7 de abril de 2016

TRISTEZA, CAOS E FELICIDADE

Sensações distintas marcam o segundo registro do quarteto Astafix, Internal Saboteur

Por João Messias Jr.

Internal Saboteur
Divulgação
O debut da banda, End Ever, de 2009, embora englobasse a proposta musical dos caras, era nítido que faltava uma ou outra coisa para que seu som chegasse aos ouvidos de mais pessoas. Bem, o tempo passou, a banda lançou um DVD em 2011, foi para a Europa e lidou com a repentina perda do guitarrista Paulo Schroeber.

Um turbilhão de coisas que resultaram no seu segundo álbum, batizado de Internal Saboteur. Lançado em 2015, em relação ao debut, ele apresenta uma amplitude da sua proposta musical, que bebe em várias vertentes do thrash metal, além de flertar com estilos como o hardcore e o industrial, o que garante mais variedade ao disquinho, que tem a participação de Paulo em algumas músicas.

Amparado por uma ótima produção, a cargo de Brendan Duffrey (Norcal Studios) e uma arte que combina com a proposta musical, feita por Marcelo Vasco, que dispensa apresentações, Wally (guitarra e voz), Cássio Viana (guitarra), Ayka (baixo, Reboco) e Thiago Cáurio (bateria) mostram que sabem como deixar nossos pescoços doloridos. Impressão deixada logo na primeira faixa, Karma Kill, as cadenciadas Blood Sun e Doomsday Device. O hardcore de Say No! é outro belo exemplo do poderio de fogo dos caras.

Só que o álbum mostra o grupo atacando em outras praias. A pesada e lenta The Scourge e Ghosts, talvez a mais diferente de Infernal Saboteur são alguns exemplos do que o grupo pode fazer, porém, vale a pena indicar a faixa de encerramento, Traitor, que é melódica e cheia de climas a lá Black Sabbath.

Pesado, competente e de certa forma, uma bela forma de homenagear um grande músico, que infelizmente nos deixou muito cedo. Porém, o Astafix soube como manter o seu legado, que permanecerá por décadas e décadas.

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