23 de agosto de 2012

SÃO BERNARDO COMEMORA ANIVERSÁRIO COM MUITO METAL

Apresentação de grupos fez parte da comemoração do aniversário do município

Texto e fotos: João Messias THE ROCKER

São Bernardo do Campo comemorou 459 anos no dia 20, e nada melhor do que presentear o público com apresentações de arte e cultura. Para evidenciar a data, proporcionou três dias de música: um dia para o Rock, outro para o Rap e o encerramento com samba/pagode.

Cranial Crusher
E como o papo aqui gira em torno do rock, vamos falar apenas do dia que foi destinado ao estilo (18/08). Depois de chegar em cima da hora e quase tomar um tombo homérico, num Paço Municipal quase vazio, o Dr. Rock deu a benção inicial para a  maratona de 10 horas de música, que fez a felicidade de muitos rockers.

A primeira banda foi o Cranial Crusher, trio formado por uma rapaziada bem jovem, que apresentou um repertório baseado no Thrash/Hardcore com alguma coisa de Punk Rock. Usando e abusando de riffs “navalha”, mesclou sons em inglês e português, com destaque para as músicas A Queda, My Lai e a versão para Sofrer (R.D.P).

Chaos Inc
A próxima banda seria o Murder, mas a mesma cancelou a apresentação dias antes por ter encerrado às atividades. A mesma foi substituída pelo Chaos Inc, que estava lançando seu novo trabalho, o EP Death Train. 

Mesmo com baixista e vocalista convidados, deixaram uma boa impressão, pois essa formação deixou o som mais para o Death Metal, praticamente repelindo toda a aura Black que havia antigamente. Vamos torcer para que logo arrumem membros definitivos para continuarem sua saga.

Chaoslace
Já o Chaoslace, pratica o chamado Death Metal tradicional e nessa apresentação, além de estrear o novo baixista, Giovanni Fregnanni, que aliado aos remanescentes Leandro Nunes (Guitarra/Vocal) e Diogo Rodrigues (Bateria) despejaram sons dos seus quatro EP’s e versões monstruosas para Necromancer e Troops of Doom (Sepultura). 
Ainda estava só começando!

Guillotine
Adeptos do som oitentista, o Guillotine pratica uma mescla de Heavy/Thrash/Death, que vale de ótimas harmonias de guitarras e vocais crus. 

O quarteto  lembra  muito as bandas que a Woodstock lançou nos anos 80 e esta apresentação ficou marcada, pois foi apartir daí que o público começou realmente a aparecer. Se depender do material novo que a banda apresentou, que aliada a capa "generosa", vem um dos melhores discos do ano de 2012.

Necromesis
Havia uma grande curiosidade para assistir a apresentação do Necromesis, pois devido a um problema na mão, o baixista/vocalista Victor Próspero ficou apenas nas vozes, tendo nas seis cordas (sim, isso mesmo), Gustavo Marabiza (ex-Sakramento), e a banda mostrou que isso não seria problema.
Com a “faca nos dentes”, o quarteto executou sons de seus dois trabalhos, mostrando muita segurança, peso e virtuosismo. A apresentação encerrou com Demonic Source. O Necromesis é uma das bandas nacionais que já fazem por merecer uma tour pela Europa!

Depois de um hiato de mais de uma década, o Depressed vem buscando recuperar o tempo perdido. 

Contando com Giovani Venttura (ex-Corpses Conductor e Violent) nos vocais, a banda conta hoje com novos asseclas e fazem uma mescla bem feita de bandas como Death, Slayer e Morbid Angel

Que venham novos trabalhos com a mesma força e fúria.



Woslom
Uma das melhores apresentações do dia foi a dos thrashers do Woslom.

Recém chegados de shows pela Europa, o quarteto mostrou o porquê de tamanho status, numa performance energética, com coesão e raiva, os caras mandaram as faixas do debut Time to Rise, com destaque para a faixa título e Mortal Effect. 

O mais legal é que embora sejam praticantes do “80’s Thrash”, não ficam presos ao estilo.

Spiritual Hate
O Spiritual Hate foi o representante do Death/Thrash/Black. Contando com músicos “banhados em sangue” no melhor estilo Belphegor e Naglfar. Apesar da qualidade, não conseguiu manter o mesmo nível das apresentações anteriores.

Mas o quarteto possui além do visual, um som forte, que pode conseguir vôos mais altos, principalmente por ter em suas formações antigos membros do Chaos Inc.

Seven7'h Seal
Com quase 20 anos de estrada, o Seven7’h Seal fez apresentou uma formação diferente dos últimos shows. 

Contando com  o retorno do baterista Roberto Moratti e a participação do guitarrista Affonso Jr no lugar de Thiago Oliveira (apenas neste show), além de Gustavo Marabiza no baixo, Leandro Caçoilo no vocal e Tiago Claro (Guitarra). 

