23 de abril de 2013

FORKA: “SOMOS VITORIOSOS SIM, PORQUE O PRINCIPAL E GOSTAR DO QUE FAZ.”


Com dez anos de estrada, o quinteto do ABC paulista pode comemorar mais uma vitória em sua carreira. Formado atualmente por Ronaldo Coelho (voz), Samuel Dias e Alan Moura (guitarras), Ricardo Dickoff (baixo) e o novo baterista Caio Imperato tem em seu terceiro álbum, Black Ocean, um amadurecimento em sua proposta musical, onde o som está mais brutal e sem tantos elementos hardcore. Nesta entrevista com o guitarrista Samuel Dias e o baixista Ricardo Dickoff contam do atual momento, a escolha do novo homem das baquetas e muito mais.

Confiram:

Por João Messias Jr.

NEW HORIZONS ZINE: Black Ocean apresenta um amadurecimento da sua
sonoridade, com a banda mais brutal, trabalhada e com menos partes hardcore. Como foi desenvolver esse novo conceito musical sem perder as características da banda?
Forka
Vivi Carvalho
Samuel: Tudo está relacionado ao tempo. Conforme ele vai passando, vamos aprendendo a deixar a banda soar como gostaríamos de ouvir no disco: rápido e pesado ao mesmo tempo.

NHZ: Essa é para os guitarristas, pois músicas como Nation of Ashes apresentam muita dinâmica e sincronismo musical. Visto que tocam juntos desde o primeiro CD, qual o entrosamento de vocês no palco?
Samuel: Na verdade nós conhecemos desde moleques e já passamos muitas coisas até mesmo fora da banda. Então, quando subimos no palco, tocamos como se estivéssemos fazendo algo a mais, dentro de inúmeras coisas que já efetuamos juntos. Esta música foi uma das primeiras composições do álbum.

NHZ: Continuando a falar dos sons, vocês colocaram trechos em português nas canções Empire Surrender e Forgiveness Denied. Vocês pensam em incluir mais passagens desse tipo ou até músicas inteiras em nosso idioma?
Ricardo: Fizemos um teste e a aceitação foi muito positiva, colocando os trechos em português entendemos que trazemos o publico mais próximos da banda. E com certeza para trabalhos futuros estaremos aprimorando essa ideia.

Black Ocean
Divulgação
NHZ: O trabalho da arte é muito bonito e reflete essa nova sonoridade, com a predominância da cor preta, com uma espécie de senhor dos mares totalmente maléfico. Quais as inspirações que os motivaram a criar esse conceito gráfico mais brutal?
Ricardo: A arte foi confeccionada pelo Rafael Tavares. A nossa intenção foi uma arte desenhada e quando ele apresentou este contexto do crânio sobre o mar, piramos e deu indícios de predominância sobre todos nós.

NHZ: Junto com o novo CD, a banda apresenta o novo baterista, Caio Imperato, que possui um estilo diferente do anterior, Rodolfo Salviatto, pois aposta numa linha mais cadenciada e se encaixou como uma luva na proposta musical de vocês. Como surgiu a oportunidade de juntá-lo ao Forka.
Samuel: O Caio foi uma indicação do Amilcar do Torture Squad. Ele é um cara novo, de mente aberta em relação a musica, um batera bem técnico que estuda muito e bem tranquilo como pessoa, um achado!

NHZ: Recentemente tive a felicidade de comparecer na festa de lançamento do novo CD em Santo André, que contou com a abertura do Negative Control e teve casa cheia e a satisfação de todos os presentes. Como foram os preparativos dessa comemoração e se os resultados foram de acordo com o planejado?
Ricardo: Nossa, foi muito gratificante para nós. A galera colou em peso além do publico,  muitos amigos que apoiam a banda do começo foi muito positivo. Tentamos deixar o clima de festa mesmo os preparativos foram simples e as participações da galera do Negative Control e do DJ Matiello complementaram perfeitamente.


NHZ: As apresentações da banda são marcadas por muita energia e entrega. Para vocês, qual a preocupação de fazer um bom show e mesmo assim, se divertirem no palco?
Ricardo: Acreditamos que o prazer tem que vir tanto da banda quanto do publico. Fazemos isso espontaneamente e acreditamos que funciona, pois um show é marcado por diversão, e é isso que fazemos. Já tentamos combinar algumas coisas no palco mais quando o som começa, todo o combinado some.

NHZ: Vocês se consideram vitoriosos após muita batalha e terem chegado ao terceiro trabalho, momento considerado crucial para as bandas?
Forka
Foto: Vivi Carvalho
Ricardo: Já passamos por muitas coisas são 10 anos de banda e a cena não ajuda muito. Isso ao longo do tempo vai dando experiência e você vai aprendendo a como lidar com as dificuldades que uma banda independente tem. Estamos buscando muito mais, más tudo que conquistamos até hoje podemos dizer que somos vitoriosos sim porque o principal e gostar do que se faz.

NHZ: Obrigado pela entrevista! Deixem uma mensagem aos leitores dessa publicação.
Samuel / Ricardo: Agradecemos o espaço e desejamos sorte a todos, pois sem este espaço não chegamos ao publico. Esperamos que tenham curtido e que vamos continuar fazendo o que sabemos de melhor: um barulho independente,  más com todo o profissionalismo possível.
Abraços a todos! Nos vemos na estrada.
www.forka.com.br

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