3 de abril de 2014

KOMBATO: “TEMOS UM CENÁRIO COM ÓTIMAS BANDAS E EXCELENTES MÚSICOS”

Talvez para quem acompanha a cena underground, a frase acima não chega a ser uma novidade. Só que de novo para você leitor, é que o Kombato é uma banda que tem tudo para conquistar os fãs de música pesada e alavancar uma carreira internacional. O grupo, que conta hoje com Juan Arteiro (guitarra e voz) e Lucy Shalub (baixo e vocal), é dona de um thrash agressivo, que não tem medo de flertar com o death metal, mistura que gera músicas prontas para o banging como Waiting to Die. Atualmente, a banda prepara o primeiro álbum da carreira, que contará nas baquetas o baterista do Korzus, Rodrigo Oliveira, que também cuidará da produção.

Nesta entrevista feita com Juan Arteiro, o músico nos conta da origem do nome do grupo, mudanças de formação e (claro), o vindouro álbum.

Por João Messias Jr.
Fotos: Divugação

Juan Arteiro
Divulgação
NEW HORIZONS ZINE: O nome da banda nos remete as lutas marciais. Porque nomear o grupo com dessa forma e o que ele representa para vocês?
Juan Arteiro: Kombato é o nome de uma arte marcial brasileira que reúne técnicas de várias artes marciais. Sou faixa preta de kick, azul de jiu jitsu e pratico MMA também, a Fernanda (ex-baterista) lutava tae kwon do e a Lucy (baixista), kickboxing. Estávamos procurando um nome brasileiro, pois na primeira formação nos chamávamos Vision of Disgrace e como nosso som havia evoluído, resolvemos mudar para o nome Kombato com a entrada da Fernanda, homenageando essa arte marcial brasileira!

NHZ: Apesar de ser uma banda nova, com pouco mais de um ano de formação, o Kombato já sofre com as mudanças de integrantes. No que isso atrapalha o desenvolvimento do grupo e como foi encontrar motivação para buscar novos membros?
Juan: Na verdade, todas as composições são minhas e da Lucy. Nós dois somos os únicos membros que permanecem na banda até hoje. Foi muito difícil para nós a saída da Fernanda, inclusive por que éramos amigos há muitos anos. Depois disso, conheci o Renan (ex-baterista), que trouxe o Lucas (ex-guitarrista), mas a participação deles também foi passageira pela banda. No momento, estamos em estúdio com o Rodrigo Oliveira (Korzus), gravando um álbum completo com 12 músicas e só retornaremos aos palcos após o lançamento do CD.

Lucy Shalub
Divulgação
NHZ: Ainda falando em formação, vocês chegaram a ter por um curto período a baterista Fernanda Terra (ex-Nervosa e Food 4 Life). Por ser uma instrumentista conhecida, o que ela trouxe de positivo no quesito exposição em sua passagem no Kombato?
Juan: Uma coisa muito boa que a Fernanda trouxe para a banda e que  tentamos manter nesse momento foi o profissionalismo, algo essencial para qualquer banda que queira crescer e se destacar no cenário.

NHZ: Agora vamos falar um pouco no som de vocês, que tive a oportunidade de conferir no Lollapalooza há poucos dias. Vocês praticam um thrash bem agressivo, com algumas incursões ao death metal. No processo de composição, como fazem para que essa miscelânea fique equilibrada?
Juan: Procuramos usar todas nossas influencias nas composições e tudo vai fluindo naturalmente. Escutamos em casa muito black, death, thrash metal e hardcore ogro e  acho nosso som tem um pouco de tudo isso ai.

NHZ: Outra característica que dá mais agressividade ao som, são os backing vocals da baixista Lucy Shalub, que são próximos ao death/black. Como funciona essa divisão de vocais nas músicas?
Juan: Aos poucos a Lucy está se soltando mais pra cantar. Inclusive em nosso álbum, terá duas musicas que e cantará sozinha. Ela possui uma forte influencia de bandas como Death, Obituary, Morbid Angel e Unleashed. É assim que vejo o vocal que ela está fazendo no momento. Quanto a divisão vamos  vendo qual voz se encaixa melhor em determinada parte da musica.

Juan Arteiro
Divulgação
NHZ: Para encerrar, vou citar alguns grupos nacionais de thrash e queria a opinião de vocês sobre eles: Woslom, Executer, Chemical e Lama Negra.
Juan: São ótimas bandas da nossa cena que tem tudo para decolar num mercado internacional. Morei doze anos nos Estados Unidos e posso dizer que atualmente não estamos deixando nada a desejar pros gringos. Temos um cenário com ótimas bandas e excelentes músicos prontos para quebrar tudo mundo afora!

NHZ: Muito obrigado pela entrevista. Deixem uma mensagem aos leitores desta publicação?
Juan: Nós que agradecemos pela oportunidade. Gostaria de agradecer a todos que sempre acreditaram no nosso som e obrigado pela paciência em relação ao nosso material, mas prometo que ainda esse semestre tem coisa boa por aí.
Um forte abraço a todos!

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