15 de outubro de 2013

HELLISH WAR: MUDANÇAS POSITIVAS

"Keep it Hellish, terceiro disco de estúdio do quinteto paulista aposta em novos elementos sem perder a pegada característica"

Por João Messias Jr.

Keep it Hellish
Divulgação
Já foi dito que uma banda leva uma vida inteira para gravar o primeiro álbum e pouco para fazer o segundo trabalho. Mas e o terceiro disco? E quando aparecem problemas e obstáculos?

As situações acima foram sentidas pelo quinteto Hellish War. Atualmente formado por Bil Martins (voz), Vulcano e Daniel Job (guitarras), JR (baixo) e Daniel Person (bateria), sofreram com problemas com a gravadora e a saída do então vocalista Roger Hammer. Só que os caras conseguiram um porto seguro por meio do novo cantor do grupo, que somado ao poderio de fogo dos instrumentistas conseguiram até então lançar o melhor trabalho da carreira do grupo.

Keep it Hellish não se resume apenas a uma evolução natural do CD anterior, Heroes of Tomorrow. O trabalho, apesar de manter a linha adotada no disco anterior, apresenta algumas diferenças, que são marcantes. Os duetos da dupla das seis cordas se mostram mais afiados e criativos, criando belas melodias nas canções. Como podemos escutar em The Challenge, Reflections of the Blade e Scars (Underneath) Your Skin. Esta última com solos inusitados importados dos anos 60/70.

Tem mais. O vocal de Bil Martins não assustará os fãs do antigo cantor e tem tudo para trazer novos fãs. Pois apesar de manter o estilo da banda, levará o Hellish War a novas possibilidades sem descaracterizar o som do grupo. Com um timbre rouco e potente, que lembra camaradas como Jeff Scott Soto e Rob Rock (Impelliteri), deu um toque hard que casou bem com a música do quinteto. A já citada Scars e Fire and Killing são exemplos.

Não acabou. A banda cometeu mais algumas proezas aqui: a faixa-título é um metalzão de torcer e quebrar pescoços no melhor estilo germânico e Darkness Ride, cujo dedilhado inicial nos remete ao folk, mas que depois vira um hard/heavy empolgante, com um refrão que é no mínimo apoteótico.

The Quest encerra o disco de forma épica e me faz pensar que apesar das dificuldades e incertezas, os caras devem estar felizes pra caramba com esse disco, que consegue cativar os “trues” e fãs de estilos como o hard rock.

Os europeus devem estar se esbaldando com as apresentações do quinteto que nesse instante está no velho mundo mostrando a força do metal brasileiro!
Keep it Hellish!

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