6 de janeiro de 2014

DOCTOR PHEABES: SÓ DEIXAR O FEELING FLUIR

Adepto do Classic Rock, quarteto usa como base o som pesado com melodias pegajosas e vocais mais berrados que dão um resultado genial

Por João Messias Jr.

Seventy Dogs
Divulgação
Meus amigos, o que tem de banda apressada, que por exigência de mercado ou por ansiedade, acabam lançando material que ainda necessita um maior cuidado e lapidação. Como consequências, além do trabalho acabar ser desprezado, uma carreira pode ser jogada no lixo por causa de não saberem esperar o momento certo.

Na contramão, o que dizer de uma banda que foi formada em 1986 e só lançou seu primeiro disco em 2013? Pois é, Fernando Parrilo (guitarra), Eduardo Parillo (guitarra e voz), Fabio Ressio (baixo) e Paulo Rogério Ressio (bateria) esperaram todo esse tempo para lançarem seu primeiro disco, Seventy Dogs. E embora clichê, é necessário citar que valeu a pena, pois é um disco muito, mas muito legal de se ouvir.

Um dos motivos é a massa sonora, que embora siga a linha do hard setentista, passeia por outros estilos como o hard dos 80 e o vocal de Eduardo (que também canta no Mad Old Lady), pois ele lembra um pouco o do cantor do Crash Test Dummies (quem viveu o auge da MTV sabe de quem estou falando), que cai como uma luva aqui, além de uma leve influência melancólica aqui e acolá.

O disquinho abre com a faixa-título, que é densa e pesada. Já Let Me Down é aquela canção perfeita: excelentes riffs, vocais berrados, backings de fundo e um refrão pra cantar junto. Godzilla é mais setentista, bem arrastada, com solos virtuosos, que aparecem também em Running to the Edge, que lembra o Kiss “festeiro” dos anos 80, como a capa, que é levemente sacana!

Lost Girl é o ápice do CD, é aquela balada climática e gostosa (principalmente os solos), que é ideal para ouvir ao lado da pessoa amada e até pode ser pano de fundo para se desculpar daquela besteira que fez na noite anterior. Just Want to Live Forever encerra o trabalho nos levando a refletir na nossa vida, escolhas, enfim, vai fundo!

E falando em refletir...muitos devem ter questionado a presença da banda no Monsters of Rock, embora acredite que não tenham mudado a opinião quanto a sua inclusão no cast, mas vendo a apresentação do quarteto, devem ter percebido que independentemente de critérios de escolha,  o grupo possui maturidade de sobra e músicas (muito) competentes.

Um comentário:

Alexandre Oliveira disse...

Descrição perfeita do trabalho, o Cd conseguiu agradar a Mim (37 anos) e a meu filho (16 anos), que por sinal já tomou posse do Cd é claro.
Abraços.