27 de julho de 2011

CARRO BOMBA E BARANGA " O ROCK AND ROLL PRECISA DE VOCÊS"

Por João Messias THE ROCKER

Depois de três anos sem ir ao CCSP, estávamos lá para conferir a apresentação desses dois grandes nomes da cena nacional, que andando na contramão, conseguiram grande destaque na cena por cantarem em português, e como consequência desta ousadia, são as bandas de material autorial que mais enchem as casas de shows de SP!

Carro Bomba
Foto: Kátia Bucci
Fazendo parte do projeto Sintonia do Rock (que contou no domingo com as bandas Tomada e Cracker Blues), esta apresentação mostrou o que de melhor o Rock And Roll pode transmitir as pessoas: adrenalina e bem estar.

E a ida a este evento foi como se estivéssemos numa convenção rockálica, pois andando pela casa, você se deparava com pessoas importantes na cena, como Ricardo Batalha (Roadie Crew), Regis Tadeu (jurado do Programa Raul Gil), e o pessoal de bandas como Korzus, Reviolence, entre muitos outros "medalhões".

Como chegamos cedo, cerca de uma hora e meia antes do show, tive a impressão de que o público pisaria na bola (cheguei até a pensar que o Mick "Pé Frio" Jagger compareceria), mas assim que o Carro Bomba entrou mandando a música Bala Perdida, do seu mais recente trabalho, Carcaça, o público foi aparecendo como uma rajada de metralhadora e encheu a casa, mas não lotou!

Fabrizio Micheloni e Rogerio Fernandes
Carro Bomba
Foto: Kátia Bucci
Voltando ao Carro Bomba, a banda consegue manter a mesma pegada de estúdio, com o baixo estalado de Fabrizio Micheloni, Marcello Schevano emanando peso na sua Gibson SG, Heitor Schewchenko mostrando segurança nos bumbos e o vocalista Rogerio Fernandes mandou uma grande atuação, que ainda teve sons como Carcaça, Sangue de Barata, Combustivel (essa uma homenagem a Ronnie James Dio), Mondo Plastico, Overdrive Rock And Roll, essa do álbum Segundo Atentado, que está muito mais pesada e os grooves mais evidentes. Aliás, vale comentar que é interessante ver a evolução musical da banda, que começou como um Power Trio fazendo um som mais setentista e hoje como um quarteto, que apesar de manter a proposta inicial, flerta com o Thrash em diversos momentos.

O show encerrou com Punhos de Aço, do álbum numa grande apresentação que só não foi melhor pelo pouco tempo e devido ao som, os vocais terem ficado um pouco abaixo do instrumental, que persistiram no próximo show.

Xande e Deca - Baranga
Foto: Kátia Bucci
Depois de alguns ajustes e a troca de bateria e o convidativo pano de fundo, adentra ao palco Xande (guitarra/voz), Deca (guitarra), Soneca (Baixo e Coros) e Paulo Thomaz (Bateria e Coros), que juntos formam a Baranga, que proporcionou uma verdadeira celebração de Rock And Roll, cheia de peso e que com toda a certeza cairá nas graças de fãs de bandas como AC/DC, Rose Tattoo e Motorhead, com uma performance insana, principalmente o guitarrista Deca, que é uma figura a parte, danca, sola com a guita nas costas, joga a guitarra para o alto, toca junto com a galera, um verdadeiro Rock And Roller. Os caras são a trilha perfeita para a visita na Rua Augusta de caras como Paul Stanley (Kiss), Vince Neil (Motley Crue), Bret Michaels (Poison), Lemmy (Motorhead) e outros personagens da cena Hard/Rock/Glam!


Baranga
Foto: Kátia Bucci

A banda fez um set baseado em seus dois mais recentes trabalhos, mas sem se esquecer dos primeiros sons como Piratas do Tietê e Whiskey do Diabo, mas não dá para negar que os últimos álbuns são o que de melhor representa a Baranga hoje, como foi visto e ouvido em pérolas como O Céu É O Hell, Na Madrugada (que possui um vídeo muito legal), Garota Rocker, que foi dedicada a todas as garotas que estavam no show (muitas com a camiseta da Baranga aliás), Aplica Mais Uma Dose, que é a melhor música da banda, dona de uma melodia irresistível, perfeita para dançar (e quem disse que o Rock não foi feito para dançar) e pular!

A apresentação já rumava para o seu final, que foi com Vai Se Dar Mal, Filho Bastardo e o encerramento com Meu Mal, que teve um final bem Rock And Roll, com o baterista Paulão indo para a frente do palco (suas partes foram executadas pelo seu roadie) e a galera invadindo o palco. Apoteótico!

Uma noite perfeita e que somente uma frase pode encerrar esta resenha: " O Rock And Roll precisa (e muito) de vocês"!

