4 de novembro de 2014

COLDBLOOD: MALDADE COM TEMPERO BRAZUCA

Trio carioca vive a melhor fase da carreira com um death/black que remete o ouvinte a escola mineira da década de 1980

Por João Messias Jr.

Chronology of Satanic Events
Divulgação
Certa vez uma amiga postou numa rede social a célebre frase: “A técnica jamais superará a pegada”. As palavras soaram como um presságio. Sem saber, anotei, pedi permissão e dias depois a resposta caiu no meu colo por meio do álbum “Chronology of Satanic Events”, da banda carioca Coldblood.

Com mais de duas décadas  de estrada e atualmente contando com D. Arawnn (guitarra e voz), Artur Cirio (guitarra) e Markus "MKult" Couttinho (bateria), a banda pratica uma música que remete o ouvinte ao death/black praticado pelas bandas mineiras de 1980. Se você pensou no catálogo da gravadora Cogumelo, acertou em cheio, mas nada aqui é defasado ou com cheiro de café requentado. A música do Coldblood é forte, intensa e feita para aqueles que não apreciam apenas o black/death, mas sim todas as vertentes metálicas, pois os músicos experientes conseguem inserir diversos climas nas canções e ao mesmo tempo preservar a aura maléfica do estilo.

Alguns exemplos são os hinos de guerra Cross Inversion, Hell Transcendental e Evil Icon, cujas conduções da guitarra e bateria nos colocam no clima. Outros momentos de brilho são Insignia of Abba, que possui um pique mais thrash e Metastasis, conhecida por seu videoclipe são os destaques desse álbum, que ainda reserva a épica faixa-título, que é dona de um final macabro impressionante...e assustador.

Tudo isso feito com pegada, sem deixar que os recursos tecnológicos atuais interfiram na magia da música. Só por isso este algum é um dos melhores do ano e quiça, de todos os tempos feito aqui!

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