30 de maio de 2012

SLIPPERY: SEGUINDO SEUS SONHOS

Guitarrista  comenta em entrevista a boa repercussão do primeiro álbum da banda, First Blow

Por João Messias THE ROCKER

Formada há quase 10 anos, o quinteto paulista Slippery, que é atualmente formado por Fabiano Drudi (Voz), Kiko Shred e Dragão (Guitarras), Erico Moraes (Baixo) e Rod Rodriguez (Bateria) mostra que a boa música não possui validade!

Indo contra as marés do som moderno, a banda pratica um Hard potente, energético, e que apesar da capa insinuante, uma cara mais européia, o que pode ser considerado um diferencial, pois soa mais pesada e séria que as suas colegas de estilo.

Até na hora do cover a banda pensou  nessa proposta, pois regravaram o clássico do Demon, Night Of The Demon, numa versão que com certeza encherá de orgulho a banda de Dave Hill.

E o guitarrista Dragão nos comentou sobre isso e muito mais!

Confiram a entrevista!

Slippery: Fabiano, Erico, Dragão, Kiko e Rod
Foto: Divulgação
NEW HORIZONS ZINE: First Blow foi lançado no final de 2011 e desde então o CD vem se destacando positivamente em muitos sites e revistas. Como avaliam essa repercussão e se já esperavam essa aceitação?
Dragão: Se eu disser que não esperávamos, estaria mentindo. Trabalhamos duramente em cada detalhe do disco com o intuito de agradar aos fãs do estilo que praticamos. Tudo ali foi pensado, planejado e repensado. 

Talvez a maneira como a mídia especializada tem recebido nosso trabalho vem nos surpreendendo pela empolgação com a qual o descrevem, uns veículos mais, outros menos, mas todos eles de maneira realmente muito positiva. É muito gratificante receber esse retorno.

NHZ: Vocês contam com a Assessoria da Som Do Darma. Qual a importância deste serviço para a manutenção do nome da banda na cena?
Dragão: Nossa parceria com a Som Do Darma tem sido fundamental nesse quesito. Já os conhecíamos pelo trabalho extremamente profissional que desenvolvem com outras bandas. Uma vez feito o contato, o interesse em desenvolver esse trabalho foi mútuo, desde então nossos laços vêm se estreitando cada vez mais.

NHZ: Músicas como “Follow Your Dreams” e “First Blow” se destacam pelo ritmo festivo e pelos backing vocals bem sacados, mas uma que chama a atenção é a balada “Another Chance”, que conta com partes AOR. Como foi compor e gravar essa música em especial?
Dragão: Essa faixa especificamente foi toda composta pelo Kiko, alteramos um detalhe ou outro no arranjo final, mas a composição estava basicamente pronta quando ele nos trouxe. Ela possui uma atmosfera realmente mais puxada para o AOR, é uma canção mais sóbria, por assim dizer. Todos nós somos fãs dos grandes nomes desse estilo, é inevitável que vez ou outra essa influência se mostre presente em nossas canções.

First Blow
Foto: Divulgação
NHZ: E como todo bom disco de Hard Rock, a capa é um grande atrativo, cuja imagem nos instiga, mas infelizmente não mostra a modelo de corpo inteiro. Quem deu a idéia dessa foto e se pensam em continuar a imagem em futuros trabalhos?
Dragão: Bom, o conceito geral da capa foi desenvolvido por mim. As lentes que registraram a foto pertencem ao Fabio Barella, (grande fotógrafo!) e as curvas ali presentes nos foram emprestadas por Sandra Martins. Foi todo um trabalho em conjunto que partiu dessa ideia inicial que eu tive. 

Não descartamos a possibilidade de seguir com esse “tema” num próximo trabalho, mas não temos nada definido por enquanto, tudo dependerá de como esse trabalho vai se desenvolver, quem sabe não seja essa a chance de apreciar uma foto que mostre o corpo todo (risos).

