16 de novembro de 2008

OLD AND NEW SONGS...


Elegy – Supremacy
(8,5)
T&T – imp


Nos anos 90, deu-se o “BOOM” do METAL MELÓDICO, e conseqüentemente milhares de bandas surgiram, mas poucas sobreviveram e este quinteto holandês merecia mais sorte.
O álbum tem tudo que um fã do estilo gosta: bumbos velozes, guitarras “VESPAS LOUCAS” e um vocal que alcança as notas mais altas, mas aqui tudo funciona (e bem).
O vocalista Eduard Hovinga é dono de uma bela voz, e sabe onde usá-la, seja nas músicas velozes (Windows of the World, Angels Grace, Circles in The Sand), e nas baladas (a belíssima Lust for Life), seu timbre nas partes mais melódicas lembra o de Jon Bom Jovi.
Após alguns álbuns, Hovinga deixa a banda, e fica com o PRIME TIME (projeto com André Andresen do ROYAL HUNT) que recruta Ian Parry, dá continuidade na carreira, mas caiu no ostracismo, uma pena!



Poison – Native Tongue(9,0)
Emi – Nac

A banda não passava por um bom momento, com a perda do guitarrista CC De Ville, e como conseqüência lançou um álbum maduro e consistente, em que nada lembrava seus primórdios.
Para a vaga de CC foi recrutado Ritchie Kotzen que tinha um estilo mais bluesy que trouxe muito feeling, onde se destacou também o vocalista Bret Michaels que se mostrou um interprete de mão cheia.
Embora os fãs tenham torcido o nariz, NATIVE TONGUE é um dos melhores discos da banda, perdendo apenas para Flesh and Blood, onde temos ótimas canções como Stand, Ride Child Ride, Body Talk, Until and Suffer (Fire and Ice) e Theatre of a Soul são os maiores destaques de um grande disco que infelizmente não pegou.
Ritchie não ficou muito tempo no posto, sendo substituído por Blues Saraceno (inclusive se apresentaram no Brasil com esta formação), mas os fãs queriam CC de volta, e foi o que a banda fez anos depois (e mantém esta formação até hoje).


Shiva – Desert Dreams(8,0)
Wet – Nac



Muita criatividade desta dupla alemã, composta da gatíssima Anette Johansson (V), e Mats Edström (B, G, K), que mesclam muito peso em seu HARD ROCK, dando muita originalidade no som.
E o show vai para a vocalista, pois ela se sai bem nas músicas rápidas como em Unjustify the Truth (paulada THRASH), The Preacher e Crucufied (um hino para se cantar nos shows) e nas baladas Completely Strangers e Passenger of Life (que lembra aquelas baladas HEAVY dos anos 80).
Altamente recomendado para você que acha que procura renovação no HARD ROCK.



Giant – Time To Burn(9,0)
Sony/Bmg – Nac

Essa foi à banda do guitarrista e produtor Dann Huff, que tem em seu curriculum bandas e artistas como Peter Cetera, Amy Grant, Megadeth, entre muitos outros que faziam um HARD/POP com influências do CLASSIC ROCK, numa mistura muito empolgante.
Além de exímio guitarrista, Dann canta muito, e acompanhado de um time de primeira, detona em faixas como Chained, Lay it in The Line, I’ll be There (When it’s Over), Without You e Stay(cujo clip é muito legal) são os maiores destaques de mais uma de muitas bandas do estilo que mereciam melhor sorte.
Confira!