25 de julho de 2011

DIAFANES: CORAGEM E OUSADIA

Por João Messias THE ROCKER
 

Diafanes
Foto: Katia Bucci

O Diáfanes é uma banda que possui 09 anos de vida, e possui dois álbuns, See Through e Obviously Clear, e lançou nesta semana lançou o EP Ennea , e possui um som que mescla diversas tendências musicais, que vai do Progressivo dos 70 ao Alternativo dos 90, World Music, além de flertes com a música Oriental e o Pop.
 
Taí algo que eu detesto escrever, mas se mostra necessário, que foi muito triste ver poucas pessoas nesta apresentação, ainda mais pela mesma ter sido gratuita e justamente na semana de aniversário do Rock!


E devido a ausência de público, o show em muitos momentos soou como um ensaio fechado, pois em muitos momentos o som ecoava muito, e pela ausência de "calor humano" muitos momentos parecia que estávamos em um espetáculo de música clássica, pois quem está acostumado a frequentar shows de rock, sabe que há muita interação entre banda e público, e não apenas palmas ao final das músicas.

Lorena Hollander e Ciro Visconti
Foto: Katia Bucci
E nesta apresentação além do EP, apresentou a nova formação, com o novo baterista , e duas backing vocals, iniciou a apresentação com um ritmo denso e hipnótico com muitas passagens não usuais no Rock/Metal, com riffs interessantes, importados dos anos 70, cortesia do guitarrista Ciro Visconti. O baixista Leandro de Cesar, merece uma citação, pois possui um estilo diferente dos baixistas de Rock, soando bem jazzistico em muitos momentos. A tônica da apresentação foram músicas pesadas, repletas de climas e diferentes sonoridades, baseadas em seus três trabalhos.


Durante a apresentação, o sexteto fugiu do padrão guitarra, baixo, bateria, pois em muitos momentos, a banda usou castanholas, Koto (instrumento tradicional do Japão), executados pela vocalista/guitarrista Lorena Hollander, Theremim (executado por Ciro Visconti). E apesar da sonoridade complexa, a banda faz tudo de forma muito bem feita, mostrando que ser um nome que pode ser visto com outros olhos, princiapalmente por aqueles que acham que não temos bandas criativas na nossa cena!


E o melhor ficou para o final, onde a banda mandou um som pesadíssimo, como guitarras a lá Tony Iommi, que teve a vocalista mostrando mais uma vez seus múltiplos talentos, ora tocando snujs, depois mostrando seus dotes de dançarina, dançando com véu e espada, que encerraram este, que foi um dos melhores shows que assisti neste ano!


Diafanes
Foto: Katia Bucci
Além de ousada musicalmente, mostrou que está a frente de muitos, pois após a apresentação, além de CD'S e camisetas, estavam disponibilizando gratuitamente o novo EP para quem havia trazido pen drives e mídias, além de todos serem muito solícitos, tirando fotos e conversando com o pessoal!


Como disse há algumas linhas lá em cima, foi muito triste assistir a mais um grande show com pouco público...e depois as pessoas reclamam que não temos eventos destinados a música e cultura na cidade. Mas de qualquer forma, preciso ir a futuros concertos da banda.
www.diafanes.com.br

7 de julho de 2011

MAIS ENTREVISTAS ESPECIAIS...

Dando continuidade ao mês comemorativo, seguem mais duas entrevistas!
Com vocês: Fernanda Duarte (Rock Post) e Edu Lawless (Rock Express):


Fernanda Duarte
Foto: Divulgação
Fernanda Duarte  - Editora Revista Rock Post

"Na verdade a revista foi idealizada quando sentimos que bandas underground têm um espaço mais restrito na mídia. E também foi uma forma de reviver as revistas que existiam antigamente e que traziam biografias simples e bacanas, com fotos e tudo mais. Isso é o que chama atenção do nosso público."

New Horizons Zine: Como você conheceu o Rock/Metal e quando percebeu que o som não era apenas uma distração e sim algo que te acompanharia dia a dia?
Fernanda Duarte: Bem, eu conheci muitas bandas de rock e metal ainda quando criança, minha irmã sempre gostou e eu acabava ouvindo por tabela. Sempre curti muito U2, Guns, Skid Row, Bon Jovi, Metallica entre outras. Mas foi na adolescência que conheci Helloween e comecei a ouvir mais bandas de metal. Quando entrei na banda Status eu tinha 18 anos, ai foi quando o metal deixou de ser apenas gosto e se tornou parte de minha vida.

