19 de dezembro de 2013

SKIN CULTURE: COLHENDO OS FRUTOS DE UMA CARREIRA VITORIOSA

Banda faz seu disco mais extremo e experimental, além de contar com participações de grandes nomes da cena nacional e internacional

Por João Messias Jr.

The Flame Still Burns Strong
Divulgação
A persistência é um ingrediente fundamental para que uma banda sobreviva no underground. E quando vemos grupos, que após períodos de instabilidade e até o encerramento das atividades reaparecerem de forma triunfal nos resta aplaudir, como o quinteto paulista Skin Culture.

Atualmente formado por Shucky Miranda (voz), Attilio Negri e Tueu Isaac (guitarras), Nathan Soler (baixo) e Marcus Dotta (bateria), lançaram seu quinto disco, The Flame Still Burns Strong, que mantém sua linha característica, de mesclar metal e música experimental, mas aqui a miscelânea está homogênea e não desanda em nenhum instante.

O disco abre com a pesadíssima Set Me Free, que se destaca pelo excelente trabalho de guitarras. Antes de continuar falando da música em si, vale um adendo elogiando a dupla das 8 cordas, pois os caras se metem a fazer fraseados, riffs, sem ficarem presos ao instrumento. Agora sim, outro ponto positivo da canção é a linha vocal, que apesar de brutal, não soa repetitiva.

Rapture vem numa linha ainda mais agressiva, beirando o death metal, com um ótimo trabalho de baixo. For the Same Hell As Before tira um pouco o pé do freio e conta com um dueto interessante das vozes de Shucky e Fabricio Ravelli (Imbrya). O experimentalismo aparece em Ashes and Flames, que conta com passagens sacras e vocais iradíssimos de Marcello Pompeu (Korzus).

A banda reservou um espaço para a melodia na linda balada The End of My Days, que conta com um bom jogo de vocais, cordas limpas e ao mesmo tempo pesada, além de uma bonita narração de fundo que propaga a fé da banda, que embora não digam, se trata de um grupo cristão e aqui a mensagem coube direitinho.

Só que a melhor faixa é One Soul, One Tribe, One God, que conta com a participação do vocalista do The Original Wailers, Desi Hyson, num encontro que fundem reggae e metal num resultado genial, feito para curtir.

Apesar das faixas finais não manterem o mesmo pique, vale a pena conhecer o trabalho do grupo, que deu um grande passo na carreira ao licenciar o trabalho com a gravadora Laser Company.

Fico na torcida para que esse seja apenas o primeiro passo rumo ao estrelato de uma banda que já faz bonito há muito tempo.

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