Testament – The Ritual(10,0)
Warner – Nac


Para muitos, o “PATINHO FEIO” da banda, para mim, um clássico do estilo, pois os músicos mesclaram muita técnica e bom gosto, e por uma dessas ironias do destino, não lançaram o seu “BLACK ALBUM”, pois essa era uma tendência das bandas THRASH do começo dos anos 90, mesclarem o seu som com as nuances do HARD ROCK.
THE RITUAL em quase nada lembra o THRASHÃO característico da banda, se aproxima do HEAVY/HARD trazendo diversificação e guitarras inspiradíssimas de Alex Skolnick e Eric Peterson, além do vocalista Chuck Billy que se adaptou muito bem a nova fase, cantando músicas definitivas como So Many Lies, Electric Crown, Let Go of My World, Deadline e as baladas The Ritual(tétrica) e Return to Serenity, que teve boa aceitação nas rádios rock e na MTV brasileira.
Embora muitos não gostem, é um clássico, pois apesar das críticas, passou no teste do tempo.




White Lion – Main Attraction(8,5)
Warner – Imp


Incrível a maturidade atingida pela banda neste disco (curiosamente os melhores trabalhos de HARD ROCK são estes discos “MADUROS”) unindo grandes canções num disco gostoso de ouvir.
A começar pelos solos e riffs muito bem sacados pelo guitarrista Vito Bratta, que esbanjam feeling e o vocalista Mike Tramp, que com sua voz anasalada cativa o ouvinte nas músicas Broken Heart, Love Don’t Come Easy, She’s Got Everything, Out With The Boys e It’s Over (essa uma lida balada) são os maiores destaques, além da produção caprichada de Ritchie Zito (POISON, MR. BIG, BAD ENGLISH).
Com a baixa do estilo, a banda se desfez, e recentemente o WHITE LION voltou à ativa somente com Mike Tramp, e com planos de um novo álbum de estúdio.




Cornestone – Human Stain(8,0)
Hellion – Nac


Projeto liderado pelo vocalista Doogie White (RAINBOW, MALMESTEN) e pelo baixista/tecladista Steen Mogensen (êx-ROYAL HUNT) onde mostram um som que pode agradar a diversos públicos, do POP ao HARD ROCK.
Musicalmente mesclam HARD e POP com um tempero sinfônico, com destaque para as linhas vocais de Doogie, além dos solos do guitarrista Kasper Daamgard, dignos de guitar hero.
Os maiores destaques são Singing Alone, Midnight In Tokyo e Ressurection Sympathy, com um enorme potencial para tocarem em rádio, sem desmerecer o potencial das outras.
Um bom trabalho que merecia uma melhor divulgação e exposição e que possui mais dois excelentes trabalhos!



Dr. Sin II(8,5)
Jazz – Nac

Ousadia foi o que nunca faltou á essa banda!
Cansados das gravadoras, resolveram gravar um álbum e vendê-lo com uma revista nas bancas de todo o Brasil, e o resultado...
Contando com o vocalista Michael Vescera (LOUDNESS, MALMSTEEN, OBSSESSION), lançam um disco maduro, aperfeiçoando a formula do anterior, INSINITY que empolga em faixas como Time After Time, Gates of Madness, Danger, Fly Away, Pain e o encerramento com Suffocation, além da técnica apuradíssima da banda, que não soa como música de conservatório além do “Eduzinho” tocar uma barbaridade!
Uma pena que essa formação não durou muito tempo, pois acredito que alavancaria ainda mais a carreira do DR. SIN.



Dreamtide – Here Comes The Flood(8,5)
Frontiers – Nac


Com as atividades suspensas do FAIR WARNING, o guitarrista Henge Engelke monta esse novo grupo que segue uma linha bem parecida com a de sua banda anterior, um HARD ROCK com toques sinfônicos, embora aqui as influências POP sejam mais evidentes.
E um dos responsáveis por isso é o vocalista Olaf Seinkbeil que possui um timbre bem Sammy Hagar (êx-VAN HALEN) que dá um molho legal no álbum como em Across the Line, I Take the Weight off Your Shoulders (se rolasse “JABÁ”, essa música faria sucesso nas rádios) e a hipnotizante Come With Me com o seu refrão grudento.
Grande disco!



