11 de maio de 2015

VIGANS: AS APARÊNCIAS PODEM ENGANAR

"Além do Caos", debut do sexteto paulista necessita de algumas audições para que se compreenda realmente a proposta musical do grupo

Por João Messias Jr.

Além do Caos
Divulgação
As aparências podem enganar sim senhor. No caso da música é algo que acontece com muita frequencia. Principalmente quando se resenha discos com pressa. O resultado são textos porcos e que não sintetizam a proposta dos grupos/artistas. É o caso de Além do Caos, debut dos campineiros do Vigans, que numa primeira audição, soa como uma mistura das fases mais pesadas de grupos como Oficina G3 e Rosa de Saron. 

Apesar de ter como referência o som dos grupos citados , a trupe formada por Damiller Figueiredo (voz), Léo Toscaro (guitarra), Gustavo Golfetti (guitarra), Marquinhos Uliam (baixo), Gê Santanna (bateria) e Junior (teclado), é possível perceber a influência de outros grupos , como Evergrey, Dream Theater, até Nickelback e Foo Fighters, o que gera um contraste interessante nas estruturas das canções.

Alguns exemplos ficam por conta do refrão não convencional de Decisão, as linhas de coral em Recomeçar e os arranjos de piano de Acreditar. Claro que as faixas mais pesadas chamam mais a atenção, como Amanhã, A Hora e a belíssima balada Eterno Amor, que tem tudo para ser o hit dos caras, nos palcos e nos louvores.

Sim, se trata de um grupo cristão que expressa o que vivencia por meio de suas letras. Espero que isso não seja motivo para não ouvirem Além do Caos. Se fizerem isso, estarão perdendo a oportunidade de ouvir uma banda que tem tudo para consolidar o nome no estilo que escolheram. Se não gostou, é outra questão, mas já passou da hora dos ditos headbangers deixarem dessa atitude de moleque mimado.

Até porque a banda se preocupou com o conjunto da obra, pois além das canções, apostou no excelente trabalho gráfico e numa produção que dá margem para todas as nuances e detalhes.

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