4 de dezembro de 2013

VERÔNICA PIRES: EMOCIONANDO FÃS (E NÃO FÃS) DO REI ROBERTO CARLOS

Cantora, acompanhada de uma banda talentosa, apresentou repertório de todas as fases do maior nome da Jovem Guarda

Texto e fotos: João Messias Jr.

Verônica Pires e banda
João Messias Jr.
O mais legal de quando você escolhe uma carreira a seguir (desde que faça por prazer e não por dinheiro) é que certos tabus e preconceitos desaparecem naturalmente. Um exemplo foi à cobertura da apresentação da cantora Verônica Pires, realizado nesta última quinta-feira (28), no Estúdio Produssom, em São Paulo.

Verônica, que é reconhecida nacional e internacionalmente pelo seu trabalho como Madonna Cover, trouxe nesta noite quente o espetáculo Roberto Carlos Experience, que consiste em apresentar versões mais voltadas ao rock and roll aos clássicos do “Rei” e maior ícone da Jovem Guarda.

Antes de falar do show, vale citar que a decoração do espaço para a realização da festa. O local estava com puffs, o que deu um ar bem intimista, mostrando que os presentes não eram “consumidores” de arte, mas sim, amigos, apoiadores e incentivadores.

Às 21:25 o espetáculo teve início com Além do Horizonte, mostrou além da faceta mais rock um contraste interessante: a voz fina de Verônica, que é inspirada nas musas pop oitentistas como Paula Abdul, Debbie Gibson e (claro) Madonna, que além de ser totalmente funcional nas músicas, das quais falarei a seguir, consegue juntar diversos públicos, desde os fãs de festas retrôs até os fãs de animes.

Acompanhada de uma banda fora de série composta por  Cauan Medeiros (bateria), Fernando Vinhas (teclado), Toninho Gulin (baixo) e Lucas “Papito” Paolini (guitarra), o time fez um espetáculo a parte, pois por todos terem destreza em seus instrumentos, deixavam as canções ainda mais intensas, como Quando e até mesmo É Preciso Saber Viver. Era apenas o começo...

Verônica Pires e Banda
João Messias Jr.
... Estrada de Santos foi um dos momentos mais bonitos da interpretação, pois a canção recebeu uma pegada mais bluesy e solos melancólicos que me renderam lágrimas no rosto, assim como O Portão, que Verônica dedicou a mãe (já falecida) recebeu uma interpretação poderosa e cheia de feeling, que deve ter ficado na mente de todos que estavam lá.

O alto-astral voltou com Se você Pensa, que fez alguns levantarem de seus lugares e dançar, tamanha energia boa! É pertinente dizer que mesmo nas canções mais emotivas, o espetáculo é pra lá de positivo, que manteve essa vibe com Eu Te Darei o Céu e Como 2 e 2, que aqui virou uma balada bluesy, que os oitentistas vão amar!

Não Vou Ficar, de Tim Maia e regravada pelo Rei, manteve o clima e pegada soul, com solos caprichados, aliás, vale dizer que apesar de jovem, Papito embora dono de uma técnica refinada, não fica exibindo pentatônicas e complexidades, fazendo tudo com muito feeling.

Reta final

Após a “power ballad” Eu te Amo, a banda executou Tava Pensando, música
Verônica Pires e banda
João Messias Jr.
autoral do grupo, que possui duetos marcantes de guitarra e teclado, além do jeitão pop retrô delicioso, que agradara aos fãs de música boa.

O espetáculo (quase) se encerrou com as apoteóticas Que Tudo Vá Para o Inferno e É Proibido Fumar, que incendiou os presentes, que não deixaram a banda sair do palco sem um bis, que foi prontamente atendido com O Portão, numa apresentação irrepreensível e que com toda a certeza me fez pensar que se não tivesse visto, ficaria muito chateado.

Parabéns Verônica e banda, pois esse show é a prova viva de que é possível sim mostrar música de qualidade e feeling com muita criatividade e bom gosto. É por essas oportunidades que a cada dia que passa, sinto mais orgulho de ter escolhido o jornalismo como carreira e oportunidade!

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