Sadus – A Vision Of Misery(9,0)
Roadrunner – Nac


Um dos melhores e mais criativos álbuns de DEATH METAL (ao lado do SYMBOLIC do DEATH) que estava muito a frente do seu tempo e quinze anos depois, ainda soa fresco e atual.
Com destaque para as linhas vocais insanas de Darren Travis mescladas a técnica absurda da banda, onde se destacam músicas como Under the Knife, Slave to Misery, Through the Eyes if Greed, Facelift e Throwing Away the Day, onde outro atrativo são as criativas linhas de baixo de Steve Di Giorgio (DEATH, SEBASTIAN BACH, e tantos outros), que fazem deste um dos melhores álbuns do estilo!
Para quem ficou interessado, quando você estiver lendo essa resenha, a banda já passou por essas terras numa tour com o OBITUARY(outra grande banda)!



Imago Mortis – Vida: The Play Of Change (9,0)
Die Hard – Nac


Loucura total é o que temos nesse segundo álbum desse quinteto carioca que faz um som instigante e pouco convencional.
Parte disso tem a ver com o conceito do álbum, que retrata a vida terminal de uma pessoa (os músicos “ESTUDARAM” pessoas nesse estado para criarem o álbum), daí a carga forte de tristeza que compõe o álbum.
Musicalmente a banda mescla várias vertentes do METAL, desde o DOOM, BLACK, HEAVY e o PROGRESSIVO, onde destacamos músicas como Envy, com uma levada empolgante, Me And God, e The Silent e The Silent King, embora o disco seja homogêneo, além dos vocais de Alex Voorhess, que lembram um pouco os de Wagner Lamounier (SARCÓFAGO).
Outro destaque é a porção multimídia com um oráculo numa espécie de jogo, que tem tudo a ver com a temática VIDA.
Mais um grande nome do Underground nacional!

Nelson – After The Rain(9,5)
BMG – Nac

Essas caras aí da foto fizeram um sucesso enorme aqui no Brasil (principalmente com a mulherada), com seu HARD/POP extremanente grudento e compentente.
Destaco as músicas After The Rain, Only Time Will Tell, Desire, More Than Ever, Everywhere I Go, Love and Affection e Bites And Pieces (cantada pelo vocalista John Cathcart) num disco que só tem música legal.
Outra curiosidade são as figurinhas carimbadas que estavam no line-up: o baterista Bob Rock (que produziu METALLICA, THE CULT, BON JOVI) e o tecladista Paul Mirkovich (WHITESNAKE, THE CALLING).


Rosa Tattoada - Devotion (8,0)
Paradoxx – Nac

Se você esperava um som mais açucarado como nos seus dois primeiros discos, se enganou, pois o terceiro trabalho dos gaúchos é um Hard Rock direto e sem frescuras! E isso é apresentado desde o encarte, produção e as músicas, que comentaremos a seguir.
Dando início ao massacre após a intro Ritual, temos as pesadas Cold Lovin Woman, Cheap Thrill e Motor (perfeita para embalar o seu rolê), River of Madness, Broken Bones, Livin’ In a Dead Body até o encerramento com Hangman’s Noose.
Além das músicas citadas, dois aspectos valem ser citados: a bem vinda influências dos mestres do Black Sabbath e a ausência de baladas no disco!
Uma pena que logo aos esse disco a banda sumiu, retornando anos mais tarde e em 2007 lançou o trabalho Rezden Vouz, numa linha mais Rock and Roll!

Taurus – Trapped in Lies(8,0)
Marquee – Nac

Parabéns a Marquee por colocar novamente no mercado essa pérola do Thrash nacional, que soa até hoje como um dos melhores discos do estilo!
Fugindo do padrão power/speed, a banda optou por um som mais trabalhado e com vocais limpos(a cargo de Jeziel, que fazia sua estréia na banda, onde os maiores destaques são as faixas Trapped In Lies, Ária, a balada Behind the Flags e More Than You See, Napalm Taste e os bônus que consistem em versões ao vivo para faixas de várias fases da banda!
Muitos irão sentir falta da versão de Communication Breakdown do Led Zeppelin, mas falando a verdade, pelo formato do relançamento, sua ausência nem é sentida!
Ficamos no aguardo de um disco de inéditas desta grande banda!


