17 de agosto de 2013

DOMINGO AO EXTREMO: SACIANDO OS DEATHBANGERS

“Evento contou com as bandas Subversilvas, Terminal Illusion, Depressed e Arthanus"

Texto e fotos: João Messias Jr.

Depressed
João Messias Jr.
O último domingo (11), além de celebrar o dia dos pais, foi data de diversos shows pelo ABC e capital como Possessed, O Surto e All that Remains.  Só que isso não foi motivo para os fãs de death metal e outras vertentes extremas deixarem de comparecer em mais uma edição do Domingo Ao Extremo. 

O evento, organizado por um dos pilares da música extrema do ABC, Eduardo Vieira (ex-Abside), foi realizado no Cidadão do Mundo, em São Caetano e recebeu quatro nomes de respeito: Subversilvas, Terminal Illusion, Depressed e Arthanus, que fez sua estréia nos palcos.



O espaço

Numa primeira vista parece uma casa “normal”, mas quando você entra se surpreende, pois é aquele espaço pequeno, bonito e organizado. O local possui isolamento acústico e uma estrutura para umas 100/150 pessoas, além de um terraço na parte de cima com um telão, onde é possível ver as apresentações.

Politicamente Conscientes

Subversilvas
João Messias Jr.
Já passavam das 18h quando o Subversilvas começou sua apresentação. O trio formado por Thiago Morello (voz e baixo), Harold Murillo (guitarra) e Fellipe Morello (bateria) pratica um crossover de hardcore, grindcore e thrash , que privilegia o peso, com destaque para os vocais bem encaixados e o ótimo trampo de guitarra. Além do som, a banda possui letras conscientes que não caem na politicagem explícita.

A banda possui ótimos músicos, que assim, fogem do óbvio e pois conseguem encaixar uns grooves que chamam a atenção. Nessas passagens os vocais lembram Rob Zombie (White Zombie), enquanto nas músicas mais tradicionais ficam entre Barney (Napalm Death) e Mille (Kreator). As canções de destaque do show foram Brasil. Contra-fluxo e Sentença, que encerrou o show.

Retorno triunfal

Terminal Illusion
João Messias Jr.
Depois de um período inativos, o Terminal Illusion, por meio de suas apresentações mostra que não pode ficar de fora da cena, pois musicalmente tem tudo para estarem entre os grandes nomes do death metal. Os remanescentes Marcos Cerutti (voz e guitarra) e Rafael Fonseca (guitarra) agora contam com os reforços de peso Helio Patrizzi (baixo) e Enrico Ozio (bateria), ambos do Bywar.

Os caras mesclam com sabedoria death, thrash que unidos aos vocais gritados/esganiçados mostram um música forte, intensa, técnica e agressiva, o que pode ser comprovado em sons como Assemble the Pain, Terminal Illusion (com lindas passagens do metal tradicional) e A Fine Day to Fight.

Será um desperdício de talento se os caras não conseguirem lançar um bom material!

Reverendo do death metal

A terceira banda da noite, o Depressed mostrou o peso do death metal tradicional. Calcado em grupos como Sinister, Deicide e Morbid Angel,o quinteto formado por Giovani Venttura (voz), Rodrigo Jardim e Rodrigo Amorim (guitarras), a bela Stella Ribeiro (baixo) e o baterista temporário Rene Simionatto (Guillotine) fez uma reverência ao metal da morte em sons como Afterlife In Darkness, Paradoxical Warcult e Reborn in Hellfire. A banda é muito boa ao vivo, mas Giovani, com seu estilo “reverendo death/black” rouba a cena, seja cem sua postura intimidadora ou em sons como Stormblood que começa como um doom e depois ganha contornos mais cadenciados. Outro destaque foi The Putrid Legacy of Humanity, que o frontman dedicou aos evangélicos. Agony from a Dark Past deu números finais ao show, que deu a impressão de ter passado voando.

Nome Promissor

Arthanus
João Messias Jr.
Já se passava das 21h15 quando o Arthanus subiu ao palco. A banda, formada em 2010 por Thiago Ap.(voz, ex-Decried), Wotan Pegin (guitarra, ex-Hate for Revenge), Fellipe Magri (guitarra), Bruno Abbate (baixo, Decried) e Rogério Luque (bateria, Midnightmare) fez seu primeiro show, que indicou ser o primeiro de muitos.

Com um som que mescla death, doom, black e as harmonias sofisticadas do metal tradicional, o quinteto não deve nada à grupos como Amon Amarth, pois são seguros e fazem um som forte e intenso, cujas guitarras formam uma parede sonora de peso, como pudemos ouvir em Asgard Palace, Ode to my Enemies e Legion of Gods, que fazem parte de seu primeiro EP, que estava sendo lançado junto com seu hidromel. 

O baterista Rogério mostrou uma grande evolução ao longo dos anos, com suas batidas mais cadenciadas, além do vocalista Thiago se sair muito bem nos vocais, tanto nos berros como nos guturais, dando variedade ao som. As vozes também recebem o auxílio dos guitarristas, o que passa mais força ao som. Infelizmente Ferrir the Giant Wolf, com seus vocais emitindo uivos de lobos e gritos de guerra deu números finais a sua apresentação, que pelo nível apresentado, vai conquistar muitos fãs no país e fora dele... em pouco tempo!

No geral

O Domingo Ao Extremo teve uma organização impecável, bom público, bandas de qualidade, e o primordial, sem atrasos, o que preocupar com o horário dos coletivos.

Parabéns para todos os envolvidos e foi uma honra ter feito parte disso!

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