NHZ: Quando e por que surgiu a vontade de criar um veículo para divulgar o estilo?
Fernanda: A Rock Post foi idealizada pelo Douglas e, juntamente com ele, eu abracei a ideia. No inicio nem seria uma revista para download, apenas mandaríamos por e-mail, mas logo de cara vimos que deixar a revista à disposição de todos no site seria a forma mais viável de distribuí-la gratuitamente. Na verdade a revista foi idealizada quando sentimos que bandas underground têm um espaço mais restrito na mídia. E também foi uma forma de reviver as revistas que existiam antigamente e que traziam biografias simples e bacanas, com fotos e tudo mais. Isso é o que chama atenção do nosso público. Infelizmente entendemos depois de um tempo que a galera gosta de reviver épocas de grandes bandas e com isso colocamos as novas juntas, na mesma edição, para que haja esta ligação do antigo com o novo.

NHZ: Para encerrar, cite cinco álbuns do estilo que mudaram sua vida!
Fernanda:

Helloween – Keeper of the Seven Keys Part 1

Helloween - Keeper of the Seven Keys Part 2

Metallica – Black Album

The Cranberries – No Need to Argue

Por último eu colocaria clássicos indispensáveis para se ouvir sempre, como uma seleção de Iron Maiden, Kiss, The Cult, Mr. Big, até Alanis Morissette (uma mistureba mesmo...risos)!

Edu Lawlwess
Foto: Divulgação
Edu Lawless - Editor dos Blogs:
Tudo Sobre Qualquer Coisa: http://tsqc.wordpress.com/
"Aprendi inglês sem nunca ter ido a uma escola de idiomas, apenas traduzindo musicas. Praticamente meus professores eram Paul Stanley, Gene Simmons, David Coverdale, Blackie Lawless, Dave Lee Roth."

New Horizons Zine: Como você conheceu o Rock/Metal e quando percebeu que o som não era apenas uma distração e sim algo que te acompanharia dia a dia?
Edu Lawless: Em 1983, quando eu estava completando 11 anos de idade o KISS veio ao Brasil pela primeira vez. Naquela época para mim o mundo era silencioso, eu nem sabia ou tinha noção que existia música até que uma revista dos mascarados do KISS me chamou a atenção numa banca de jornal. No meu aniversário daquele ano ganhei meus 4 primeiros discos do KISS e nunca mais parei de gostar de Rock. Aprendi inglês sem nunca ter ido a uma escola de inglês, apenas traduzindo musicas. Praticamente meus professores eram Paul Stanley, Gene Simmons, David Coverdale, Blackie Lawless, Dave Lee Roth...
Tem um texto muito legal que escrevi sobre essa época de 1983 sobre o Rock como um documento histórico de nossa sociedade tupiniquim (http://tsqc.wordpress.com/2009/06/24/o-rock-como-documento-historico/)



NHZ: Quando e por que surgiu a vontade de criar um veículo para divulgar o estilo?
Edu: Acho que o principal estilo que está no meu sangue é o Hard Rock dos anos 80. Mas por um tempo essas bandas foram simplesmente sumindo. Poucos novos trabalhos, poucas novidades. Com o surgimento do MySpace (quando o MySpace era muito mais legal e interativo) eu comecei a caçar e achar muitas bandas legais que eram trabalhos paralelos de alguns dissidentes das antigas bandas de hard (como o Freekshow e Naked Beggars de integrantes do Cinderella, por exemplo) e essas bandas acabavam linkadas com outras boas bandas. Então a idéia foi começar a mostrar essas bandas para o Brasil. Outro gênero que gosto muito de divulgar são bandas de Rock Feminina, pois curto muito do estilo.

NHZ: Para encerrar, cite cinco álbuns do estilo que mudaram sua vida!
Edu: Poderia usar o jargão da Dove “Depois que eu conheci o ROCK minha vida nunca mais foi a mesma”! Difícil pensar cinco álbuns... acho que esse ranking esta sempre em mutação a cada momento diferente da vida, mas vamos lá:

1) Alive II – KISS: Para mim o KISS – a banda preferida – tem dezenas de álbuns que fazem parte da minha vida, mas o ALIVE II foi um dos primeiros que meu primo me emprestou e que não saia da vitrola, a música e o som da galera de fundo gritando e cantando sinceramente tem a mistura perfeita de um álbum ao vivo... sempre ficava me imaginando no meio daquela galera.

2) The Crimson Idol – WASP: Conceitualmente o álbum mais fantástico que já ouvi. As letras mexem comigo e o álbum é um Metal Progressivo que te leva numa espécie de montanha russa. “The Great Misconception of Me” me arrepia sempre e nunca consigo ouvi-la apenas uma vez só.

3)  Vixen – Vixen: Quando vi o clip dessas minas no extinto Clip Trip alucinei de tão gatas que elas eram. E eles sorteavam todo dia o Disco delas e eu ficava ligando direto para tentar ganhar. Nem preciso dizer que nunca ganhei, mas fui comprar na loja e depois que ouvi achei fantástico e desde então me apaixonei pelo bandas de garotas no Rock.

4) Long Cold Winter – Cinderella: Essa é uma banda que gosto muito e esse álbum especificamente é ótimo do começo ao fim. ‘Don’t know what you got’ está no meu top 5 sempre.