RESENHAS: JOÃO MESSIAS ”THE ROCKER”

SEPARATE WAYS

Não há coisa mais triste do que uma separação certo?
No rock não é diferente, pois muitas bandas lançam bons trabalhos, mas de repente seus músicos se separam tomando caminhos opostos, montando outros grupos e lançando trabalhos bem diferentes de seu outro conjunto.
Para estrear nossa seção, nada melhor do que mencionar dois trabalhos que foram muito aguardados no Underground: o retorno do Shaman com Immortal e o primeiro álbum solo de seu êx-vocalista André Matos em Time to Break Free.



Shaman – Immortal
Thurbo – Nac


Uma das notícias que mais chocou na cena nacional foi o rompimento desta banda que para mim, rumava para ser o maior nome nacional do país, principalmente pelo trabalho apresentado no álbum Reason. Mas como tudo tem seu fim, o baterista Ricardo Confessori recrutou novos membros: o guitarrista Leo Mancini (êx-Tempestt), o baixista Fernando Quesada e o vocalista Thiago Bianchi (Karma, Vox), além do tecladista Fabrizio Di Sarno para gravações e apresentações ao vivo, e com esse time gravaram esse Immortal, que se não supera os dois primeiros álbuns, mantém o padrão de qualidade!
E Immortal é composto de ótimas músicas como as fortes Inside Chains e Strenght, a pesada faixa-título, a balada In the Dark e a viajante The Yellow Brick Road(que farão os fãs de Angra do Holy Land suspirarem), embora o maior destaque é o vocalista Thiago Bianchi, que seguramente gravou o melhor registro de sua carreira, e o melhor, ao vivo o cara manda muito bem!
Um grande recomeço e quando você estiver lendo essa resenha, a banda estará fazendo shows pela América Latina e com planos de um giro pelo velho mundo!
Parabéns Shaman!



André Matos – Time to be Free
Universal – Nac

Agora vamos ao outro lado da estória... acompanhado de seus êx companheiros de banda Luis Mariutti(B), Hugo Mariutti(G), Fabio Ribeiro(K) e juntando forças com o guitarrista André Hernandes(G – êx-Angra) e o baterista Rafael Rosa, que só gravou o disco e cedeu o posto para o talentoso Eloy Casagrande e juntos fizeram esse debut que mostra várias facetas desse grande vocalista!
Não é o correto dizer isso, mas o disco soa como uma espécie de coletânea, pois as músicas nos remetem a várias fases do cantor, desde o Viper (A New Moonlight, que na verdade é uma regravação de Moonlight do Theatre of Fate), Shaman(Letting Go, Rio, que é pra lá de empolgante, a faixa título com seus contornos épicos) e até o Angra, como em Remember Why. E não entenda que por lembrar as bandas por onde passou o disco soa clichê, e sim um vocalista que não esqueceu suas raízes, além de mostrar que este estilo não está esgotado!
Assim como o Shaman, André Matos está de parabéns com a sua estréia como artista solo! E quem ganha somos nós, com dois ótimos registros no mercado!

RESENHAS – JOÃO MESSIAS “THE ROCKER”

INTERVIEW: HELLISH WAR


Após alguns anos sem lançar um novo trabalho de estúdio, este quinteto do interior paulista lançou seu novo trabalho chamado Heroes of Tomorrow, que mostra um grande futuro para a banda, pois se por um lado se manteve fiel ao seu estilo, escutando o trabalho percebemos uma banda caminhando cada vez mais para o Heavy Tradicional, o que ao meu ver é muito bom!
Confira entrevista feita com os membros Jr. e Person!

