4 de março de 2016

CHUTANDO AS TREVAS E BATALHANDO PELO SEU ESPAÇO

Após pausas e incertezas, quinteto do ABC paulista lança seu primeiro álbum oficial

Por João Messias Jr.

Afterlife In Darkness
Divulgação
Fundada em 1998 por Giovani Venttura, vocalista que também fez parte de formações como Violent e Corpses Conductor, a Depressed passou por um longo hiato até retomar as atividades em 2010 e após cinco anos e apresentações com diversos nomes da região e medalhões como Krisiun, Nervochaos e Rotting Christ, lança seu primeiro álbum full, chamado Afterlife In Darkness.

O trabalho, que conta com uma ótima produção feita por Marcos Cerutti (Terminal Illusion), além de uma capa bem obscura, feita por Rafael Tavares bebe na fonte do death metal de bandas como Obituary, Monstrosity, Sinister e Bolt Thrower, ou seja, porradaria que alterna momentos técnicos, agressivos e cadenciados, mas que não cai nas armadilhas dos grupos mais modernos do estilo.

A grande sacada é que as músicas são curtas, permitindo que o ouvinte se familiarize rápido com o material, cujos destaques ficam por conta de Paradoxical Warcult, cujas guitarras soam próximas da música clássica, Tears of Blood, uma espécie de tributo ao death metal da Flórida e Dark World Depressed, com seus momentos mais introspectivos. 

Após anos difíceis e momentos conturbados, podemos dizer que após a realização dessa etapa, o grupo tem o caminho livre para propagar sua música pelos quatro cantos desse mundo.

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