27 de junho de 2007

MY HONOUR: SLAUGHTER

Cansados por não poderem explorar sua criatividade na Vinnie Vincent Invasion, o guitarrista/vocalista Mark Slaughter e o baixista Dana Strum resolvem formar uma nova banda, o SLAUGHTER.
Para esta nova banda são escolhidos o baterista Blas Elias e o guitarrista Tim Kelly, e logo arrumam um contrato com a gravadora Chrysalis, que curiosamente apostou neles e demitiu a banda do ex-patrão Vinnie Vincent.
A banda lançou os seguintes álbuns: Stick to Ya, The Wild Life, Fear no Evil, Revolution, Eternal Live e Back To Reality, sempre mantendo o HARD ROCK, sem se preocupar com modismos.
Desde 1999, quando lançou Back to Reality, estamos no aguardo de lançamentos desta excelente banda que infelizmente poucos conhecem, a não ser quando confundida com seus “xarás” canadenses, que fazem um som bem diferente.
Abaixo segue uma discografia comentada dos álbuns citados:



STICK TO YA (1990): Os caras conseguiram logo no debut soltar um disco “redondinho”, desde a sua produção, músicas, performances, enfim, tudo para agradar aos fãs de HARD ROCK, com destaque maior para os vocais de Mark Slaughter, no melhor estilo SLADE, SUZI QUATRO, e claro, músicas como Fly to the Angels (cujo clip tocou bastante na MTV, Desperately, e vale lembrar que o disco foi tão bem que foram “ open act” do KISS durante seis meses.




THE WILD LIFE (1992): E a experiência como “open-act”doKISS por seis meses só trouxe matiridade ao quarteto, que nos trouxe um disco mais pesado e criativo, onde todos os instrumentistas mostram muita técnica e a produção. Vale lembrar que é neste álbum que estão seus maiores clássicos como Reach for The Sky, Out for Love, Dance for me Baby, Times They Change(com seus sete minutos e várias mudanças de andamento, incluindo solos HEAVY), além das baladas Streets of Broken Hearts e Real Love( participa do clp a atriz Shaney Dobberty, a Brenda do seriado Barrados no Baile). Excelente disco, mas que não funcionou devido á queda do HARD ROCK e o ápice do GRUNGE.



FEAR NO EVIL (1995): Com bandas como SOUNDGARDEN, PEARL JAM em alta, o HARD ROCK tem o seu declínio, e com isso o SLAUGHTER perde o contrato com a Chrysalis(que no Brasil era representada pela EMI), que um tempo depois assina com a CMC Music International(selo pequeno que tinha em seu CAST bandas como WARRANT e WIDOWMAKER) e lançam este álbum, que reflete bem o momento de mudanças da banda, que parte para um som mais agressivo(HEAVY em muitos momentos), assim como a produção e o visual dos músicos, mas o disco é muito bom e em 50 minutos contagia como nas Heavies Live Like There’s No Tomorrow, Outta my Head, Unknown Destination e Hard Times, na bluesy Searchin’ e nas baladas It I’ll be Alright (esta muito criativa com uma introdução com instrumentos de sopro, não é a toa que integrou a coletânea americana ROCK BALLADS) e Yesterday’ s Gone. Furioso e urgente!


REVOLUTION (1997): Se FEAR NO EVIL mostrava um lado mais furioso da banda, este aqui...
...Neste álbum a banda estava mais relaxada e solta, parecendo que não tinha nada a provar e o resultado é um disco mais setentinsta, intimista e que requer algumas audições para ser compreendido.
Os destaques deste álbum são American Pie, Heaven it Cries Tongue in your Groove, Hard to Say Goodbye, Heat of the Moment e a inspiradíssima You’re my Everything, além da produção e da parte multimedia que acompanha o CD, com clips e tudo mais. Mas a boa fase logo se encerra com a morte do guitarrista Tim Kelly em um acidente automobilístico.


ETERNAL LIVE (1998): Como homenagem ao guitarrista, a banda solta este ao vivo que mostra um apanhado geral da carreira da banda, com músicas dos três primeiros álbuns.
Apesar de alguns overdubs e apenas uma “palhinha” de Spend My Life, é um álbum muito gostoso de ouvir, mas como fã senti a falta de algumas músicas como Outta My Head, Times They Change e Streets of Broken Hearts, mas não deixa de ser uma bela homenagem ao guitarrista, que pode ser vista no encarte do álbum.


BACK TO REALITY (1999): Já com o guitarrista Jeff Blando (ex-Vince Neil, a banda solta este petardo que para muitos é na linha de seus dois primeiros álbuns, mas que na verdade soa como uma retrospectiva na carreira da banda, e apesar de soar como uma colcha de retalhos, o disco é muito bom, e o novo guitarrista é um dos maiores destaques com um estilo diferente de Tim, numa linha mais bluesy e solos mais curtos.
O álbum é bem linear onde destacam-se Killin' Time, All fired Up, Dangerous, Love is Forever, a pesada Bad Groove, Nothin left to Loose e a”WHITESNAKEANA ON MY OWN.
A única pisada na bola é Headin for a Dream que lembra um pouco o álbum Revolution, mas não tira o brilho.
Depois disso pouco se ouve falar da banda, que continuava fazendo tours e shows, e algumas participações em tributos ou discos de outros artistas.
A última notícia que tivemos foi que nos shows que Vince Neil (MOTLEY CRUE) fará em sua tour solo terá como músicos de apoio Dana Strum e Jeff Blando.
Ficamos no aguardo de um novo álbum dessa banda que merecia muito mais do que conseguiu.



TIM , BLAS , DANA E MARK

Fontes: Revistas ROCK BRIGADE, METAL, ROADIE CREW.
TEXTO E RESENHAS: JOÃO MESSIAS
FOTO EXTRAÍDA DO ÁLBUM FEAR NO EVIL

Um comentário:

Anônimo disse...

ler todo o blog, muito bom