26 de fevereiro de 2015

WAGNER GRACCIANO: ROCK INSTRUMENTAL NA TERRA DO SERTANEJO

Guitarrista goiano explora fusão variada de ritmos em seu primeiro álbum "Across the Universe"

Por João Messias Jr.

Across the Universe
Divulgação
Se perguntar ao público sobre as riquezas que Goiás exporta para outros cantos, alguns dirão duplas sertanejas, outros as águas quentes de Caldas Novas e os mais fanáticos, os gols de Túlio Maravilha. Embora proporcione/proporcionou tudo isso, o estado localizado no Centro Oeste do país produz rock dos bons, em especial a música instrumental, por meio de guitarristas talentosos como Walsuan Miterran e Wagner Gracciano, que lançou em 2013 o álbum "Across the Universe", o qual falaremos linhas abaixo.

Com um repertório que abrange estilos variados como o rock, jazz, fusion e o gospel americano, o guitarrista transborda versatilidade e bom gosto, se saindo bem em todas as vertentes exploradas, embora os momentos mais na linha Satriani chamam a atenção de primeira, como Journey Into the Unknown, que eleva o astral lá nas alturas com tanta positividade que a canção emana.

A seguinte, Broken System é mais introspectiva e cria um interessante contraste, assim como a faixa que nomeia o CD, com belas melodias. À partir daqui, a bolachinha ganha outros contornos, passeando pelos estilos citados no parágrafo anterior, onde os coros de As A Prayer chamam a atenção, assim como a progressiva Act I (A Breath of Life), que retoma o pique adrenalínico inicial.

Act III (The Evil Governement and the Birth of God) é a mais pesada e variada, alternando cordas graves com momentos mais suaves, que é a deixa para Act IV (The Ressurection, the Victory and Eternity), que encerra o trabalho esbanjando positividade, o que é facilmente desvendado devido a orientação cristã, tendo as passagens bíblicas que inspiraram as canções no encarte.

Talvez o fato de "Across the Universe" ser tão variado, pode dividir opiniões, mas comentários e discussões a parte, não há como negar que se trata de um material bem trabalhado e o mais importante: mostra que a música instrumental não fica restrita a São Paulo.

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