25 de agosto de 2015

MALEFICARUM: BRUTALIDADE E SEGURANÇA

Quinteto cearense soa agressivo, seguro e coeso em novo trabalho, Trans Mysterium

Por João Messias Jr.

Não tem jeito, passam-se os anos e determinados estilos recebem novas referências e nuances musicais. A conseqüência disso é que eles acabam ficando anos luz de suas raízes. Quantas ramificações temos do heavy metal, hard rock?

E como todos sabem, não é de hoje que essa variação chegou ao black metal, que em seus primeiros tempos se caracterizava pela rispidez de nomes como Bathory e Venom. Décadas depois, vemos grupos que embora usem a mesma temática, flertam com estilos como o  ambient e o eletrônico, como o Mortiis, The Kovenant, entre muitos outros

Porém, é louvável quando deparamos com trabalhos como o Trans Mysterium, dos cearenses do Maleficarum. Formado por Lord Maleficarum (vocal), Incredolus (guitarra), Count Cemeluchus (guitarra), Nebulam (baixo) e Lucifugi (bateria), o grupo bebe na veia das bandas acima, mas com um tempero  brazuca a lá Sarcófago/Vulcano. Inclusive este último é homenageado com uma boa versão para Guerreiros de Satã.

A exceção da intro Ajagunã, o disquinho apresenta músicas ríspidas, que mesclam momentos cadenciados e partes para bater cabeça, como Aqueronte e Ragnarok. Outro belo momento é a agressiva Cruzada, que soa como um canto de evocação as crenças do grupo, que de forma direta passa a mensagem sem soar chato ou panfletário por sua causa.

Junto as canções que agradará aos fãs das vertentes mais agressivas do metal, o álbum recebeu um acabamento especial em digipack, o que o torna mais atraente e atiçará mais a vontade de tê-lo em sua coleção.

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