13 de abril de 2013

OPTICAL FAZE: TRILHANDO SEU PRÓPRIO CAMINHO

Quinteto vindo de Brasília aposta na mescla de influências para criar um novo trabalho, sem seguir escolas ou padrões

Por João Messias Jr.

The Pendulum Burns
Divulgação
Quando digo que sou um afortunado por ter essa oportunidade de conhecer e divulgar bandas do
rock/metal, não falo isso para parecer sisudo ou que “eu posso e vocês não”, mas sim para mostrar as pessoas que em todos os cantos do Brasil e do mundo temos bandas que não devem em nada aos grupos consagrados. E como isso é prazeroso.

Vamos citar o quinteto brasiliense Optical Faze, que para conceber seu segundo disco, The Pendulum Burns, não poupou esforços. Gravaram com o renomado produtor Rhys Fulber nos EUA e trouxeram na bagagem um dos melhores discos do ano. Mesclando o gótico, o metal e algumas coisas do eletrônico e industrial fizeram um trabalho caótico, denso, que tem tudo para agradar fãs de metal e praias mais soturnas.

A abertura com Trail of Blood aponta uma vertente que começa lenta, mas pesada, com algo interessante, que passa por outras faixas: a hora do refrão segue as marcações dos segundos do relógio, algo muito bem explorado pelos grupos góticos dos anos 80, o que passa mais credibilidade ao trabalho. Outro plus desse som é a participação do guitarrista Jed Simon (Strapping Young Lad).

Além dela, outros sons de destaque são Mindcage, que começa com pianos e depois se transforma num arrasta quarteirão, Pressure, Carved,  Colapse, cujo refrão se aproxima do hard rock, e Red Sun, cujas vocalizações, nos fazem lembrar do Depeche Mode. Aliás, o grupo recebe uma homenagem com uma versão maravilhosa para Never Let Me Down Again, que conta com os vocais de Leah Randi.

Fica difícil não dizer sobre o material gráfico, que é um dos mais bonitos lançados neste ano, cuja arte feita por Michael Karcs, explora muito bem os tons de azul e vermelho, além da embalagem em digipack que deixa o trampo irresistível.

Parabéns a todos os envolvidos: Jorge Rabelo (guitarra), Matheus Araujo (voz e guitarra), Pedro Gabriel (teclado), Renato de Souza (bateria) e Vicente Junior (baixo), que por meio deste trabalho, me faz sentir cada vez mais forte, motivado e com energia para fazer o que mais amo, por mais 20, 30 anos.

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