5) Slippery When Wet–Bon Jovi: Hoje para mim BJ já era. Acho que praticamente morreu depois do ‘These Days’. Mas o começo da banda foi fenomenal. Os 4 primeiros álbuns são animais. Nessa época BJ foi uma fase muito forte da minha vida, por isso esse álbum!


1 de julho de 2011

ENTREVISTAS COMEMORATIVAS

Dando início as matérias especiais, fiz algumas pequenas entrevistas, com pessoas que fazem muito pela cena através de seus trabalhos com Assessoria, Site, Revista, enfim, amigos que colaboram produzindo conteúdo.
E para começar os primeiros entrevistados são Costábile Jr (The Ultimate Press) e Khali (Scypher Magazine):

Costábile Salzano Jr – Assessor de Imprensa - The Ultimate Press e The Ultimate Music
http://www.theultimatemusic.com/


"Muitas oportunidades interessantes estão aparecendo e os leques estão se abrindo rapidamente. Honestamente, não pensei que meu horizonte iria se expandir tão rápido, mas isso é sinal de que o trabalho este sendo feito corretamente."

New Horizons Zine: Como você conheceu o Rock/Metal e quando percebeu que o som não era apenas uma distração e sim algo que te acompanharia dia a dia?
Costábile: Minha história dentro Heavy Metal começou de uma forma bastante curiosa. Desde criança, eu sempre gostei de músicas mais pesadas, agitadas até que um dia eu escutei uma música do Metallica na rádio, mais precisamente Dyers Eve, e aquilo me fascinou. Na mesma época, conheci o Sepultura por causa de uma matéria, que se não me engano foi exibida na Rede Globo. Mas, depois de um tempo e não me lembro o motivo, o Metal saiu um pouco de cena na minha vida. Porém, depois que sai da escola particular e me transferi para uma pública, conheci um amigo que era super fã de Metallica e ele definitivamente me colocou nos eixos. A partir de então, não sai mais.

Já em relação ao jornalismo especializado, tudo começou quando eu ingressei na universidade. Desde criança, eu queria ser jornalista esportivo, tenho paixão por futebol, mas eu estava tão ligado ao Heavy Metal, que acabei me aventurando por esta área e não sai mais. Comecei a escrever para alguns sites, mas a minha primeira matéria publicada foi na Rock Brigade, há 10 anos atrás, justamente com uma reportagem especial falando sobre o cenário da Baixada Santista.

Depois de um tempo, comecei a trabalhar como produtor do Ação & Reação, programa de variedades com audiência absurdamente alta da emissora Santa Cecília, e comecei a me relacionar com assessores de imprensa de prefeituras, políticos, artistas famosos, etc. Até que um dia me deu um estalo e eu quis desenvolver este trabalho em prol das bandas de Heavy Metal. E eu teria que começar por alguma que fosse de Santos. Comecei a pesquisar, conversar com amigos, até que eu descobri a Shadowside. Naquela época, a banda estava dando os seus primeiros passos e eu resolvi apostar. Enviei um e-mail apresentando a minha proposta, eles me responderam querendo marcar uma reunião, conversamos e desde então, faço parte da "Família Shadowside". São quase 10 anos trabalhando na divulgação deles. Felizmente, esta minha função tem ajudado muito no crescimento do grupo em todos os patamares e aberto portas para que eu possa cuidar da divulgação de novas bandas e diversos shows internacionais.

NHZ: Quando e por que surgiu a vontade de criar um veículo para divulgar o estilo?
Costábile: Confesso que pensei que seria assessor de imprensa exclusivo da Shadowside pro resto da vida (risos). Eu amo o trabalho que faço com eles, por isso pensava desta maneira. Porém, após todos esses anos divulgando as atividades da Shadowside e acompanhando a banda na estrada, acredito que a minha determinação acabou despertando o interesse de outras bandas e produtores de show.
Por isso, criei a The Ultimate Press, para fazer o mesmo trabalho que faço com a Shadowside, mas com outro nome. Em menos de um ano, a assessoria cresceu e agora é a The Ultimate Music - Assessoria de Imprensa, Management & Consultancy.

Hoje, tenho ao meu lado a Dani Nolden, vocalista da Shadowside. Ela tem uma visão de mercado excepcional, conhece todos atalhos e tem experiência suficiente para prestar consultoria para bandas novas ou que já tenham uma bela bagagem nas costas. Na verdade, o trabalho de um completa o do outro.

Muitas oportunidades interessantes estão aparecendo e os leques estão se abrindo rapidamente. Honestamente, não pensei que meu horizonte iria se expandir tão rápido, mas isso é sinal de que o trabalho este sendo feito corretamente.

