25 de março de 2014

SOUL STONE: EM PUNHO A BANDEIRA DO METAL TRADICIONAL

Quinteto mineiro vai contra as tendências atuais e apostam no estilo que consagrou grupos como Iron Maiden e Judas Priest

Por João Messias Jr.

Metal Machine
Divulgação
Engraçado como são as coisas no mundo da música. Não é porque existem estilos em voga não veremos grupos apostando em vertentes digamos mais “vintages”, como o heavy metal tradicional. Sim, o estilo que consagrou bandas como Iron Maiden, Judas Priest e Saxon é o que ouvimos em Metal Machine, álbum da banda mineira Soul Stone.

A capa, com um ferreiro forjando uma guitarra, é mais uma evidência do que o grupo formado na época por João Paulo (baixo), Zafa Gonzaga (guitarra), Marcelo Guarato (guitarra), Lucas Rezende (voz e teclado) e Tati Ribeiro (bateria) fazem, com uma mistura de variáveis do estilo, do tradicional ao mais épico e melódico, que garante linearidade ao disco, que aliás, é dono de um bonito acabamento em digipack.

Metal Machine abre  com a potente e agressiva Cold Shiver, que de cara mostra o excelente trabalho do cantor Lucas Rezende, que puxa agudos como os mestres Rob Halford (Judas Priest), Ripper Owens e Ralf Scheepers (Primal Fear), assim como The Dark e Black Tomorrow que encerra o disco.

Felizmente os caras souberam variar o trabalho e apostaram diferentes caminhos para as canções. Alguns exemplos estão nos riffs mais cadenciados de Snake Pit, na épica The Unbeliever, que trarão na lembrança o Savatage, a melódica Eyes On Fire e a bela balada One Pray For All the Tears, que nos remete as músicas “românticas” que grupos do estilo faziam nos anos 90.

Talvez uma produção mais moderna (alguém pensou em Andy Sneap?) deixaria o resultado melhor, mas o trabalho em si está bem gravado e nítido, isso é apenas uma opinião pessoal.

Aos fãs de música pesada e honesta, eis um grupo para ser ouvido!

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