilíbrio nas partes lentas e pesadas, com todos cantando a canção e mostrou o lado hard do guitarrista, assim como Sugar Pill, essa uma das mais lindas músicas dos caras, com cara de hit.

Após essa música, chegou a hora do Octopus Solo, de Aquiles. De forma extremamente pesada, o músico mostrou versatilidade ao mesclar passagens intrincadas com jazz e ritmos brasileiros, que não soou chato e nem cansativo.  E esse clima instrumental continuou durante a troca das fitas, com Leo mostrando sua habilidade tocando temas de country e samba, para que o público não esfriasse com aquela breve pausa.

Pequeno Notável

Last Wish marcou a primeira participação da noite. Com apenas 13 anos, Luiz Fernando Venturelli com o cello na belíssima Last Wish (que lembra muito Do I Remember a Life, de Michael Kiske) e na versão para Symphony of Destruction (Megadeth). Vendo o garoto no meio de tantas feras me fez pensar o que eu queria da vida com a idade dele, mas deixa pra lá...

... Após a execução do hino nacional brasileiro, que teve como “regentes” Leo Mancini e Junior, que após seu fim, o público emanou palavras carinhosas a presidente Dilma.

O grande momento

Russell Allen
João Messias Jr.
Depois de Fake Helaers chegava o ápice da noite. Thiago chama ao palco Russell Allen e juntos mandaram Nocturnal Human Side. Todos sabem que o vocalista do Symphony X e Adrenaline Mob é considerado um dos melhores do mundo atualmente, mas ao vivo, o cara é ainda melhor. Com um timbre que nos remete ao saudoso Ray Gillen (Badlands), emocionou os presentes em Stand Up and Shout (Dio) e no gran finale de War Pigs (Black Sabbath), que fechou essas quase duas horas de espetáculo.

Uma noite que deixou TODOS  com um sorriso de orelha a orelha pela oportunidade de assistir aos melhores músicos do metal mundial fazendo música de qualidade, casa cheia, estrutura, com custo zero para o público e o mais importante: fazer o bem ao próximo

31 de março de 2014

CHEMICAL: “QUANDO ESTAMOS NO PALCO, NOS EMPOLGAMOS DE FORMA ESPONTÂNEA”

Formado em 2008, por músicos que já passaram por grupos como Zero Vision, Calibre 12 e atualmente contando com os integrantes Alex Freitas (voz e guitarra), Tiago Visceral (guitarra), Corvo (baixo) e Ricardo Nutzmann (bateria),o Chemical mostra ser uma banda que tem tudo para cair nas graças dos fãs de thrash. Embora sejam donos de um som mais brutal, os riffs da dupla de seis cordas busca inspiração em caras como Alex Skolnick (Testament) e Gary Holt (Exodus), que aliado ao peso da cozinha, gera músicas contagiantes e perfeitas para bangear, como podemos ouvir no álbum New Dimension.

Nessa entrevista feita com a linha de frente do grupo, eles nos contam sobre a repercussão do citado álbum, sobre as apresentações ao vivo e muito mais:

Por João Messias Jr.
Fotos: Divulgação e Cristina Sininho Sá

Chemical
Divulgação
NEW HORIZONS ZINE: A banda, apesar de nova, com cinco anos de estrada, surgiu do Sorcery, grupo que tinha alguns dos integrantes nos anos 90. Como rolou essa, digamos volta às origens.
Alex: Rolou por acaso. Eu tinha gravado em casa uma demo, com bateria programada mesmo, com o todo repertório do Sorcery que estava perdido em fitas de ensaios velhas. Gravei despretensiosamente pra ter o registro das músicas, ai mostrei pro Corvo, que já tocava comigo no Machina Monstro, ele pirou e disse: “mano você tem que montar essa banda”. No mesmo dia, do nada apareceu o Alemão, que curtiu o som também e topou na mesma hora, como estávamos em um estudio, já fizemos uma jam tocando Slayer, Sepultura...só “thrashera véia”. A “química” já rolou ali, naquele momento.

NHZ: O grupo tem uma sonoridade que nos remete ao final dos anos 80 e 90, com destaque para as guitarras, que ao mesmo tempo são brutais e apresentam passagens trabalhadas, que alegrarão fãs de caras como Gary Holt (Exodus) e Alex Skolinick (Testament). Como vocês planejam/planejaram essas partes das canções?
Tiago: Nós tivemos ao longo da vida muita influencia de bandas com grandes guitarristas como o Skolnick do Testament e Gary Holt do Exodus. Eu gosto do som da guitarra mais “sujão”, aquele lance de amplificador no talo, diferente das coisas eletrônicas que temos hoje. Mas também aprecio os guitarristas técnicos como o Satriani e essas influências geram uma mistura boa no nosso som.
Corvo: O som do Chemical é agressivo naturalmente pelas ideias que elaboramos quando estamos ensaiando e bolando as músicas, sempre puxamos para o lado mais pesado e brutal.