NEW HORIZONS ZINE: Lembro-me que em 2001 a banda lançou o álbum Defenders of Metal e causou um “boom” no Underground, por fazerem um som bem true e com isso vocês conseguiram ótimos cometários em revistas e zines. Vocês esperavam toda essa repercussão logo no álbum de estréia?

JR: Não. Não esperávamos que o Defender fosse ter a repercussão que teve. Dizer que não esperavámos nada também é mentira (risos). Mas não imaginávamos que o album fosse ter o sucesso de crítica que teve. Foi muito gratificante, ainda mais por ser o primeiro lançamento oficial da banda.

NHZ: O debut foi lançado pela gravadora Megahard Records . Como avaliam o trabalho da gravadora e como foi para vocês a gravadora fechar as portas alguns anos depois?
JR:
Os primeiros anos com a gravadora foram bons, pois a mesma disponibilizou o album e fez um bom trabalho de divulgação, mas com o passar do tempo a Megahard Records teve um declinio muito grande, onde não foi surpresa alguma pra nós quando ela fechou as portas.

NHZ: Vocês lançaram o novo álbum apenas em 2008, intitulado Heroes of Tomorrow. Por que um intervalo tão grande entre os dois trabalhos?
JR:
Esse híato de tempo foi devido a problemas com a Megahard Records, pois desde de 2003 eles não tinham mais verba e nem iniciativa de lançar o Heroes, e mesmo assim não queriam nos liberar do contrato. Então quando venceu o contrato em 2005, nós não renovamos. Após ficarmos livres do contrato começamos a pesquisar estúdios para gravação, gravando algumas pré-produções, até que achamos o Sincopa Studios em Campinas - SP.

NHZ: Ouvindo o novo trabalho, percebemos uma banda que apesar de manter-se fiel ao seu estilo, está soando mais para o Heavy Tradicional do que para o true, com destaque para o trabalho de guitarras, que soam em perfeita harmonia. O que os fãs estão achando da atual fase da banda?
JR:
Até o momento todos têm aprovado o novo album e a atual fase da banda, que está mais madura e precisa, afinal estamos com a mesma formação há sete anos. Não tivemos uma resenha negativa que fosse, o que prova eu estmos no caminho certo.

NHZ: Outro destaque do disco é a produção, que não soa “plastificada” como as produções atuais e que privilegia todos os instrumentos por igual, sem destacar esse ou aquele músico. Como foi chegar nesse resultado e se foi algo planejado?
JR:
Chegar a esse resultado foi gratificante pra nós, pois ele ficou superior ao Defender e fez jus a todo este tempo sem lançar nada. Não planejamos nada, apenas saiu naturalmente.

NHZ: Ao lado de bandas como Apocalypse, Laudany, U-Ganga, entre outras, vocês fazem parte da O Som do Darma. Como vocês avaliam esta parceria quais as expectativas nessa nova experiência?
PERSON:
O suporte dado pela Som do Darma ao longo deste ano tem sido fundamental para o sucesso do nosso novo álbum Heroes of Tomorrow. Por intermédio deles, viabilizamos uma estrutura de distribuição em nível nacional. Basicamente, o Hellish War conta hoje com um novo álbum lançado de maneira independente, mas com uma estrutura semelhante à de uma grande gravadora por trás. Em resumo, a parceria com a Som do Darma tem sido excelente.

NHZ: O que vocês acham desse review do metal dos anos 80 e de bandas como Bywar, Violator, Dominus Praelli e Comando Nuclear?
PERSON:
Todas estas bandas que você citou são muito honestas em suas propostas, gosto bastante. A proposta do Comando Nuclear é ainda mais peculiar, pois não é um simples review do metal dos anos 80, mas sim um review da cena nacional, remetendo claramente aos tempos das coletâneas SP Metal. Muito bom!