O repertório mesclou sons dos dois primeiros trabalhos, covers inspirados de AC/DC, Black Sabbath e Judas Priest. Posso dizer que hoje a banda vive o seu melhor momento!

Negative Control
Após o show de Leandro Caçoilo e Cia, foi o momento Punk/Hardcore do evento, que contou com a apresentação do Negative Control, que após anos parado, retornou com a mesma força de antes, com os músicos mais aprimorados em seus instrumentos. 

O quarteto soube ganhar a galera, graças aos discursos inspirados da vocalista Claudia.



Ação Direta
O que dizer do Ação Direta? Tudo que eu dizer vai soar redundante...mas vamos lá. 

Prestes a lançar o novo trabalho, o quarteto liderado pelo vocalista Gepeto, mescla a fúria do HC com bem vindas influências de Thrash, mandou verdadeiras pedradas como 10 Por Cento, No Poder, Massacre Humano e o encerramento com Entre a Benção e o Caos.

Uma apresentação que deixou os fãs de HC e Metal extasiados!

Antes do show do Ação Direta, o Dr. Rock anuncia o pessoal da banda Executer, que veio de Amparo (interior do estado) ao evento divulgar sobre o Executer Fest, que ocorrerá em outubro, que além deles contará com o Andralls, Sangrena e o retorno do MX!

Forka
MMA Metal

Essa seria a melhor forma de descrever o som do quinteto Forka! Com músicos insandecidos que pulam e agitam o tempo todo, o quinteto mostra o quão agressivo pode ser o Thrash Metal. Com músicas de seus dois álbuns como Blasphemy e covers para Slave New World e Angel Of Death (ambas com Leandro Nunes do Chaoslace dividindo os vocais). 

Os caras ganharam o público de vez quando o vocalista Ronaldo Coelho mandou o público formar um Wall Of Death. E foi prontamente correspondido!

Coube ao Necromancia encerrar o festival. 

Necromancia
O trio formado por Marcelo “Índio” D’Castro, Roberto Fornero e Kiko D’Castro mandou composições de toda a sua carreira, com destaque para Action/Reaction, Check Mate, No Way Out (música de maior sucesso da banda), Cold Wish, Death Lust, Overkill (Motorhead) e o encerramento com Greed Up to Kill. Mais uma vez mostraram que é um acaso não terem alcançado o mesmo patamar de nomes como Korzus e Sepultura, pois “Thashicamente” eles não devem nada a elas e nem a ninguém.

Com o fim dessa apresentação, terminou o sábado metálico em SBC, numa noite que não rolou treta (um princípio que logo foi interrompido), todos curtiram na boa e que o público compareceu em peso.

Não dá para não deixar de agradecer a Prefeitura do município pela estrutura para as bandas, ambulâncias, banheiros, enfim, tudo que um evento merece ter. Espero que esses shows continuem, o que continuara fazendo a alegria de muitos bangers.

3 comentários:

Roni correria disse...

EU estive lá , gostei , mas eu vi pouca gente no evento , por ser um sábado , quando foram os pagodeiros e os sertanejos , o publico , lotaram o paço municipal . O evento foi mal divulgado ,eu pro exemplo fiquei sabendo no dia do show ,isto porque eu nasci e moro lá só 38 anos , não houve divulgação na galeria do rock em São Paulo , tinha que ter bandas mais expressivas do cenário metal , não desmerecendo as que tocaram , mas para ter mais público .

Roni correria disse...

EU estive lá , gostei , mas eu vi pouca gente no evento , por ser um sábado , quando foram os pagodeiros e os sertanejos , o publico , lotaram o paço municipal . O evento foi mal divulgado ,eu pro exemplo fiquei sabendo no dia do show ,isto porque eu nasci e moro lá só 38 anos , não houve divulgação na galeria do rock em São Paulo , tinha que ter bandas mais expressivas do cenário metal , não desmerecendo as que tocaram , mas para ter mais público .

Anônimo disse...

NÃO CONCORDO COM VC RONE CORRERIA, LÁ EXISTIAM BANDA QUE FAZEM MUITA CORRERIA PELO BRASIL QUE O CASO DO FORKA, AÇÃO DIRETA, NEGATIVE CONTROL E NECROMANCIA, E MESMO SENDO BANDAS INDEPENDETES COLOCARAM 3.000 PESSOAS NO PAÇO, ISSO DE COLOCAR BANDA COMO NOME NÃO CONCORDO,PORQUE MUITAS BANDAS QUE TOCARAM ALI TEM HISTORIA E NOME TANTO É VERDADE QUE LEVARAM UM BOM PUBLICO, AO CONTRÁRIO DO QUE VC FALOU, VALORIZE A CENA INDEPENDENTE, ROBERTO NUNES