23 de abril de 2014

VIOLÉTE: ESCREVENDO NOVAS LINHAS

Grupo apresentou aos presentes sua nova vocalista no The Vallen Festival, que contou com as bandas The Vallens e Multifário

Texto e fotos: João Messias Jr.

Violéte
João Messias Jr.
A banda Violéte, apesar dos quatro anos de existência, já passou por situações que muitos grupos com o dobro (e o triplo) de carreira não dispuseram de viver. A mais triste foi a perda repentina da vocalista Midi Gomes, que aconteceu no fim de 2013. Com o dilema entre continuar e encerrar os trabalhos, felizmente o grupo formado por Tiago de Paula (guitarra), Bruna Daniele (baixo), Gabriel Diego (bateria) optou por seguir o legado e recrutaram a vocalista Micha (irmã de Midi) para escreverem um novo capítulo em sua história. E a primeira apresentação dessa nova formação do grupo aconteceu no último sábado (19), no Gambalaia, em Santo André, que contou com a participação das bandas The Vallens e Multifário.

O espaço, localizado próximo ao centro da cidade, é um local aconchegante, que graças à decoração intimista, com direito a puffs e cadeiras, permite apresentações das mais variadas manifestações artísticas, que no dia de hoje, foi voltada ao rock, que teve início às 20h40, com a banda Multifário, que fez uma apresentação bem diferente da última que havia visto.

Multifário
João Messias Jr.
Donos de uma sonoridade que une as batidas do gueto, poesias urbanas e um acento rock, o trio formado por Rafael Rocha (voz e violão), Mailson Lean (baixo) e Caio Silva acertaram no formato intimista, pois as canções tocadas de forma semi-acústica combinaram com o local. O show mesclou músicas novas e canções que figuram no EP Liberdade é Quando Se Tem Opção, como Linhas Manuscritas (cuja versão de estúdio contou com a participação de Midi), Julgo e Sorte Natural, além de versões para Lado B Lado A (O Rappa) e Manguetown (Chico Science e Nação Zumbi). Só penso que o set deveria ter sido menor, pois o trio teve quase uma hora de show.

The Vallens
João Messias Jr.
Após um pequeno intervalo, às 22h o The Vallens mostrou um som que busca referências dos anos 50/60, com toques contemporâneos de grupos como Sonic Youth, Weezer, Strokes e Los Hermanos, o quarteto formado por Duh Vallen (voz e guitarra), Johny (guitarra), Viny Vallen (baixo) e Ismoul (bateria) mandaram em 40 minutos músicas que apresentam um som consistente e que possui um ótimo trabalho de guitarras, como Maionese e Antes das Sete. 

Outra que chamou a atenção foi Thessaly, que tem um começo melancólico e acaba de forma instrumental. O grupo aproveitou a ocasião e dedicou as músicas Violeta e Improvável ao pessoal da Violéte.

Já eram mais de 23h quando a Violéte adentrou ao pequeno palco. Micha (voz), Tiago (guitarra), Bruna (baixo) e Gabriel mostraram uma banda renovada, que está soando mais pesada e com muito swing, como tivemos a oportunidade de ver /ouvir nas músicas novas O Amanhã e A Porta, que é muito bom para os meninos seguirem seu caminho, a diversidade sem fugir do estilo que os fizeram conhecidos.

Violéte
João Messias Jr.
Em comparação a Midi, Micha possui uma linha diferente, não tão introspectiva e variada, que abre caminho para novas possibilidades, como aconteceu nas músicas citadas acima. Mas o grupo aproveitou o show e mandou músicas de seu EP, como Linha de Intenção e A Pressa, além de versões para My Immortal (Evanescence), Pode Vir Quente que Estou Fervendo (Erasmo Carlos) e Killing in the Name (Rage Against the Machine), que levantou todos os presentes.


Não há mais palavras a serem ditas, além de que esse sábado foi uma noite agradável, que contou com casa cheia, bons shows e fãs felizes, principalmente com o retorno da Violéte, que tem tudo para brilhar novamente. E com toda certeza, sob a aprovação de Midi.

2 comentários:

ismoul torcida independente disse...

Muito bom parabens pela matéria

ismoul torcida independente disse...

Muito bom parabens pela matéria