21 de janeiro de 2008

INTERVIEW - AKASHIC


Esquerda p/ direita: Eder Bergozza(K), Marcos De Ros(G), Rafael Gubert(V), Fabio Alves(B) e Maurício Meinert(D)

É COM MUITO PRAZER QUE ENTREVISTO ESSA QUE É UMA DAS MAIORES BANDAS DE PROG/METAL DO PAÍS.
VINDOS DE CAXIAS DOS SUL ESSE QUINTETO POSSUI DOIS ÁLBUNS E TOURS NO BRASIL E NA EUROPA, ONDE GOZAM DE UM BOM PRESTÍGIO.
CONFIRA A ENTREVISTA FEITA COM O GUITARRISTA MARCOS DE ROS E O VOCALISTA RAFAEL GUBERT:

NEW HORIZONS ZINE:
Antigamente, a banda chamava-se DE ROS e praticava um som voltado para o instrumental, depois mudando para AKASHIC, quais os motivos para a troca de nome?
Marcos De Ros:
Quem insistiu na troca de nome fui eu mesmo! Existia sempre uma coisa de que eu era o líder da banda, afinal, era o meu sobrenome! Mas na verdade, sempre fomos uma banda onde todos tinham o mesmo poder de decisão e, me pareceu que, se as mudanças no som da banda seriam muito radicais, porque não mudar tudo e ter todos os integrantes envolvidos 100% no novo projeto? Foi por isso a troca de nome!

NHZ: Como AKASHIC vocês já lançaram dois álbuns: TIMELESS REALM e A BRAND NEW DAY, quais as diferenças entre eles?
Marcos De Ros:
O “Timeless” é um CD mais, digamos, tradicional. Fica mais evidente as nossas influencias da época, como o “Dream Theater” e o “Symphony-X”. Já no “A Brand New Day”, a idéia era justamente manter as nossas características pessoais e fugir de comparações, ou seja, procuramos fazer um CD que não lembrasse outra banda, algo que fosse “A Brand New Sound, Music & Attitude”. Acho que conseguimos chegar perto disso, pois as comparações diminuíram radicalmente!

NHZ: Ainda falando nos álbuns, ambos foram produzidos por Luis Barros (TARANTULA/BARROS) e que também proporcionou duas tours européias, como a banda chegou ao produtor e como á a aceitação do AKASHIC na Europa?
Marcos De Ros:
Nós conhecemos o Luis na nossa primeira tour, e já nos sentimos à vontade rapidamente com ele. Ele é um produtor extremamente requisitado em Portugal, então, na verdade, tivemos muita sorte de conciliar as agendas para ele nos produzir. A aceitação do Akashic é maravilhosa. Todo mundo que escuta a banda, principalmente ao vivo, fica bem impressionado.

NHZ: Mas nem tudo foram flores no caminho da banda, pois A BRAND NEW DAY demorou quase três anos para ser lançado devido a problemas com a gravadora FRONTLINE, até que ponto isso prejudicou vocês?
Marcos De Ros:
Para falar bem a verdade, a banda teve bastante dificuldades em superar isso, imagina frustração de saber que tu tem um CD muito bom e ver ele ir envelhecendo aos poucos dentro de uma gaveta. Mas eu não gosto de ficar me queixando, acho que isso já passou e o que me interessa agora é o futuro.

NHZ: A banda já tocou duas vezes aqui em São Paulo, abrindo para o EVERGREY/PAIN OF SALVATION e no BMU, como os paulistas receberam o AKASHIC?
Marcos De Ros:
Na verdade, tocamos mais vezes ai em Sampa! Inclusive fizemos uma mini turnê há alguns anos, mas conseguimos mantê-la em segredo (risos)! Assim nós não tivemos que ficar dando bis ou atendendo aos pedidos do publico, uma vez que não tinha quase ninguém (mais risos)! E também já havíamos participado de outra versão do BMU. Eu gosto muito de tocar em São Paulo e, para te falar a verdade, fiquei muito feliz, principalmente com a abertura do “Pain Of Salvation”, pois o publico geralmente ignora ou, às vezes, chega a ser inamistoso com a banda de abertura, e para nós não foi assim! Lógico que todo mundo estava lá pelas outras bandas, mas o publico agitou e foi super receptivo conosco. Agradeço muito a Hellion pela oportunidade!

NHZ: Lendo a biografia da banda, observa-se que todos os músicos têm projetos paralelos, como conseguem conciliar todas essas atividades com o AKASHIC?
Marcos De Ros:
Olha, se o Akashic tivesse, digamos, 10% da agenda de uma banda de porte como, por exemplo, o Dream Theater, eu até que teria dificuldade em responder a essa pergunta, mas infelizmente, não é assim, ou seja, temos sim bastante tempo para nossas outras atividades musicais sem atrapalhar o desenvolvimento da banda. Espero muito que um dia, devido à demanda, eu tenha que optar pelo Akashic ou pela carreira solo. Hoje em dia, eu tenho tempo de sobra para conciliar essas e outras atividades.

NHZ: Ainda nos projetos paralelos, o vocalista Rafael também é o vocalista do THE SUPREMACY, conte mais desse projeto, quem são os músicos e se já há previsão de um CD?
Rafael Gubert:
O The Supremacy é um projeto que conta com Mark Cross (Firewind, ex-Helloween), Joost van den Broek (After Forever, Ayreon), Fernando Giovannetti (Aquaria) e Bill Hudson (Cellador). Gravamos apenas duas músicas e adoramos o resultado. A maior dificuldade é ajustarmos a agenda e a distância, mas, existe a possibilidade da gravação do CD em 2008.

NHZ: Falando em CD, já faz um tempo que A BRAND NEW DAY foi lançado... Já tem álbum novo vindo por aí?
Marcos De Ros:
Estamos num período de grandes discussões “brainstorms” para chegar aos moldes do próximo trabalho. A parte ruim de uma banda em que todo mundo opina e participa são os grandes impasses e indecisões. Mas aos poucos as idéias vão tomando forma.

NHZ: Muito obrigado pela entrevista amigos, o espaço é de vocês!
Marcos De Ros:
Nós é que agradecemos e aproveitamos para divulgar o site da banda:
www.akashic.com.br
Um abraço a todos os leitores “SEE YA ON THE ROAD”.

ENTREVISTA: JOÃO MESSIAS
FOTO: DIVULGAÇÃO

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