3 de agosto de 2012

MANU LITTIÈRY: FEITO DE CORAÇÃO


Debut album Menina do Espelho foge do ponto comum dos trabalhos do estilo lançados recentemente

Por João Messias THE ROCKER

A Menina do Espelho, primeiro álbum da cantora Manu Littièry consegue fugir do padrão de trabalhos lançados recentemente. Para isso, Manu não criou formulas e invenções mirabolantes, apenas boas músicas que ora transitam entre rock, metal e baladas.

Para a concepção do álbum, Manu Littièry contou com um time de músicos competentes: o guitarrista Alessandro Alves “Fuminho”, o baixista Arthur Dias e o baterista Ricardo César e para o “recheio” da sonoridade contou com um dos maiores produtores do país: Thiago Bianchi, vocalista da banda Shaman.

Algumas muito especiais como a pesada Insônia, a sentimental Mandy e o hit do álbum: É Assim que É, que une fãs de música de diversos segmentos.

Nesta entrevista, a vocalista nos conta das músicas, conceito, planos para o futuro e muito mais!

Confiram:

Manu Littièry
Foto: Divulgação
NEW HORIZONS ZINE: Você demorou cerca de três anos para compor o material de A Menina do Espelho. Como foram os primeiros esboços? Você já tinha todo o conceito do álbum na mente?
Manu Littièry: Não. Muito pelo contrário. Nunca tive um conceito pronto. A primeira música que fiz foi “As Coisas Que Eu Vivi”. Fiz a letra, e dei para o meu guitarrista, Fuminho, que compõe comigo.

Ele construiu a melodia em cima da minha letra. Nasceu o primeiro esboço. Depois começamos a nos encontrar pra compor e funcionamos melhor trabalhando juntos.

Foi assim que as músicas começaram a tomar vida.

NHZ: E depois desses esboços, qual à sensação de ver todas aquelas linhas transformadas em CD, capa e encarte?
Manu: É incrível! Não dá para descrever. O processo inteiro foi maravilhoso. É maravilhoso ver o resultado, de muito trabalho em equipe, finalizado.

NHZ: Analisando o trabalho, se percebe uma preocupação muito grande com a família, o que é refletido nas letras do álbum. Para você, qual a importância da família para o indivíduo, independente de seu estilo ou carreira?
Manu: Família é a base de tudo. Eu não seria nada sem a minha família.

NHZ: Vamos falar um pouco das músicas, Insônia, uma das mais pesadas e que conta com a participação da cantora Débora Reis, que também participa em outras faixas do álbum. Como surgiu a idéia dos duetos para o trabalho?
Manu: Eu trabalhei com a Debi no Uruguai, numa peça chamada “Mulheres à Beira de um Ataque de nervos”. Nós ficamos no mesmo quarto durante a viagem e nos tornamos muito amigas. Ela é uma grande cantora, trabalha com a Rita Lee há anos e foi a pessoa que mais me incentivou a compor as minhas músicas.

Eu estava muito triste um dia, porque não tinha passado num teste para um Musical. Ela me disse “Para com isso, você precisa fazer suas músicas, esquece essa vida de Musical. Vai fazer o que você sabe fazer e não depender dos outros para conseguir cantar”!

Comecei a levar minhas composições a sério, uma semana depois. Então pra mim, sempre foi óbvio que a Debi tinha que fazer parte de alguma faixa.

Capa do álbum A Menina do Espelho
Divulgação
NHZ: Mandy também é especial, por se tratar de uma homenagem a uma pessoa próxima. Com foi fazer essa canção e qual o gosto de ter “musicado” seus sentimentos e emoções?
Manu: A Mandy era minha prima querida. Ela virou um anjinho aos 18 anos e eu sofri demais. Sempre quis escrever uma música para ela e não conseguia.

Foi muito difícil, ainda é!

Mas fiquei feliz com o resultado, gosto dessa música. E musicar meus sentimentos é uma das coisas que mais gosto de fazer na vida.

NHZ: A música que eu mais gostei foi É Assim que É, pela melodia fácil, que foge do esquema de “disco de rock”, e poderia até ser direcionada para o público infantil. Já pensou nesta possibilidade?
Manu: Nunca pensei na possibilidade de ter uma música que agrade o público infantil. Mas acho que seria bem legal.

Existem coisas que não são mutáveis, você tem que aceitar. Porque é assim que é. Eu demorei para aprender isso.

Se essa frase fizer algum sentido para as crianças, ficaria muito feliz.

NHZ: A gravação do trabalho privilegiou a sua voz. Quais álbuns que te inspiraram a ter essa  produção, assinada por Thiago Bianchi?
Manu: Muito obrigada! Nenhum álbum me inspirou.

O Fuminho, é a minha alma gêmea da música. É quase impossível ele me entregar uma melodia que eu não goste. E trabalhamos muito bem juntos. 

Acho que nossas inspirações vieram dos artistas e discos que gostamos como Iron Maiden e Dream Theater.

NHZ: Como estão os shows para promover A Menina do Espelho?
Manu: Quero fazer mais shows. Quero fazer muuuitos shows! Fizemos dois shows antes do lançamento depois fizemos um show de lançamento e no mês passado fizemos outro para ajudar um projeto de proteção aos animais.

No momento estamos pensando numa turnê.

Débora Reis e Manu Littiery
Foto: Divulgação
NHZ: O álbum foi lançado no ano passado pela Voice Music. Passado esse tempo, como avalia sua repercussão e o que tem achado do trabalho do selo?
Manu: Antes do CD ser lançado, nós trabalhos muito com divulgação na internet.

E tivemos um retorno incrível. Não dá pra ter ideia da proporção que a internet toma. Ficamos em primeiro lugar no MySpace por quase duas semanas.

O disco está indo bem. Estou muito feliz com o resultado.

NHZ: Já tem planos para um novo trabalho?
Manu: Sim. Queremos gravar dois vídeo clips ainda esse ano. E ano que vem pretendemos começar a trabalhar num novo álbum.

NHZ: Para encerrar, você montou um perfil nas redes sociais contra a violência com os animais. O que pensa sobre aqueles que abusam deles, que confiam cegamente em nós e se enxerga uma solução para isso.
Manu: Eu sempre me identifiquei muito com essa causa. Sempre disse a mim mesma que se algum dia eu tivesse algum recurso para poder ajudar, eu ajudaria. O que faço ainda é muito pequeno, mas já é um começo.

As pessoas que maltratam os animais tem muito pouco conhecimento sobre a vida, na minha opinião. E realmente acredito que um ser humano que entende que o animal é um ser que merece respeito, automaticamente aprende a se respeitar e a respeitar o próximo. Isso está ligado a miséria cultural e social do nosso país.

É disso que as pessoas precisam, entendimento para expandir a consciência.

NHZ: Obrigado pela entrevista! Deixe uma mensagem aos leitores desta publicação.
Manu: Eu que agradeço! Escutem ROCK!!! Faz bem para a alma!

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