2 de fevereiro de 2013

MAGNUSS: O ROCK TEM DE SER SISUDO?

Com influências diversas e uma charmosa dose pop, quinteto lança EP que merece ser ouvido por muita gente

Por João Messias Jr.

Capa do EP "Primeiro Ato"
Divulgação
Vou repetir a frase: Quem disse que o rock tem de ser sisudo e os músicos usarem poses de fodão?

O quinteto paulista de pop/rock Magnuss, por meio do seu EP, chamado Primeiro Ato (2012), não apenas joga a linha acima no lixo, como mostra que um trabalho bem feito pode romper fronteiras (e ouvidos).

Com uma produção cuidadosa, o quinteto que gravou o registro:  Felipe D'Orazio (voz), Bruno Perroni e Alexandre Salvador (guitarras), Bru Santos (baixo) e Rodrigo Cunha (bateria), se destaca pelo instrumental seguro, com peso na medida certa e passagens elaboradas, como Literal (ótimos solos e conta com citações sobre Ayrton Senna), Contradicão (a lá Stone Sour), Tocando Suas Lágrimas (perfeita para as rádios) e Horizontes. 

O timbre grave do vocalista Felipe funciona muito bem com a proposta da banda, lembrando Renato Pêra (Combate Vertical) e Alax William (ex-Faceless).

Outro destaque são as letras, que são positivas e mesmo que essa não tenha sido a intenção, servem de motivação para quem não anda muito legal espiritualmente, como em Enquanto Durar.
Para ouvir de ponta a ponta diversas vezes sem preconceitos!

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