16 de novembro de 2008

SEPARATE WAYS

Não há coisa mais triste do que uma separação certo?
No rock não é diferente, pois muitas bandas lançam bons trabalhos, mas de repente seus músicos se separam tomando caminhos opostos, montando outros grupos e lançando trabalhos bem diferentes de seu outro conjunto.
Para estrear nossa seção, nada melhor do que mencionar dois trabalhos que foram muito aguardados no Underground: o retorno do Shaman com Immortal e o primeiro álbum solo de seu êx-vocalista André Matos em Time to Break Free.



Shaman – Immortal
Thurbo – Nac


Uma das notícias que mais chocou na cena nacional foi o rompimento desta banda que para mim, rumava para ser o maior nome nacional do país, principalmente pelo trabalho apresentado no álbum Reason. Mas como tudo tem seu fim, o baterista Ricardo Confessori recrutou novos membros: o guitarrista Leo Mancini (êx-Tempestt), o baixista Fernando Quesada e o vocalista Thiago Bianchi (Karma, Vox), além do tecladista Fabrizio Di Sarno para gravações e apresentações ao vivo, e com esse time gravaram esse Immortal, que se não supera os dois primeiros álbuns, mantém o padrão de qualidade!
E Immortal é composto de ótimas músicas como as fortes Inside Chains e Strenght, a pesada faixa-título, a balada In the Dark e a viajante The Yellow Brick Road(que farão os fãs de Angra do Holy Land suspirarem), embora o maior destaque é o vocalista Thiago Bianchi, que seguramente gravou o melhor registro de sua carreira, e o melhor, ao vivo o cara manda muito bem!
Um grande recomeço e quando você estiver lendo essa resenha, a banda estará fazendo shows pela América Latina e com planos de um giro pelo velho mundo!
Parabéns Shaman!



André Matos – Time to be Free
Universal – Nac

Agora vamos ao outro lado da estória... acompanhado de seus êx companheiros de banda Luis Mariutti(B), Hugo Mariutti(G), Fabio Ribeiro(K) e juntando forças com o guitarrista André Hernandes(G – êx-Angra) e o baterista Rafael Rosa, que só gravou o disco e cedeu o posto para o talentoso Eloy Casagrande e juntos fizeram esse debut que mostra várias facetas desse grande vocalista!
Não é o correto dizer isso, mas o disco soa como uma espécie de coletânea, pois as músicas nos remetem a várias fases do cantor, desde o Viper (A New Moonlight, que na verdade é uma regravação de Moonlight do Theatre of Fate), Shaman(Letting Go, Rio, que é pra lá de empolgante, a faixa título com seus contornos épicos) e até o Angra, como em Remember Why. E não entenda que por lembrar as bandas por onde passou o disco soa clichê, e sim um vocalista que não esqueceu suas raízes, além de mostrar que este estilo não está esgotado!
Assim como o Shaman, André Matos está de parabéns com a sua estréia como artista solo! E quem ganha somos nós, com dois ótimos registros no mercado!

RESENHAS – JOÃO MESSIAS “THE ROCKER”

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