25 de setembro de 2013

UNBLACKPULSE: A MUTAÇÃO CONTINUA...MAIS INSANA

“Rise, debut de quinteto apresenta uma mistura de emoções, raiva e muito groove”

Por João Messias Jr.

Rise
Divulgação
Em 2012, vi numa edição da Revista Roadie Crew,  uma resenha pra lá de positiva sobre o quinteto paulista UnblackPulse. Senti-me no dever de checar e não é novidade pra ninguém que curti pra caramba o som e tinha a certeza que em pouco tempo algum selo ou gravadora assinaria pois a banda tem um som que passeia por diversas tendências do rock/metal, com muita energia e qualidade tipo exportação.

Um ano se passou e o quinteto formado por Henrique Gordilho (voz e guitarra), Nicolas Aqsensen (guitarra), Devis Santana (baixo), Caio Gaona (bateria) e Tato Quilici (percussão) lançou a alguns meses apenas de forma virtual seu primeiro trabalho, chamado Rise, infelizmente de forma independente.

Ouvindo as músicas do trabalho, penso na seguinte questão: “Porque ninguém se interessou em lançar a banda?”, pois o material como disse no primeiro parágrafo é feito para estourar aqui e lá fora. E essa confirmação vem logo nos primeiros riffs de Get Over, que abre o álbum, que é dona de grooves que não deixa ninguém parado. Interessante que o som é apesar de cheio de detalhes, camadas e texturas tem tudo dosado e na medida certa, desde os elementos percussivos, a “massa das cordas de guitarras e baixo” e os vocais.

A voz, podemos dizer que são especiais, pois fazem vir na memória caras legais como Rob Zombie (ex-White Zombie e hoje cantor solo) e James Heitfield (Metallica), como podemos ouvir em Bodies. Outra performance que merece ser citada é a do baterista Caio, pois o músico possui uma atuação segura sem apelar para os alardes baterísticos e mostra como se impor.

More than Me se destaca pelas guitarras. Já Trash e Blood Down são especiais, pois com o jeitão da banda, soam como trilhas de strip tease, o que é bem legal aqui. Over My Faith e One More Day são perfeitas para os palcos, pois são cheias de energia. Ainda para este que escreve essas linhas a melhor é Bitter Taste, que em relação ao EP está mais densa e melhor. Essa canção é uma espécie de cartão de visitas da banda, pois se alguém quiser conhecer um som para saber qual é a dos caras, eu recomendo esse.

Fico na torcida para que esse trabalho tenha a merecida versão física, mesmo que de forma independente. Muito injusto ter um disco como Rise restrito "nas nuvens".

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