NHZ: Para encerrar, cite cinco álbuns do estilo que mudaram sua vida!
Costábile: Só cinco? É muita injustiça (risos). Foram vários os discos que tiveram influencia na minha vida.
Metallica - Metallica (Black Album) [Na verdade, são todos os discos inclusive Load, Reload e umas quatro músicas do St.Anger]
Slayer - Reign in Blood
Katatonia - The Great Cold Distance
Paradise Lost - Draconian Times
Moonspell - Wolfheart
Megadeth - Countdown to Extinction
Testament - The Formation of Damnation
Sentenced - The Cold White Light
Amorphis - Tuonela
In Flames - The Jester Race
Cradle of Filth - Cruelty and the Beast
Dimmu Borgir - Enthrone Darkness Triumphant
Soilwork - Natural Born Chaos
Dark Tranquillity - Damage Done
Behemoth - Evangelion
Dream Theater - Awake
AC/DC - Back in Black
Sepultura - Roots
Theatre of Tragedy - Aegis
Dissection - Reinkaos
Gorgoroth - Incipit Satan


Khali – Editor Chefe Scypher Magazine:
http://www.scypher.com.br/


"A SCYPHER Magazine surgiu para disponibilizar ao público um “centro” de informações de qualidade, com matérias aprofundadas não apenas sobre música (embora esta seja o foco principal), mas também sobre cultura em geral e assuntos pertinentes à realidade dos brasileiros. "

New Horizons Zine: Como você conheceu o Rock/Metal e quando percebeu que o som não era apenas uma distração e sim algo que te acompanharia dia a dia?
Khali: Conheci o estilo quando ainda era adolescente – talvez pré-adolescente seja melhor colocado. Eu tinha 11 anos na época em que conheci Linkin Park, e a mudança já começou por aí: se antes a música não era parte dominante da minha vida, com o tempo ela passou a se tornar algo imprescindível no cotidiano. A partir daí fui conhecendo bandas novas, antigas, melhores, piores, e hoje eu diria que não há vida sem música! (risos)

New Horizons Zine: Quando e por que surgiu a vontade de criar um veículo para divulgar o estilo?
Khali: Digamos que no Brasil, o rock/metal, quando não atrai milhares de adolescentes histéricos (mais atraídos pela discutível beleza dos componentes do que pela qualidade da banda em si), é considerado um estilo “paralelo”. Eu mesmo cansei de ouvir pessoas falando que rock é “só barulho”, não transmite nada aos jovens, e um ou dois minutos depois essas mesmas pessoas estavam lá ouvindo suas músicas sertanejas falando das dores “de corno” e traições – ou mesmo seus funks enaltecendo a criminalidade.

Até aí tudo bem: cada um tem seu gosto e o direito de criticar ou ouvir o que quiser. O problema começa no momento em que a mídia “principal” no Brasil só dá ouvidos à grande massa – a “enorme” maioria das bandas de rock que podem ser consideradas de qualidade, e que estão no mainstream hoje, são aquelas que surgiram na época de ouro do estilo no Brasil. Ou seja: século passado, quando o rock era moda.

Existem muitos veículos hoje que abrem espaço para o rock “underground”. Alguns são bem-sucedidos, porque combinam público e qualidade. Outros têm público, mas não tem qualidade – outros têm qualidade, mas, por algum motivo, não atraem um grande público. A SCYPHER Magazine surgiu para disponibilizar ao público um “centro” de informações de qualidade, com matérias aprofundadas não apenas sobre música (embora esta seja o foco principal), mas também sobre cultura em geral e assuntos pertinentes à realidade dos brasileiros. Tudo isso em um formato diferente dos que já existem: mais chamativo, organizado, inovador, de forma a atrair a atenção não apenas de quem “já está no ramo”, mas também daqueles que acham que rock é “só barulho”. Queremos mudar este pensamento e acredito que este objetivo está sendo alcançado pouco a pouco, visto que a quantidade de acessos ao portal só aumenta a cada edição.

NHZ: Para encerrar, cite cinco álbuns do estilo que mudaram sua vida!
Khali:

1. Linkin Park – Hybrid Theory

Embora eu já tivesse ouvido outras bandas de rock anteriormente, Linkin Park foi a primeira que realmente fez a diferença para mim. Através dela, passei a dar mais atenção à música. E ficar mais atento aos grupos de rock. Infelizmente, a banda seguiu por um caminho que eu não gosto, e eu parei de acompanhá-los depois do Meteora.

2. Nightwish – Century Child

Foi o primeiro “estrondo” musical na minha vida, e tornou Nightwish a principal banda da minha juventude. Até hoje acompanho tanto o Nightwish quanto a Tarja – a separação dos dois foi uma tremenda infelicidade para nós, fãs, mas ambos seguem competentes no que fazem.

