27 de novembro de 2013

MACCHINA: PORÇÕES REGADAS A TIMBRES E PESO...MUITO PESO

Trio do ABC promove lançamento de seu primeiro trabalho, com apresentação ao vivo e uma mistura que combina elementos do metal, rock e stoner

Texto: João Messias Jr.
Fotos: Kátia Bucci

Macchina
Kátia Bucci
Com dois anos de estrada, o trio andreense Macchina, formado por Anderson Mattielo (guitarra e voz), Felipe Microfone (baixo) e Gabriel Barbosa (bateria), viveu um momento marcante na sua (ainda) curta carreira. A banda promoveu na última quarta-feira (20), o lançamento de seu primeiro trabalho, um EP que leva o nome do grupo, mas que foi lançado com estilo. O local escolhido foi o Estúdio Produssom, localizado no metrô Clínicas, que é um excelente espaço para que os grupos apresentem seus trabalhos de forma decente. 

Logo na entrada, um corredor com diversos modelos das guitarras Seizi, usadas por músicos de grupos como Sepultura e Diáfanes, além de ter promovido lançamentos e gravações de DVD de grupos como Nervochaos e Cursed Slaughter, respectivamente.

A festa, que teve um ótimo público, contou com a audição do EP, a exibição em primeira mão do clipe de Alive, uma das faixas do disquinho, além de uma apresentação com os sons do trabalho. Já eram 21h30 quando o vídeo foi projetado no telão do estúdio e mostrou além de um ótimo trabalho de produção, uma miscelânea de estilos praticada pela banda, que tem como referências grupos como Black Sabbath, Audioslave, Rage Against the Machine, Down, Corrosion of Conformity (fase Peeper Keenan), entre outros.

Às 22h o trio subiu ao palco e começou a apresentar as faixas do trabalho, que não apenas confirmaram a boa impressão inicial que tive com o vídeo, como mostrou não apenas a esse que escreve essas tortas linhas, que ao lado do Saturn, podem ser considerados os representantes do stoner no ABC.

Macchina
Kátia Bucci
Era possível ver o entusiasmo no rosto dos caras, que tocavam com muita emoção que era transmitida aos presentes, principalmente quando o vocalista agradeceu ao público presente, que ter uma banda é travar lutas e batalhas. Do set que durou cerca de 40 minutos, as canções que chamaram a atenção foram a grooveada Starting Over, os climas psicodélicos de You Are Inside My Soul e Alive, que mostrou ser a escolha certa para o clipe, por mesclar o peso do Sabazão com a linguagem das ruas do Rage Against the Machine.

Outros aspectos que se destacam no som dos caras são o peso dos instrumentos, seja das guitarras Les Paul/SG e o peso do baixo, fazem uma parede sonora de respeito, além dos vocais, que são raçudos, numa linha que lembram Peeper Keenan (Corrosion of Conformity), além da força do conjunto.

Esse dia foi mais um daqueles dias que tive muito orgulho de estar presente num evento metálico, ainda mais sabendo que ele foi tão especial para os caras do Macchina. Nós, como “prestadores de serviços” desse estilo que amamos, não podemos deixar essa máquina chamada rock parar!

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