9 de janeiro de 2014

NO SENSE: O BRASILTAMBÉM POSSUI GRANDES NOMES NO GRINDCORE

Pesado e direto, Obey marca o retorno de quarteto santista após uma pausa nas atividades

Por João Messias Jr.

Obey
Divulgação
Antigamente visto como um estilo inaudível e (injustamente) citado como um som praticado por músicos que não tinham habilidade com seus instrumentos, o grindcore, assim como a maioria dos estilos mais extremos, evoluiu muito tecnicamente, tendo como um pilares grupos como Brutal Truth, Nasum e Facada.

Mas, lá atrás, no início dos anos 90, um grupo santista chamado No Sense já rompia nossos tímpanos com um grindcore crú e veloz, por meio de demos e de trabalhos como o EP Out of Reality e o álbum Cerebral Cacophony.

Após uma pausa nas atividades, o quarteto, na época formado por Marly (voz), Morto (guitarra), Angelo (baixo) e Paulo (bateria), lançou em 2011 o seu segundo álbum full, que recebe o singelo título de Obey, que numa tradução livre fica algo como obedecer, ou obedeça. O trabalho em questão, lançado pela Violent Records, apresenta sete faixas, com um grindcore curto, direto e com bons riffs. Mas o que chama a atenção são os vocais de Marly, que estão mais fortes e definidos. Essa junção de coisas positivas resultam em canções legais para bangear como as cadenciadas Border Line e a faixa título, além da sensacional Vendetta.

Out of Reality
Divulgação
Junto com Obey, o pacote vem com o EP Out of Reality, de 1991, que apesar da banda não ter mudado de estilo, está muito melhor hoje, mas vale pelo valor histórico. Apesar do tempo curto do trabalho, é um CD muito legal de se ouvir repetidas vezes, além de proporcionar aquela sensação de

Hoje, a formação sofreu alterações no posto de baixista, ocupado hoje por Juninho e em 2013 já lançou um novo trabalho, intitulado Burying My Dreams, além de relançarem sua  primeira demo, Confused Mind.

Vamos aguardar o que os santistas produzirão em 2014!

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