3. Evanescence – Fallen

Certamente um dos melhores lançamentos da primeira década. Conheci o álbum alguns meses antes de ele “estourar” mundialmente, e ele me apresentou a um estilo de rock mais “popular”. Antes de Evanescence eu evitava aquelas bandas adoradas por todo mundo, por receio de ficar no meio daquele gosto comum.
4. L’arc~en~ciel – Awake

Mesmo antes de começar a ouvir rock/metal, eu já ouvia música japonesa – iniciando pelos “anime songs”, passei a pesquisar e conhecer muitos artistas do outro lado do mundo. Mas este álbum foi marcante: através dele, conheci aquela que considero até hoje minha banda preferida. Foi a minha rendição definitiva à música japonesa e me abriu as portas para o J-Rock!
5. Shadowside – Dare to Dream

Depois de tantas bandas me abrindo as portas para tantas variações do rock, faltava uma banda brasileira para me fazer “olhar com outros olhos” para o cenário nacional.

Confesso que, apesar de fazer parte de um projeto que abre bastante espaço às bandas nacionais, nunca me considerei um fã da produção brasileira – seja mainstream ou underground. As únicas bandas que eu ouvia e gostava eram Titãs e Mindflow... Não pela qualidade das outras bandas em si ser inferior, mas a produção não me parecia tão “sólida”, não encaixava no meu gosto.

Aí caiu essa obra-prima do céu! Considero “Dare to Dream” a melhor obra brasileira que já ouvi, e ela não só me mostrou que o Brasil tem SIM capacidade de fazer frente aos grandes grupos internacionais, mas também colocou Shadowside entre minhas bandas preferidas.

30 de junho de 2011

MÊS DE ANIVERSÁRIO COM MATÉRIAS ESPECIAIS

Julho é o mês de aniversário do Rock e também do New Horizons, que completa seu quarto ano de existência, e neste mês daremos início as matérias especiais deste mês, onde foram feitas entrevistas, reviews de álbuns e shows que foram feitos especialmente como um tributo a esse estilo que está cada vez mais inserido nas pessoas!
Aguardem que apartir de amanhã as matérias já estarão sendo postadas!

Por João Messias THE ROCKER

24 de junho de 2011

THE AGONIST E ECLIPTYKA: AS BELAS QUE DOMARAM AS FERAS

The Agonist – Ecliptyka
Carioca Club 12/06/2011

Ecliptyka
Foto: Kátia Bucci
Uma noite perfeita! Essa é a melhor definição desta noite do dia dos namorados, onde como num conto de fadas não houveram contratempos com o transporte coletivo e nem com a organização do evento!
Esta foi a primeira vez que fomos ao Carioca Club, uma casa que é tradicional a estilos como o samba e pagode, e que de uns anos para cá vem abrindo suas portas para o Rock, e me surpreendi com a estrutura que a casa oferece, pois embora esteja longe de ser uma arena, ela oferece todas as condições para que as bandas façam seu trabalho da melhor forma possível.
Com um ótimo público e assim como o programado, as portas do Carioca abriram ás 18 horas, e após breve credenciamento de imprensa, entramos na casa e a banda de abertura, o Ecliptyka estava fazendo os últimos ajustes no som.
Logo ás 18:45 o quinteto paulista inicia a sua apresentação, que nos aproximadamente 45 minutos provou mais uma vez que os excelentes reviews recebidos são frutos de um grande trabalho, pois a banda mostrou muita segurança e carisma, além de serem muito mais pesados ao vivo, deixando músicas como Dead Eyes e Splendid Cradle ainda mais vibrantes e intensas.
A vocalista Helena Martins mostrou uma atuação bem segura, assim como os guitarristas Guilherme Bollini e Helio Valisc, que auxiliavam a frontwoman nos backing vocals, sendo o primeiro nos guturais e o segundo nos limpos, e que mostraram muita competencia numa versão de Rose of Sharyn do Killswitch Engage.
The Agonist
Foto: Kátia Bucci
O encerramento com Why Should They Pay coroou essa grande apresentação da banda, que se continuar com esse grande trabalho, se tornará um dos maiores nomes do estilo no país.
Pontualmente ás 20:00 se inicia a apresentação dos canadenses The Agonist, que se iniciou com os integrantes se adentrando um a um no palco, até a entrada da belíssima frontwoman Alissa White-Gluz, agora ruiva, que com um modelito muito sexy comandou o público com uma performance insana e com um grande domínio dos vocais limpos e guturais (que ao vivo são reforçados pelo baixista Chris Kells), que junto com seus asseclas Simon McKay (bateria), Daniel Marino (guitarra) e o guitarrista convidado Pascal "Paco" Jobin fizeram uma apresentação direta, brutal e sem rodeios, onde música após música a banda foi evidenciando por que são um dos grandes nomes do Metalcore mundial, fazendo o público pogar nas rodas que se formavam durante a apresentação, cujos ápices foram as músicas de trabalho como Thank You Pain (nessa canção o público ficou ainda mais insandecido) e Business Suits And Combat Boots que encerrou o show, que embora curto, saciou a todos que estavam presentes, embora And Their Eulogies Sang Me To Sleep, Martyr Art e When The Bought Breaks também merecem serem citadas!
Parabéns a todos envolvidos produção, assessoria, bandas e público que proporcionaram uma noite fantástica, onde as belas domaram as feras!