NHZ: Vocês fariam a abertura do show do êx-vocalista do Iron Maiden Blaze Bailey, mas estas apresentações foram canceladas por problemas de saúde da esposa de Blaze. Qual a sensação de serem “open act” de um artista que já cantou em uma das maiores bandas do planeta e o que acham dos discos que ele cantou na Donzela de Ferro?
JR:
É muito foda. Pois você vai dividir o palco com um artista já consagrado pela música e que passou por uma grande banda como o Iron Maiden. Já tivemos este tipo de experiência quando fizemos opening-act pro Saxon (o próprio Iron Maiden chegou a abrir shows do Saxon em 79) em Curitiba - PR e pro U.D.O. em São Paulo - SP. Mas voltando ao Blaze, cara eu sou fã de carteirinha do Maiden (risos), assim como todos na banda. Quantos aos albuns que ele fez com o Maiden, eu acho muito foda, apesar de Virtual XI ser mais fraquinho que X Factor, mas eu sou maidenmaniaco cara (risos).

NHZ: Fora estes shows cancelados, como estão os shows de divulgação do álbum?
Há planos de tocarem na capital ou em outros estados?
JR:
Os shows vão de vento em popa, estamos tocando bastante. Temos planos e shows confirmados em outros estados como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina. Na capital apesar de já termos tocado recentemente, temos planos de voltar mas nada confirmado ainda. N.doR.: Enquanto você lê esta entrevista a banda estará fazendo shows pela Alemanha!

NHZ: E como o assunto está girando em torno do Heavy Tradicional, citarei alguns discos e queria que comentassem cada um deles: Iron Maiden – The Number of the Beast; Judas Priest – Painkiller; Saxon – Power and Glory; Grave Digger – Heavy Metal Breakdown – Manowar – Battle Hymms.
PERSON: The Number of the Beast:
Clássico absoluto do Maiden, este foi um álbum que marcou grandes mudanças no Iron, já que marcou a estréia de Bruce nos vocais, além de ter sido o último álbum com a participação do batera Clive Burr. O amadurecimento musical da banda era claro, embora alguns resquícios da excelente fase com Paul Dianno ainda se fazem presentes neste album tambem, como se percebe nas faixas Invaders e Gangland. Embora não seja o meu álbum preferido da Donzela, é impossível um músico de heavy metal não ter sido minimamente influenciado por este disco, que contém no mínimo 3 canções clássicas dos heavy metal.

Judas Priest – Painkiller: este é meu álbum preferido do Judas, pois possui todas as características os albuns anteriores, no entanto, com uma dose de peso extra. Qual batera nunca quebrou a cabeça tentando tirar o famoso começo da faixa título? Hell Patrol e Metal Meltdown são as minhas preferidas deste álbum.

Saxon – Power and Glory: Este álbum é uma referência quando se fala da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), e provavelmente o Biff Byford não agüenta mais cantar este som, depois de tantos anos (risos). Com o Hellish War, já chegamos a tocar uns covers do Saxon em alguns shows, tais como Crusader e Denim n’ Leather.
Grave Digger – Heavy Metal Breakdown: Clássico do metal germânico, grande debut do Grave Digger. Chris Boltendahl possui um estilo tão único de cantar, é possível identificar sua voz em qualquer canção rapidamente. O metal alemão é uma grande influência para o Hellish War, sobretudo as bandas Running Wild e o Helloween da fase Walls of Jericho.

Manowar – Battle Hymns: Debut que conta com excelentes canções e que mostra o Manowar ainda construindo seu estilo de tocar heavy metal. Enquanto alguns sons remetem a algo mais hard e contam até com uma pegada mais rock n roll, como na faixa Metal Daze, Battle Hymns apresenta também canções mais épicas, tais como a clássica faixa título e a sombria Dark Avenger. Acho que o Manowar acabou produzindo discos mais consistentes do que este ao longo de sua carreira, tais como Hail to England, Kings of Metal, Triumph of Steel e até mesmo o Louder Than Hell de 1996. No entanto, é inegável a importância histórica de Metal Hymns.

