11 de dezembro de 2013

TEMPLO DE FOGO: A FORÇA DO METAL CRISTÃO

Após anos sumido da grande mídia metálica, vertente tem tudo para voltar a figurar na preferência dos headbangers

Por João Messias Jr.

O Preço
Divulgação
Entre o fim do século XX e início deste novo milênio, o metal cristão, ou white metal estava com sua popularidade em alta. Dessa forma, bandas como Eterna, Rosa de Saron, Antidemon, Destra e muitas outras eram presença garantida nas revistas e fanzines, além de serem lembradas constantemente nos festivais seculares (não cristãos) de metal e listas de melhores do ano.

O tempo passou, alguns grupos sumiram, outros mudaram de estilo e até de proposta, mas o Templo de Fogo continua na ativa, mostrando com seu novo trabalho que pode levar essa vertente metálica para um outro patamar.

O quarteto, atualmente formado por Moisés Missão (guitarra e backing vocals), Anderson Américo (guitarra), Zé Ronaldo (bateria) e Fernando Miguel (teclado), além do convidado Marquinhos Jabur (voz e baixo, ex-Brave) lançaram recentemente o EP O Preço. O disquinho possui cinco faixas e o som se mantém fiel ao que faziam nos anos 90, uma mescla de hard rock, metal melódico e power metal, que tem como ponto alto o trabalho das guitarras e as letras, assumidamente cristãs, que caíram como uma luva aqui, graças a pegada épica que o disco possui.

O Preço, faixa que abre o disquinho começa com arpejos a lá Helloween e talvez decepcione aqueles que gostam de vozes agudas, pois a linha utilizada aqui é mais grave, próxima a de bandas como Blind Guardian e Helloween (fase Andi Deris).

A seguinte, Bruxas de Salém é mais voltada ao hard rock, com bateria marcante e um bom uso dos teclados. Já Chorai, com sua pegada mais tradicional e com vocais mais agressivos é a melhor do trabalho, além de uma ponte soturna interessante que diz “Onde Está o Clamor/O grito do Santo”. Renúncia é uma balada de letra muito bonita que fala do resgate da fé e o pique power inicial retorna com Tuas Mãos, que encerra bem o disco.

Talvez a linha vocal, por ser cantada em português, divida opiniões. São necessárias algumas audições para entende-la, mas depois disso é só ligar o som bem alto e curtir.

Graças a discos como esse, somada a volta do Stauros e com os novos discos do Eterna e Combate Vertical prestes a sair, as expectativas de um novo crescimento do estilo são grandes. Mas caso isso não aconteça, pelo menos os fãs de música pesada serão brindados com trabalhos de muita qualidade.
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