Por João Messias THE ROCKER

15 de junho de 2011

CARRO BOMBA: CARCAÇA METÁLICA

Carro Bomba 2011
Divulgação
Formado em 2004, o Carro Bomba conta com músicos que já figuraram em bandas renomadas como Patrulha do Espaço e Golpe de Estado, e que desde seu primeiro trabalho auto-intutulado chamava a atenção por ter uma sonoridade que resgatava o rock pesado dos anos 70. Mas foi a partir da entrada do vocalista Rogério Fernandes e do baterista Heitor Shewchenko, que geraram o álbum Nervoso foi que deixaram este carro mais explosivo.
E coroando esta atual fase, a banda lançou em 2011 o seu quarto trabalho, Carcaça, que pode ser considerado seu melhor e mais pesado trabalho, por conter passagens que beiram o Thrash americano, além de uma grande atuação do vocalista Rogério Fernandes.
Nesta entrevista feita com o baixista Fabrizio Micheloni, o vocalista Rogerio Fernandes e o baterista Heitor Shewchenko eles nos contam da sonoridade do trabalho, e dos próximos passos da banda!
New Horizons Zine: Carcaça pode ser considerado o melhor e o mais pesado trabalho da banda. Acredito que boa parte disso se deve a estabilização da atual formação. Pode se dizer que esta é o melhor line up que a banda já teve?
Fabrizio Micheloni: O melhor e o mais forte, com certeza!

NHZ: E o que evidencia estas qualidades é a produção feita no Mr. Som, com os "magos" Heros Trench e Marcello Pompeu (Korzus), que equilibrou o peso e a rispidez da música do Carro Bomba. Podemos dizer que o Mr. Som e a dupla do Korzus são perfeitos para produzirem o som da banda?
Heitor Shewchenko: Foi uma parceria que deu muito certo no Nervoso. O novo disco foi uma evolução desta parceria. Chegamos com as músicas prontas e eles direcionaram a sonoridade. Chegamos exatamente onde queríamos com a ajuda deles.


NHZ: Além dos riffs na cara, cozinha pesada ao extremo, o vocalista Rogério Fernandes fez um excelente trabalho, acredito que seja este o seu melhor trabalho, lembrando muito o mestre DIO. Qual a importância do trabalho do "baixinho" na música pesada?
Rogerio Fernandes
Divulgação
Rogério Fernandes: Total influência e importância. Quando gravei o disco levei comigo um vinil do DIO, assinado pelo próprio. Coloquei o vinil no vidro da técnica e enquanto eu gravava podia ver o DIO apontando pra cima na capa de HUNGRY FOR HEAVEN. Ronnie morreu no dia 16 de Maio e começamos a gravar o disco dia 21. O meu trabalho e acho que o de qualquer outro cantor que tem o DIO como mestre foi afetado, e o fato de ter gravado o disco logo após a sua morte foi determinante na emoção e interpretação que coloquei no disco. Vida eterna ao mestre!


NHZ: A faixa de abertura do álbum, Bala Perdida daria um ótimo clipe. Aliás, vocês possuem planos para um vídeo para a promoção do trabalho?
Fabrizio: Parece que você adivinhou! É justamente essa faixa que está sendo cogitada para o clipe e inclusive já temos algumas idéias para o roteiro.


NHZ: O Foda-se III tem algumas partes cadenciadas e pesadas que lembram as fases do Exodus e Forbidden nos anos 90. Qual membro da banda é o mais extremo em termos de som?

Fabrizio Micheloni
Divulgação
Fabrizio: Todos nós gostamos de uma boa pancadaria...No meu caso, além dos medalhões que nem precisam ser citados, gosto muito do Coroner e da fase mais “encrenca” do Death, principalmente do Individual Thought Patterns. A influência do Exodus vem do Marcello, grande fã do Gary Holt.


NHZ: Tortura conta com a participação de Vitor Rodrigues (Torture Squad) cuja canção casou bem seus vocais mais ríspidos com a temática do Carro Bomba. Como surgiu essa participação?
Rogério: Conheci o Vitinho através do meu irmão Nando Fernandes.O cara é muito gente boa, humilde e talentoso pra cacete. Quando colocamos o nome Tortura na música, a idéia do convite foi quase imediata. Ganhamos uma puta participação especial e um grande amigo. Valeu Torture Squad!!