NHZ: Antes de encerrar, é verdade que alguns êx-integrantes do Manowar conhecem o som de vocês? O que eles acharam?
JR:
Sim, é verdade. O Rhyno chegou a ouvir nosso material pelo myspace (www.myspace.com/warhellishwar) e rasgou elogios ao trabalho.

NHZ: Muito obrigado pela entrevista! Deixem uma mensagem aos leitores do New Horizons Zine!
JR:
Gostaria de agradecer a todos do NHZ e todos os nossos fãs e leitores do zine. São vocês que fazem bandas como o Hellish War existir. Muito Obrigado!!! Metal Still Burns!!!



HELLISH WAR – HEROES OF TOMORROW
INDEPENDENTE – NAC


Valeu a pena esperar por tanto tempo pelo novo trabalho deste quinteto do interior de São Paulo, onde nos mostram uma grande evolução e maturidade.
A começar da produção já citada nesta entrevista e o estilo, que deu uma guinada para o Heavy Tradicional, que com certeza foi muito positivo para a banda, principalmente para as guitarras de Vulcano e Daniel Job, mesclando ótimos riffs e solos!
E para mostrar que os caras não estão para brincadeira, o disco tem mais de uma hora e não soa cansativo para os nossos ouvidos e com isso Heroes ganha um ar épico, onde seria uma enorme covardia ficar destacando esta ou aquela faixa, esse trabalho é para ser ouvido por inteiro!
E que não demorem mais tanto tempo para lançarem outro trabalho!

www.myspace.com/warhellishwar
http://www.hellishwar.net/


FOTO: DIVULGAÇÃO
RESENHA E ENTREVISTA: JOÃO MESSIAS “THE ROCKER”

OLD AND NEW IMAGES...


Alice Cooper – Live At Montreaux
ST2 – Nac (9,0)


Muitas pessoas dizem que o camaleão do rock chama-se David Bowie, mas esse título bem que poderia ser dado a este vocalista que há praticamente quatro décadas vem sempre se reinventando e lançando grandes trabalhos, e o melhor tendo sua grande parcela de fãs fiéis!
Este DVD de 2005, como o título sugere, é a apresentação da Tia Alice neste festival, que já reuniu nomes de grandes artistas como James Brown, Suzanne Veja, entre outros fez uma excelente apresentação e neste show ele contou com músicos de primeira linha como os guitarristas Ryan Roxie(o cara não para um minuto) e Damon Johnson, o baixista Chuck Garric e o multi bandas Eric Singer nas baquetas, que executaram suas partes com uma precisão absurda!
O show em si é excelente, e como a tia Alice estava num processo de volta as raízes as músicas soam mais orgânicas e diretas com um grande o resultado como em Gimme, Gimme; Woman of Mass Distraction, Department of Youth, Dirty Diamonds, Steven, Schools Out e o mega-hit Poison, onde a “linha de frente” é um show a parte executando os backing vocals, além é claro do espetáculo teatral que sempre fez parte das apresentações de Cooper, com destaque para sua filha Calico, que no final do show faz uma grande sátira a rica e frustrada Paris Hilton.
Apesar do DVD conter basicamente o show e um CD do áudio do mesmo, ele vale ser adquirido, pois pense comigo: que artista que está a quarenta anos na estrada faz música com qualidade e competência?


Kreator – Enemy of God Revisited
Hellion – Nac (8,5)


