8 de janeiro de 2016

RYGEL: "EM IMMINENT, O RYGEL JÁ QUERIA ALGO MAIS PESADO"

    Quem teve a oportunidade de acompanhar os shows de promoção de Imminent, segundo álbum do Rygel, percebeu que a banda rumava para caminhos mais pesados. Com a saída do vocalista Daniel Felipe (Lothlöryen), foi natural a banda seguir os instintos e fazer um trabalho mais visceral. Com o guitarrista Wanderson Barreto assumindo os vocais, a banda lançou Revolution, que confirma essa tendência sem romper os laços com o passado.

Em entrevista com o próprio Wanderson, o músico nos conta dos preparativos para assumir essa nova função, shows, a receptividade do novo trabalho e muito mais!

Por João Messias Jr.


Imminent
Divulgação
NEW HORIZONS ZINE: Imminent, segundo álbum do grupo já apontava caminhos mais pesados. Caminho que ficou aberto com a saída do vocalista Daniel Felipe. Em seu lugar, o guitarrista Wanderson Barreto ficou com o posto. Como foi essa transição?
Wanderson Barreto: Com relação ao som, já nas composições do Imminent, o Rygel já queria algo mais pesado, mas acabamos indo devagar devido a formação que estava na época. Porem em  Revolution, aconteceu com extrema naturalidade.
Com relação à saída do Daniel, o Rygel chegou a fazer teste com alguns vocalistas, mas tanto a banda quanto amigos e assessoria de imprensa achavam que eu tinha que assumir os vocais. Fiquei assustado com a idéia mas topei fazer o teste e acabou rolando. Logo depois de assumir os vocais, fui procurar ajuda profissional para me auxiliar nessa transição e acabei indo parar nas mãos do meu amigo Nando Fernandes que dispensa apresentações. Hoje eu estou muito feliz pela força que meus companheiros de banda deram nessa transição e bastante feliz com o resultado.

NHZ: Ainda falando nos vocais, como foi sua preparação para encarar essa nova função no grupo?
Wanderson Barreto: Para substituir um grande vocalista que é o Daniel Felipe (atual Lothlöryen), eu tinha que me preparar bem para tal tarefa e perguntando para as pessoas do meio quem era a melhor pessoa para me preparar para essa função, a resposta foi uma só: Nando Fernandes. Ele foi maravilhoso! Ajudou-me demais em tudo e até hoje é meu professor de canto e um grande amigo. 

Rygel
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NHZ: Revolution apresenta uma banda mais pesada, porém sem abrir mão da pegada do grupo e essa mistura gera canções fortes como Save Me e The Story Begins. Queria que comentassem sobre a criação dessas músicas e se ficaram satisfeitos com o resultado.
Wanderson Barreto: Essas duas músicas são literalmente o retrato do Rygel hoje. Adoramos essas músicas, sempre tocamos ao vivo pois elas passam a energia e a mensagem que a banda quer passar, fora os refrões grudentos que gostamos muito. Essas duas músicas vieram de experiências da minha vida. A The Story Begins foi a primeira música composta do disco, enquanto Save Me foi a penúltima (aos 40 minutos do segundo tempo). Quando estávamos terminando o disco foi natural a escolha da Story para single e lyric vídeo. Estamos muito felizes com o resultado do disco e a receptividade do publico nos shows.

NHZ: Outra música que gostaria que comentassem é Damage Done, que apresenta uma bela interpretação vocal.
Wanderson Barreto: Essa música foi uma das mais difíceis de gravar os vocais justamente por isso. Se perceber, ela tem várias dinâmicas de vozes diferentes e foi um mega desafio acertar tudo. Ela foi tão complicada que eu gravei num dia, fui pra casa ouvir, fiquei puto com o resultado, chamei o Nando pra me ajudar e ele me passou exercícios específicos para cantar daquele jeito que eu não estava acostumado. Somente uma semana depois de praticar tudo foi que rolou bem a gravação!! Fiquei muito feliz em descobrir que conseguia fazer aquilo (risos).

Rygel
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NHZ: O álbum também marca a estreia em estúdio do guitarrista Vinnie Savastanno e do baterista Pedro Colangelo. Qual a contribuição dos músicos para Revolution?
Wanderson Barreto: O Vinnie é um excelente compositor e me ajudou demais nas composições. Quase metade do disco tem composições dele e o Pedro, por ser um batera de progressivo e Hard Rock mas que queria vir para o metal, entrou com o bom gosto e criatividade na batera. Se prestar atenção nas levadas de batera o disco está cheio de levadas que não são muito usuais em Metal mas que são fruto da mistura de ideias da banda e pessoal do Pedro.