Capa do novo álbum - Carcaça
Divulgação
NHZ: E o álbum é o primeiro trabalho pelo novo selo, a Laser Company (Krisiun, Korzus e Torture Squad) após estarem trabalhando com a Voice Music. Por que mudaram de selo e quais as expectativas com esta nova parceria?
Fabrizio: Quando pintou a oportunidade de nos unirmos à Laser Company, todos concordamos que o que eles tinham a oferecer ia exatamente de encontro com o que queríamos, e precisávamos. As expectativas de uma maior exposição da banda acompanhada de toda uma estrutura para que isso aconteça de forma eficiente já começaram a render frutos!


NHZ: Vocês fizeram o show de lançamento do álbum no Manifesto há poucos dias. Qual a reação das pessoas aos sons do novo trabalho?

Heitor Shewchenko
Divulgação
Heitor: A reação foi extremamente positiva!
Todo o público aprovou a mudança da sonoridade a partir do “Nervoso”, que para nós foi uma evolução natural. Agora com as músicas do “Carcaça”, o peso está ainda maior e as letras estão ainda mais incisivas, elementos apontados como chave pelo público.
E nós sempre fazemos o melhor show possível. Sempre com muita força, peso, energia e sempre subimos no palco com sangue nos olhos. Ninguém sai de um show do Carro Bomba sem se surpreender com a banda.
Fabrizio: E lotamos a casa, diga-se de passagem...

NHZ: Falando em shows, vocês fizeram algumas apresentações no Chile em março deste ano. Como surgiu esta oportnudade e quais as características do público chileno?
Heitor: Essa oportunidade surgiu através de um intercâmbio de bandas que estamos tentando fortalecer entre países da América do Sul. Ainda estamos no começo, mas já criamos um laço fortíssimo com o Chile.
O começo disso tudo foi com a vinda da banda Tabernários, com quem fizemos shows juntos, para o Brasil em 2010, com suporte da banda Baranga.
Imediatamente selamos um acordo de troca de shows, que foi concretizado com nossa ida pra lá em Março, com o Tabernários nos apoiando. Tocamos lá com Tabernários, Bocaseca e Lethal Fist.
Fizemos muitos fãs por lá, conhecemos um cenário totalmente novo e o mais importante: aumentamos nossa família com novos “hermanos”.
Realmente criamos uma ponte que vai durar pra sempre.


NHZ: E no Brasil, como estão os preparativos para os shows?
Fabrizio: Já temos algumas datas, que podem ser conferidas em nosso site, e várias outras estão pintando. Quanto aos preparativos, estamos mais cuidadosos no sentido de preservar ao máximo nossa configuração de palco, que inclui equipamento, pano de fundo, etc... e também de não nos metermos mais em roubadas.


Marcello Schevano
Divulgação
NHZ: O encarte do trabalho é muito legal, fugindo um pouco do esquema plástico das produções gráficas de hoje, pois o disco parece um story board contando um enredo de um filme. De quem foi a idéia deste conceito para o encarte?
Heitor: O encarte do disco “Nervoso” foi feito pelo desenhista André Kitagawa, que foi muito competente em traduzir não só as letras, mas também o sentido das músicas, através de desenhos. Antes mesmo de terminar o “Carcaça” já tínhamos certeza que trabalharíamos novamente com ele, pois achamos que o teor das novas músicas casaria bem com o traçado agressivo do Kitagawa.
Percebemos que, apesar de o disco não ser uma história, todas as músicas estão interligadas, logo surgiu a idéia do encarte ilustrar um enredo.


NHZ: Bandas como o Carro Bomba e a Baranga fizeram acontecer uma espécie de renascimento do rock pesado cantado em português. Como é para vocês ver as novas bandas fugindo do esquema de cantar em inglês e qual a importância de bandas como Made In Brasil, Patrulha do Espaço e O Peso para esta nova cena?
Fabrizio: Cara, essa história de “em português não rola” é coisa de quem não tem a manha de fazer. Porém, creio que esse estigma também foi alimentado por bandas toscas e suas letras pavorosas, que mostram apenas falta total de conhecimento da língua e também de cultura, principalmente no metal. Por outro lado, sempre existiram bandas, como as citadas por você e muitas outras, que acreditaram e acreditam no lance de cantar em nossa língua. É uma tradição que está sendo mais respeitada agora, graças à saturação e falta de identidade que está assolando a música atualmente.


NHZ: Para encerrar, com 4 álbuns de estúdio e um grande repertório ao vivo , vocês pensam num DVD como próximo passo?
Fabrizio: Não necessariamente como próximo passo, mas temos isso em mente e sabemos que rolará quando todos os aspectos que envolvem sua produção e realização conspirarem a favor.


NHZ: Amigos, muito obrigado pela entrevista! Deixem uma mensagem para os leitores do New Horizons Zine!
Carro Bomba: Agradecemos pela oportunidade e pelo espaço. Pedimos também que as pessoas continuem acreditando na nossa música e que o Rock Nacional está voltando.
http://www.carrobombaoficial.com.br/

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