20 de fevereiro de 2015

BLACKNING: DE THRASHERS PARA THRASHERS

Trio possui em sua formação ex-integrantes de grupos como Woslom, Andralls, Postwar e a música do grupo bebe no thrash com pegada brasileira

Por João Messias Jr.

Order of Chaos
Divulgação
Com passagens por bandas como Andralls, Woslom e Postwar, os experientes Cleber Orsioli (guitarra e voz), Francisco Stanich Jr. (baixo) e Elvis Santos (bateria) juntaram forças e juntos formaram o Blackning, que pouco mais de um ano depois lançaram o primeiro trabalho, o álbum Order of Chaos.

É obvio dizer que musicalmente felizmente não temos surpresas, pois o que os caras fazem é o bom e velho thrash metal, com uma pegada brasileira, bem caracterizada pelos vocais, que numa primeira audição, agradará mais aos fãs de Andralls do que Woslom, Mas a audição do disquinho revelam novos detalhes não vistos nos trabalhos anteriores dos caras, como os momentos cheios de groove e melodias mais apuradas, embora a base seja a quebradeira de pescoço, se é que me entendem.

Thy Will be Done (cujo vídeo pode ser visto no Youtube) inicia o disco de forma direta, além de mostrar o que vem pela frente nos quesitos peso e velocidade. Terrorzone é bem agressiva e com refrão instigante, enquanto Unleash Your Hell tem tudo para ser uma das preferidas nos shows. Chegando em sua metade, o álbum começa a revelar algumas boas surpresas. Death Row possui muitos momentos grooveados e ganha solos cheios de melodias. Censored Season alterna os idiomas português e inglês e o trabalho se encerra com uma versão bem pessoal para Children of War (Overdose), que deve ter orgulhado a turma dos mineiros.

Produzido por Fabiano Penna (que dividiu os solos em algumas músicas), Order of Chaos tem uma qualidade muito boa, que deixou tudo claro e preservou a sujeira necessária para um disco do estilo. 

Não ha mais palavras, o Blackning é para os thrasher, pois é feito por fás para fãs!

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