21 de dezembro de 2012

KRISIUN: UM TRIBUTO PARA A MÚSICA EXTREMA


Além dos gaúchos, evento contou com as bandas Anonymous Hate, Eutanos, Vital Remains e Malevolent Creation

Texto e fotos: João Messias Jr.

Krisiun
O último sábado (15) foi um dia que os fãs de metal não tiveram do que reclamar, pois em cada canto da região da capital haviam espetáculos destinados aos fãs do estilo, seja ele fã de metal moderno, rock pesado e metal extremo.

Este último pode ter recebido um dos “casts” mais poderosos que já vieram por esses lados. Imagina ter numa mesma noite as lendas do metal extremo Krisiun, Malevolent Creation e Vital Remains, acompanhadas dos equatorianos do Eutanos e os brazucas do Anonymous Hate no já tradicional Carioca Club, que recebeu um excelente público

Quem não viu, perdeu

Eutanos
Infelizmente, graças ao nosso transporte público, cheguei às 16h30 e acabei perdendo a apresentação do Anonymous Hate, uma pena. 

A segunda banda da noite foi o Eutanos, que faz um som interessante, que lembra muito aqueles grupos oitentistas, com uma mistura de Speed/Death/Black/Thrash/Heavy muito bem trabalhado (pegar formação), com destaque para o vocalista James Peterson, com um vocal agudo e fino, que varia em momentos agonizantes e esgoelados. 

A única pisada na bola foi a do público, que estava todo do lado de fora do Carioca Club e apenas algumas testemunhas presenciaram o som dos equatorianos.

Possessão Demoníaca

Vital Remains
Tem coisas que sabemos que são clichês, mas que funcionam muito bem num show, como a abertura da apresentação do quinteto Vital Remains. Todos de costas ao som de uma intro. Podemos dizer que apartir daí eles ganharam o público. 

Tendo como personagem principal a figura do vocalista Brian Werner, que parecia o demônio da Tazmania correndo de um lado para outro, com uma voz assustadora, que ao lado dos seus asseclas fizeram um set forte, agressivo e extremo, com destaque Where is Your God Now? e Hammer Down the Nails, dedicada a Chuck Schuldiner.

Outros destaques da apresentação deles foi o desempenho dos guitarristas Tony Lazaro e o brasileiro Bill Hudson (Circle II Circle/Cellador), e o baixista Gator Collier, que também se mostrou um excelente vocalista.

De volta aos anos 90

Malevolent Creation
Adeptos do Death Metal Tradicional, o Malevolent Creation mostrou como é possível ser brutal, extremo, agressivo e cativante “apenas” com gutural, guitarra, baixo e bateria.

Phil Fasciana pode ser considerado com as devidas proporções uma espécie de Tony Iommi do Death Metal, por não inventar malabarismos e criar riffs mórbidos e cadenciados e claro, o vocalista Bret Hoffmann, que possui uma voz monstruosa. Tudo isso “temperado” por sutis doses Thrash.

Além da apresentação impecável, dois fatores chamaram a atenção: a voz “normal” de Bret, que lembra daqueles fazendeiros americanos e Phil Fasciana estar fumando no palco segundos antes de começar a apresentação.

O número 1 do metal extremo

Krisiun
Os gaúchos do Krisiun há algum tempo são considerados o principal nome do metal extremo mundial. Eu acompanho os caras ao vivo desde o final dos anos 90 e seguramente posso dizer que a evolução do trio formado pelos irmãos Max, Alex e Moyses Kolesne é assustadora, principalmente após o álbum Bloodshed, onde sabiamente, encontraram o equilíbrio entre riffs cadenciados e o peso do metal extremo.

Antes de falar das músicas, vale citar como um power trio consegue fazer um som  "cheio", com detalhes e sem buracos, algo que poucas bandas neste formato conseguem executar com maestria.

A apresentação dos gaúchos mesclou sons de toda a trajetória, que teve como grandes momentos Combustion Inferno, Vicious Wrath, Black Force Domain e na versão para In League of Satan (Venom) foi um dos grandes momentos do set, pois contou com o pessoal das bandas Eutanos, Malevolent Creation e Vital Remains, com Brian Werner dando mosh e tudo mais.

Apocalyptic Victory encerrou a apresentação do trio, que deixou todos os presentes que lotaram o Carioca saciados.
Que 2013 seja brindado com shows tão bons quanto esse!

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