NHZ: Vocês foram na contramão de bandas do estilo no quesito produção. Para isso contaram com Tiago Hóspede (Worst, ex-Dead Fish). Por que escolheram esse profissional?
Wanderson Barreto: Quando estávamos terminando as composições do disco, ainda não tínhamos escolhido quem iria produzir junto comigo mas na minha cabeça eu queria algo mais moderno e mais “americanizado” para o som e o hardcore de hoje em dia tem essa pegada moderna no quesito áudio. Encontramos o Fernando Schaefer na Expomusic e ele me apresentou o Tiago. Foi simpatia e sinergia de idéias logo de cara. Fui ao estúdio dele na semana seguinte e ele topou o desafio. Temos gostos muito parecidos e ele entendeu exatamente o que eu queria para o disco. Foi maravilhoso todo o processo de gravação sendo um baita aprendizado pra nós e pra ele também.

NHZ: Outro diferencial ficou por conta do trabalho gráfico, que tem um aspecto diferente, fugindo da pegada mais certinha e redonda dos trampos atuais. Quem veio com essa ideia para o lay out do CD?
Wanderson Barreto: A arte do disco é mérito total do Vinnie Savastanno, que teve o conceito baseado no que a banda queria mas foi ele quem desenvolveu tudo e a banda só foi aprovando. Ele, além de um excelente músico, é um designer extremamente competente e de bom gosto. O mérito dessa arte maravilhosa é total dele.

NHZ: Com tantas novidades, como está a repercussão do “novo Rygel” em relação a público e imprensa?
Wanderson Barreto: A melhor possível! Para ser honesto, até superou nossas expectativas porque toda mudança de integrantes, principalmente vocalista, vem sempre acompanhado de críticas mais pesadas e comparações, mas isso acabou não acontecendo. Temos ainda um plano em andamento e para 2016 teremos muitas novidades. O primeiro clipe sairá no inicio de 2016 e alguns meses depois sairá mais um. Estamos recebendo muitas entrevistas, muitos pedidos de merchandising e estamos muito felizes com o resultado.

Rygel
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NHZ: Agora vamos falar um pouco sobre shows. Vi que se apresentaram com o Cavalera Conspiracy em Santos. O que acharam do evento e o que o mesmo agregou ao grupo?
Wanderson Barreto: Foi a nossa pré-estreia do disco! Tocar com o Max foi demais! Coração batendo muito forte, pois ele foi um dos caras que inspirou uma geração inteira de Headbangers e nos incluímos nela. Foi uma experiência fantástica que nos fez começar com o pé direito o retorno do novo Rygel.

NHZ: Há planos para outras apresentações ou mesmo uma turnê?
Wanderson Barreto: Estamos fechando vários shows pelo interior de São Paulo e capital para 2016. Temos alguns fechados e estamos vendo as possibilidades de fazer alguns shows no Nordeste e Europa.

NHZ: Depois de tantos anos de ralação, batalhas, mudanças de formação, qual a motivação de continuarem na estrada produzindo músicas e lançando discos?
Wanderson Barreto: A motivação é simples: Amor e Força! Eu seria um ser humano menos feliz sem banda e o Rygel é como se fosse uma família pra mim. Não me vejo fora da ativa, e cada vez mais eu me coloco uma meta, buscando sempre supera-la! Os integrantes do Rygel tem o mesmo sentimento sobre isso, tanto é verdade que já está certo de nós no final do ano de 2016 entrarmos em estúdio para gravar o novo disco, que  já começamos a compor. Estamos trabalhando muito felizes com a banda e assim o resultado vem naturalmente.

NHZ: Obrigado pela entrevista. O espaço é de vocês.
Wanderson Barreto: Gostaria de agradecer a oportunidade da entrevista, agradecer as pessoas que nos apoiam e quem apoia a cena metal brasileira, agradecer quem me apoiou quando o Rygel passou por momentos difíceis e hoje estamos aqui... de pé mais firme do que nunca.
Pra quem quiser saber mais sobre a gente, acesse nosso site!
Aguardem mais novidades para 2016! Valeu!

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