17 de fevereiro de 2015

PHRENESY: COMBINANDO PAIXÕES

Quinteto de Brasília une a combinação de dois desejos em seu debut álbum: a vontade de bangear ao som do thrash acompanhado de sua bebida favorita

Por João Messias Jr.

Phrenesy
Divulgação
Queijo com goiabada, café com leite e nomes de duplas sertanejas são alguns exemplos de complementos que separados perderiam parte do sucesso que possuem.

Usei este exemplo para destacar o quinteto brasiliense Phrenesy, que com o seu debut, The Power Comes From the Beer, une a vontade de curtir e bangear ao som do bom e velho thrash saboreando sua bebida favorita, cuja capa feita por Ygor Morato entrega as sensações logo de cara.

Adeptos do thrash oitentista com alguns resquícios death, o quinteto formado por Wendel Aires (voz), Tiago Teobaldo (guitarra), Jabah Reivax (guitarra), Ronny Lobato (baixo) e Jósefer Ayres (bateria) possui como principal ingrediente em seu som a energia, presente em todas as faixas do disquinho, apesar do começo lento de Dirty Game sugerir algo na linha Xentrix, os caras pisam fundo, como nas contagiantes Destroyed e Exploding In Rage, essa com alavancadas irresistíveis.

Junto das canções, algumas mensagens "subliminares" se fazem presentes (o abrir de latinhas), como na faixa-título, que possui passagens bem trabalhadas e backings próximos de grupos como S.O.D., além de um groove bem encaixado. 

Fuck You With Your Lies chama a atenção pelas guitarras melódicas, enquanto This Is Extreme é bem hardcore e o encerramento com Contra Tudo Contra Todos vai nessa linha, só que com guitarras beiram bandas brazucas como Chakal, Attomica, Taurus e Restless, além de um refrão que gruda na mente.

A produção de Caio Duarte (Dynahead, Miasthenia) deixou tudo bem equilibrado e homogêneo, mostrando que é possível ter um som limpo e nítido sem comprometer a massa thrash, o que é mais um ponto para os caras.

Não vou falar mais nada, pois ficar ouvindo The Power Comes From the Beer me deu vontade de ir na dispensa, abrir o armário e pegar as coisas para fazer aquele cafezinho...sim, você leu isso mesmo, o bom, velho e eficaz café, que como o thrash metal sobrevive a todas as modas e permanece em destaque no coração das pessoas.

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