NHZ: O guitarrista Alex Freitas fez parte do Zero Vision, cujo debut Acrid Taste fez muito barulho nos anos 90, que apresentava um thrash com muitas influências do industrial. Passado todos esses anos, como você vê esse trabalho?
Alex: Hoje muito se cultua o thrash de raiz, mas o Zero Vision surgiu em uma época em que muito se cobrava evolução e originalidade das bandas, que tinham que evoluir sempre, não podendo se repetir, pois eram muito criticadas. O ZV nasceu dessa necessidade de expandir horizontes e criar um som próprio. Enquanto a maioria das bandas de thrash tentavam emular o sucesso do Metallica com baladas e um thrash mais americanizado, o Zero buscou por influências mais sombrias na música industrial e movimentos alternativos obscuros da época, antes mesmo do surgimento do new metal americano. Acho que o ZV era uma banda a frente do seu tempo, e até hoje não é compreendida pelo público brasileiro.

Chemical
Cristina Sininho Sá
NHZ: Continuando a falar nos anos 80/90, período em que alguns de vocês tiveram suas primeiras bandas, tudo era feito na raça e havia uma maior união entre as diversas vertentes musicais, algo que não ocorre com tanta frequência hoje. Como encaram essa transição de períodos e quais as coisas boas de se ter uma banda no século XXI?
Tiago: Na época era tudo mais difícil. Conseguir gravar era muito caro e nem sempre a qualidade ficava boa, hoje com a era digital as coisas ficaram mais práticas. É mais rápido e barato conseguir lançar material, agendar alguns shows e comercializar produtos. Por isso existem muitas bandas apontando por aí. O lance é que foram surgindo diferentes vertentes e com isso o público foi se dividindo. Mas naquela época de demos e zines, as bandas tinham um reconhecimento maior por parte de todos devido ao trabalho e correria para se fazer as coisas. A galera se juntava mais pra poder realizar shows e eventos, assim era comum a galera andar mais junta independente do estilo.

Corvo: Na época era o que a gente tinha de opção e desssa forma, tentávamos fazer nosso melhor. A parte boa hoje é a gente poder continuar levando adiante a mesma essência das outras décadas com a tecnologia e informações atuais tocando thrash metal.

NHZ: Voltando ao Chemical, vocês lançaram neste ano seu primeiro álbum, New Dimension. Como está a aceitação do disco perante público e mídia?
Tiago: Está sendo muito boa. Tanto o disco como nosso clipe “Bloody Streets” estão sendo bem elogiados por todos em geral.
Corvo: O que me deixa mais contente é que o público está entendendo nossa mensagem, nossa proposta.

NHZ: Ao vivo a banda possui uma performance insana e coesa e músicas como Worms, Chemical Disease e Doi-Codi.
Tiago: Realmente quando estamos no palco nos empolgamos de forma espontânea. É natural, pois a gente se remete as bandas que nos influenciaram durante anos com suas performances ao vivo.

Corvo: Pra mim é impossível tocar nossos riffs e ficar parado, não dá pra evitar a agitação.

New Dimension
Divulgação
NHZ: Para encerrar, recentemente estive num fest que a banda se apresentou no ABC paulista. Além do som, achei interessante a postura do grupo, que ficou até o final do evento, postura que hoje é rara, graças ao individualismo que impera na cena. Apesar dos anos de estrada, ainda se empolgam ao tocar e conhecer o som de grupos novos e conhecer pessoas?
Tiago: Sim, com certeza! Nós somos velhos, como dizem por aí “do rolê” (risos). Gostamos de ir aos shows. Eu mesmo vou em vários lugares quando posso, assisto shows desde black metal até hardcore. Respeitamos todos sem discriminação, tanto é que já tocamos com grupos punk, hard rock e heavy metal sem nenhum problema. Queremos agregar, o que vale é a união e o respeito, gostamos de conhecer as bandas e pessoas, além de apoiar quem está aí na correria como nós.

Corvo: Sim conhecer bandas novas sempre é bom. Aliás, nossa banda mesmo é nova e acho importante rolar essa troca de informações entre as bandas e o público

NHZ: Muito obrigado pela entrevista. Deixem uma mensagem aos leitores desta publicação.
Tiago: Gostariamos de agradecer a vocês e a todos que vem nos apoiando e pedir pra galera apoiar mais o metal nacional e as bandas de som autoral.

Corvo: Obrigado a todos, continuem acompanhando nosso trabalho nas redes sociais, nossa agenda de shows e sempre que puderem compareçam aos eventos.