9 de fevereiro de 2015

REXOR: "COM AS INFLUÊNCIAS DE CADA UM CONSEGUIMOS FAZER VÁRIAS COISAS SE TRANSFORMAREM NUMA SÓ"

Em meio a tantos estilos tocados em profusão,como o prog e o black metal, faz muita falta ouvir aquele hard mais pesado e direto (para alguns chama-se heavy rock). Mas parece que essa "dor e agonia" foram parcialmente estancadas com o lançamento de "Powered Heart". Lançado em 2014, o CD alia músicas bem tradicionais como a faixa-título, "H.M.F." e "Sinners", além de uma bela balada, "Seal of My Heart", num resultado bem balanceado e homogêneo, o que é ponto para Wash (voz), Wander Cunha (guitarra), Adrian Fernandes (baixo) e Gleison Torres (bateria).

Em entrevista feita com o baixista Adrian, ele nos conta dos primeiros tempos, das músicas do trabalho e algumas façanhas conquistadas pelo grupo nesses 15 anos de carreira, além de uma agradável novidade no fim da matéria!

Por João Messias Jr.

Powered Heart
Divulgação
NEW HORIZONS ZINE: A banda possui 15 anos de estrada e neste tempo lançou apenas dois registros: o EP “H.M.F.” e o álbum “Powered Heart”, dos quais falaremos no decorrer desta entrevista. Conte-nos o porquê de terem lançado poucos materiais desde a fundação do grupo.
Adrian Fernandes: Essa demora acabou acontecendo devido a vários fatores, desde trocas de integrantes até tempo para fazer as coisas. Temos músicas próprias desde 2002, que foram feitas quase que de primeira, mas temos outras que foram lançadas somente agora no “Powered Heart”, por não estarem de acordo com o que queríamos, no caso, a Evil Knights, Sinners, Blood Swords. Sempre faltava aguma coisa ou um pequeno corte nas músicas. Cada integrante tem seu trabalho fora da música, daí sobra pouco tempo para se dedicar completamente a banda.
                        
NHZ: O grupo possui uma proposta musical interessante, pois resgata aquela sonoridade do heavy/rock, que lembra nomes como Widowmaker (o do Dee Snider), Van Halen (Sammy Haggar) e os primeiros discos do Manowar e Accept. Como foi desenvolver essa sonoridade e o que acham das bandas citadas?
Adrian: Porra cara, é uma honra muito grande ter essa citação, desde o início sabíamos o que queríamos, era resgatar os anos 80 de covers “lado B” ao som próprio. Com certeza esse foi o resultado das influências de cada um, juntos conseguimos fazer várias coisas virar uma coisa só.  

NHZ: Em 2008 lançaram o EP “H.M.F.” abriu muitas portas para o grupo, pois após seu lançamento a banda participou do “Metal Battle”(seletiva paulista para o Wacken Open Air), figuraram na revista Roadie Crew e fizeram a abertura para o Grave Digger em São Paulo. Qual a importância desses eventos para o crescimento do Rexor?
Adrian: Estamos falando de grandes momentos para o Rexor, uma banda do extremo leste de São Paulo, como tocar com nomes do metal nacional da década de 80 como (Mario Partore, Ricardo Ravache), e com uma de nossas influências, o  “Grave Digger”. Não poderia ter sido melhor e pra fechar, saímos em destaque na sessão “Garage Demos”, da revista Roadie Crew. Cada evento ou participação por menor que seja, tem uma grande importância para nós. Não podemos citar todos aqui, mas agradecemos cada um deles.  

Rexor
Divulgação
NHZ: Seis anos depois, foi lançado o debut “Powered Heart” em que a alquimia musical é aperfeiçoada e em 40 minutos temos uma audição linear com momentos que vão do hard ao heavy, numa produção equilibrada, feita pelo guitarrista Wander Cunha. Como foi serem produzidos por um músico do próprio grupo?
Adrian: Não poderia ter sido melhor! Não adianta passar isso para um cara de fora que não acompanhou a trajetória da banda, ele só vai fazer o melhor dele, isso não quer dizer que seria melhor pra nós. Estamos satisfeitos com o resultado, isso responde o porquê da demora de seis anos. O Wander é muito perfeccionista e não aceitava um “ta bom assim” (risos). Tinha que ser um “ficou muito foda!”.

NHZ: Vamos falar um pouco das canções do álbum. A tradicional Blood Swords, junto com os riffs viciantes da faixa-título e as vocalizações de Sinners são os carros-chefe do trabalho. Qual a reação do público ao executarem essas canções nos shows?
Adrian: Interessante essa pergunta, porque ainda está difícil respondê-la, por termos colocado pedal duplo em alguns sons, apostamos na Blood Swords. Ela tem essa pegada de início ao fim, mas não é uma das que chama atenção. A  Sinners sim, a galera já conhecia há algum tempo e com a retirada da introdução, ficou mais direta.
Mas um som que a galera passou a gostar depois que ouviram no álbum Powered Heart foi a H.M.F, ela também existia há um tempo, mas não funcionava, não sabemos o porquê. Hoje não podemos deixar de tocar, To Keep On Rocking “Heavy Metal Forever”.

NHZ: Falando em palco, conheci o grupo quando foram uma das bandas de abertura para os canadenses do Skull Fist. Vale lembrar que apesar de transitarem entre o hard e o heavy, o Rexor era a banda “diferente” do evento e a que mais arrancou aplausos da galera. Como encaram essa oportunidade de se apresentarem para grupos com uma proposta musical não tão similar a do Rexor?
Adrian: É bem por aí, muito legal isso, o bicho ta pegando aí vem o Rexor pra acalmar tudo (risos). Talvez isso faça a diferença. Em todos os eventos nós somos a banda “diferente”, e como isso esta dando certo, pretendemos continuar assim.

Wash, João Messias e Adrian
Arquivo Pessoal
NHZ: O ponto alto fica para a balada “Seal of My Heart”, que lembra as baladas de grupos como Poison, Journey e White Lion, além de ter tudo para fazer bonito nas rádios rock daqui. Já pensaram nessa possibilidade?
Adrian: Achamos que toda banda que lança seu material espera ter sua música na rádio, caprichamos na “Seal of My Heart” para isso acontecer, mas infelizmente isso não acontece aqui, não param pra ouvir uma banda “nova” nacional cantando em inglês. E as que cantam em português tem que participar de uma votação do público para uma única banda ser selecionada. Lamentável!

NHZ: Com um bom disco na mão, quais os planos do grupo em relação ao exterior?
Adrian: Estamos esperando o convite, estamos com uma divulgação legal lá fora, pessoal comprando nosso álbum, inclusive a demo foi bem distribuída quando lançamos, gostaríamos muito de mostrar nosso som para eles, mas até o momento não conseguimos nenhum contato para fazer isso acontecer.

NHZ: Obrigado pela entrevista. Deixem uma mensagem para os leitores do NEW HORIZONS ZINE!
Adrian:.
Estamos para Gostaríamos de agradecer “João Messias Jr” e a “New Horizons Zine” pela oportunidade relançar o álbum “Powered Heart” com a capa nova e alguns bônus, aguardem!

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