2 de dezembro de 2016

NO MESMO NÍVEL DOS CLÁSSICOS

Disco de retorno contém a mesma energia dos primeiros trabalhos

Por João Messias Jr.

Quando temos notícia de um grupo clássico que retoma as atividades, a pergunta que cola na cuca é: "Será que os caras ainda tem o mesmo pique?". Indagação que coça a cabeça ainda mais sabendo se as formações são de estilos mais viscerais.

Como o Lobotomia. Do ABC paulista, os caras tem na bagagem discos clássicos como Lobotomia (1986) e Nada é Como Parece (1988) e após algumas idas e vindas além de uma nova formação soltam um novo registro em quase uma década. Chamado Desastre, chama a atenção logo de cara pelo acabamento em digipack e pelo capricho da capa e encarte.

Sim, a boa impressão permanece nas músicas, que receberam uma boa produção. Contando na época com Edu Vudoo (voz), Guilherme Goto (guitarra), Gabriel Kaspar (baixo) e Grego (bateria e único membro original), mantém a empolgante linha musical que passeia entre o Metal, Hardcore e Crossover, mas com aquele algo a mais que deixa todo os fãs de música pesada satisfeitos.

Em especial as linhas de guitarra, que segue a linha dos primeiros tempos do Hardcore (DRI/Agnostic Front)  com a malícia dos tempos atuais. Fusão que nos faz balançar a cabeça de forma imediata que somada as canções, faz o grupo ter em mãos músicas fortes como Desastre Nuclear e Engrenagem da Maldade, que tem um puta refrão e uma letra consciente e reflexiva.

Não se engane com o início lento de Terra Sagrada, que vira uma tijolada que tem riffs levada vocal insanas. 

Voodoo Império do Terror manda o disquinho lá nas alturas enquanto Quem Vai Ganhar? coroa esse belo trampo de retorno dos caras, que mantiveram a essência dos primeiros dias, sem ter medo de atualizar sua música.

Atitude de quem está nessa por amor e não pelo dinheiro!
lobotomiahc.wix.com/lobotomia

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