27 de agosto de 2013

ATTOMICA: PARA FAZER FRENTE AOS CLÁSSICOS

“Trabalho lançado em 2012 entra para a história como um dos melhores discos do quinteto”

Por João Messias Jr.

Attomica 4
Divulgação
Devido ás mudanças de formação e até de nome, que chegou a ser grafado com apenas um “T”, o quinteto de Attomica, de São José dos Campos chegou a ver nuvens nebulosas quanto ao seu futuro.

Pois é, mas naquelas viradas que estamos acostumados a assistir nas partidas de futebol, a banda formada na época por Alex Rangel (voz), J.P. (guitarra), Amadeus (guitarra, substituído por Jonas Kaggio), André Rod (baixo) e Friggi Mad Beats (bateria, também Chaos Synopsys) ignorou os tabus existentes e presenteou os thrashers e fãs de música pesada com um disco que honra de forma positiva sua história.

O CD, em formato digipack e possui uma arte lembra o debut, começa com Blood Bath, que começa cadenciada e um excelente trampo de bateria, que sintetiza o que vem pela frente. Aliás, sábia decisão de fazer um som mais cadenciado, fugindo dos grooves do metal extremo e metalcore. Voltando, Down the Drain é dona de um refrão que cola. A trinca Yakuza, Night Killer e Black Death é perfeita para os shows, pois são donas de energia. Wanted tem uma das primeiras surpresas do trabalho. Algumas partes instrumentais nos remetem a Kashmir (Led Zeppelin), o que foi muito bem sacado pela banda. Outras podem ser encontradas em Mysterious Lady, que possui uns climas Black Album (Metallica), mas apenas climas, pois depois se transforma em mais um hino de guerra do trabalho.

Se terminasse assim, seria perfeito, mas os caras resolveram fechar o disquinho de forma inusitada. O tema instrumental Amén vai à contramão do trabalho, pois é um hard/heavy com um tempero fusion muito legal, que surpreende, afinal, quem não gosta de ser surpreendido, mesmo que de vez em quando? Vale lembrar que o som contou com as participações de Pyda Rod (guitarra) e Vagner Alba na bateria.

Sei que muitos fãs devem estar perguntando sobre o vocal... então, vamos lá. Alex Rangel foge dos clichês do estilo, indo numa linha mais limpa e discursada a lá D.R.I., que em muitos momentos do disco soam como pedidos (ou ordens?) para a luta pelos nossos ideais ou mesmo um bom mosh.

Para fazer frente aos clássicos. Se estiverem a fim de conhecer a banda, pode começar com este sem receio!

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