17 de maio de 2013

GALLO AZHUU: “UMA VIAGEM DE PSICODELIA E PESO”

“Disco de quarteto maranhense faz uma síntese bem detalhada do blues/rock dos anos 60/70”

Por João Messias Jr.

Gallo Azhuu
Divulgação
Antes de falar do álbum da banda de hoje, preciso retificar uma coisa: na resenha dos também maranhenses do JackDevil, citei apenas os caras e o Moto Clube sobre algumas coisas boas desse estado. Descobri esses dias que há mais um “ponto positivo” a ser mencionado: Gallo Azhuu.

Sim, apesar do nome um tanto exótico, o quarteto formado por Patugaza (voz e guitarra), Moaci Junior (guitarra), André Grolli (baixo) e Denis Carlos (bateria) faz uma mistura de rock, blues e psicodelia que se torna viciante e irresistível a cada audição.

Apesar da gravação suja e pesada, os caras mostram grande preocupação com os arranjos, principalmente as guitarras, que fazem bases e solos de tirar o fôlego, como em Um Filho em Você, onde ao perceber, estamos fazendo um saudável “air guitar”. Outros exemplos ficam para Praia, Amor e Vamos Combinar, onde o grude é tão grande, que quando menos se vê, acontece o fenômeno de cantarolar as letras.

Além das guitarras pesadas emanando o blues, a  psicodelia é outro ingrediente presente aqui, como a própria capa entrega. Essa aura  pode  ser ouvida em Homem Árvore e Hippie Rico, cheia de passagens longas, que nos remetem as jam sessions.  Ainda falando de Hippie Rico, ela conta com vocais discursados, que acaba a deixando mais especial.

No meio desse resgate aos grupos dos anos 60/70, junto com grupos como Balls, Blues Riders, Baranga, Carro Bomba, Pedra, entre tantos outros, o “Galo” é mais uma banda que merece ser apreciada.

Caso um dia você resolva ir ao Maranhão, procure assistir a um show desses caras. Se a grana estiver curta, conheça o som, pois vale à pena.

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