29 de novembro de 2016

UMA DÉCADA DE GLÓRIAS

Terceiro álbum do quarteto carioca apresenta banda no auge da carreira

Por João Messias Jr.

Uma década de estrada celebrada em grande estilo. Afinal, quantas bandaschegam a essa marca depois de períodos complicados e ainda mais com um álbum mortífero na bagagem? Os caras do Lacerated And Carbonized chegaram essa marca nos presenteando com o melhor trabalho de suas carreiras.
Após o ótimo The Core of Disruption, os caras vem com Narcohell, que também tem como tema a violência e o caos do Rio de Janeiro. Só que isso passa longe da repetição. As músicas apesar de manterem o Death/Thrash do grupo, estão mais densas e intensas, Mas, antes de falar das canções, vale ser citada a preocupação dos caras com a apresentação gráfica.

Começando da capa, uma das mais inspiradas do ano. Com imagens fortes, mas sem cair no lance explícito fizeram um belo trabalho sem abrir mão de serem uma banda de metal. Criatividade que passeia por todo o encarte.

Já as músicas, receberam uma bela produção, além da mix e master de Andy Classen (Krisiun, Rebaelliun), que deixou tudo nivelado e ao mesmo tempo mortífero,como pudemos ouvir logo na primeira faixa, Spawned In Rage, que recebem riffs grudentos e cadenciados alternados a passagens quebra pescoço. Já Bangu 3, que conta com a participação de Marcus D´Angelo (Claustrofobia) com trechos em português e inglês, tem tudo para ser um dos novos clássicos do grupo, assim como Decree of Violence. 

O groove insano de Broken, que tem Mike Hrubovcak (Monstrosity) é outro destaque, assim como os riffs viciantes de Condition Hell. Mas o ponto alto fica por conta da instrumental Parallel State. Pois concilia elementos da música brasileira sem deixar de ser uma banda de metal. Hell de Janeiro e Mass Social Suicide encerram o trabalho com o nível nas alturas. O que é positivo, pois como o disquinho tem 38 minutos, pode ser ouvido diversas vezes seguidas.

Que venham mais dez anos e que desta vez, os headbangers brasileiros (não todos, mas uma parte considerável) passem a venerar as bandas de seu próprio país, ao invés de idolatrar grupos do exterior e bandas falidas.

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