NHZ: A banda gravou uma versão para “Night Of The Demon” [Demon] para o CD. O que os motivaram a escolher essa canção?
Dragão: Somos todos muito fãs das bandas de hard rock e heavy metal desse período oitentista. A NWOBHM despejou na cena uma quantidade enorme de ótimas bandas, e o Demon foi (e ainda é) uma delas. Tocávamos Demon nos ensaios, assim como tocávamos Picture, Fastway e mais uma porção de bandas que representam essa fase. Certa vez entramos em contato com Mike Stone (manager do Demon) e expusemos a intenção de gravar essa faixa, ele se mostrou bastante empolgado com a idéia e nos autorizou à prestar essa homenagem.

NHZ: Ainda falando do cover, vocês chegaram a mandar a versão que fizeram para a banda?
Dragão: O contato que tivemos com o Demon, foi na verdade exclusivamente com o Mike Stone (manager) que é responsável por todo o processo de comunicação da banda. 

Enviamos então pra ele a pré-produção e posteriormente a master final dessa versão, ele gostou e elogiou bastante. Eu gostaria muito de saber a opinião pessoal do Dave Hill (vocal) a respeito dessa versão, mas é algo que até o momento não tivemos acesso.

NHZ: Outro destaque é a gravação do trabalho, que foi feita pelo experiente Átila Ardanuy [Dr. Sin/Anjos da Noite], que não soa como as produções de hoje, que apesar de bem gravado, soa bem retrô, inclusive com aqueles timbres “ardidos” nos vocais e guitarras. O que influenciou na escolha deste profissional e nesta sonoridade?
Dragão: O aspecto da sonoridade é um ponto importante nesse album, queríamos de fato que soasse com o peso e timbres característicos dos anos 80. 

O Átila foi fantástico no trabalho dele, é um cara extremamente experiente e fácil de lidar, tem uma habilidade incrível em perceber exatamente o que cada passagem da música pede. Chegamos à ele através do Ivan Busic pra quem o Kiko havia mostrado a pré-produção do disco.


Slippery
Foto: Divulgação 
NHZ: Agora vou perguntar algumas coisas referentes ao estilo que praticam: Desde seu início em 2004, vocês fazem Hard Rock com alguns elementos do Metal Tradicional. E de alguns anos para cá, o estilo está ressurgindo com ótimos trabalhos de bandas como Gotthard, Kissyn Dinamite, HEAT, Dynazty, entre outras. Como vocês enxergam esse renascimento do estilo?
Dragão: Eu acho fantástico! Embora não conheça à fundo o trabalho das bandas citadas, creio que isso mostra que o estilo não deixou de existir, é claro que a indústria que o vendia e faturava muito em cima disso não existe mais, pelo menos não da forma como já foi. Os tempos são outros, os meios de interação são outros, aquela mesma indústria se adaptou e hoje vende o que condiz com a demanda (que não é pelo hard rock). 

Acredito que muito cabe às bandas, no sentido de apresentar um trabalho de qualidade, e assim aos poucos voltar a abocanhar uma fatia (ainda que mínima) desse bolo.

NHZ: Por outro lado, temos bandas como Europe, que desde seu retorno vem mostrando uma sonoridade cada vez mais distante do som que os consagraram. O que vocês acham dessa fase do quinteto sueco?

Dragão: Assim como os demais da banda, sou muito fã do Europe, especialmente de John Norum e Kee Marcello que são guitarristas sensacionais, nos quais busco inspiração (guardadas as proporções - risos) quando o assunto é melodia. 

Óbviamente tenho preferência pela fase áurea do grupo, mas embora não seja lá muito motivado pelo que eles vêm fazendo atualmente, não acho que isso manche de alguma forma a história e o caminho percorrido por essa banda magnífica.

NHZ: Para encerrar, descreva para os leitores o que podemos esperar de uma apresentação da banda?
Dragão: Todo show nos traz muita ansiedade, não no sentido de nervosismo, mas uma ansiedade positiva, que nos motiva a dar o melhor de cada um. É uma apresentação bastante dinâmica e energética, pois é ali o espaço que temos pra expor nosso trabalho e exteriorizar tudo o que colocamos em cada canção.

NHZ: Obrigado pela entrevista! O espaço é de vocês!
Dragão: Eu é que agradeço em nome de toda a banda pela oportunidade de falar um pouco da nossa história, do nosso trabalho e de nossos planos. Convido todos os leitores do New Horizons à assistir um show nosso, tenho a certeza de que não sairão decepcionados. Obrigado e um grande abraço à todos!

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