Thrash never Dies!
Muito legal ver este quarteto alemão que apesar das mais de duas décadas de estrada mostra que ainda tem muita lenha para queimar!
O conteúdo desse DVD é o show do Wacken de 2005, onde a banda fez uma performance arrasadora, com o vocalista/guitarrista Mille Petrozza sendo um verdadeiro frontman, enlouquecendo a galera e incentivando cada vez mais os mosh pits, além de seus asseclas segurando muito bem as pontas no show, com destaque para o guitarrista Samy Sli Sirnio, e o baixista Christian Giesler, que não para de agitar um minuto.
A banda fez um set destacando o excelente Enemy of God, com a matadora faixa titulo Impossible Brutality e a melódica Voices of the Dead, mas que não faltaram os clássicos como Terrible Certainity, Violent Revolution, Betrayal, Flag of Hate e Tormentor, onde apesar de ser um shoe curto, com pouco mais de uma hora de duração!
Além do show o DVD contém os clipes do álbum Enemy of God, making of e um três músicas ao vivo em um programa de TV, além de um CD bônus que contém um álbum Enemy of God remasterizado em versão 5.1 com duas faixas ao vivo!
Mesmo tendo passado por um período difícil nos anos 90, talvez devido a alguns álbuns experimentais que lançou, como o excelente Endorama, é uma banda que merece esse excelente momento, e que venham grandes álbuns pela frente!
E como havia dito no início desta resenha: THRASH NEVER DIES!!!

RESENHAS: JOÃO MESSIAS “THE ROCKER”

INTERVIEW : OLIGARQUIA


Sobreviver sem se prender a modismos e tendências!
Dentre as muitas bandas nacionais que seguem este padrão, uma que merece destaque são os paulistanos da Oligarquia, que em 15 anos de estrada já lançou algumas demos, dois full lenghts e um MCD no exterior e hoje com nova formação se prepara para lançar seu terceiro álbum “cheio”.
Confira entrevista feita com o baterista e fundador Panda Reis(foto acima)!


NEW HORIZONS ZINE: Primeiramente, é um grande prazer entrevistar a banda, que já possui seus 15 anos de muita luta e conquista no Underground. E é justamente por aí que inicio nossa entrevista, pois manter uma banda por todos estes anos é um ato heróico, visto que nossa cena rock/metal em geral é infestada por modismos. Conte-nos como foi se manter vivo no Underground por todos estes anos!
Panda Reis:
Agradeço a oportunidade de divulgar a banda por aqui, e sinceramente o prazer e a honra é nossa cara, ainda mais se tratando de um zine impresso, algo que gostamos e apoiamos totalmente, sempre que nos chamar, aqui estaremos. Não foi e não tem sido nada fácil manter a banda há tanto tempo na estrada e sem parar, sempre nadando contra a maré e se mantendo integra a todas as panelas e intriguinhas que infelizmente existem na cena, mas acredito que ser honesto, sincero e saber exatamente o que se quer da banda é o que manteve a banda na ativa por dezesseis anos, escolher as pessoas certas para ocupar o lugar de algum integrante que sai também ajudou a manter essa banda viva e atuante por tanto tempo.

NHZ: E em todos estes anos, além das demos Conviction of the Death e Really to be Dead, a banda lançou no Brasil os álbuns Nechropolis e Humanavirus pelas gravadoras Destroyer e Mutilation respectivamente. Qual foi a repercussão destes trabalhos.
Panda:
Tudo que lançamos e que lançaremos será sempre pensando no underground, distribuir e divulgar no underground, e tendo em vista aonde divulgamos e como o fazemos, a aceitação sempre foi muito interessante, sem aquela conversinha de “vendemos bem pra caraio” que muitos falam, pois underground é mil, três mil ou cinco mil cópias, e só! A parada não é a quantidade de cds, mas aonde eles chegaram e á quem alcançou, quanto a isso podemos dizer que conseguimos ter um resultado muito bom, seja qualquer desses lançamentos, o foda é que todo nosso material esta fora de catálogo, isso é uma merda!!! Pois não acho que isso tenha que ser assim, por outro lado mostra que conseguimos esgotar os estoques de nossos cds, se hoje estamos aqui dando entrevista pra vocês é graças à repercussão desses discos.

NHZ: Poucas pessoas sabem, mas vocês chegaram a lançar em 2004 um MCD no exterior chamado Enslave by Light pela Dark Profanation Records. Há quatro anos atrás, a internet ainda não estava tão acessível aos brasileiros. Como foi ter essa experiência de lançar esse trabalho em outros países?
Panda:
É verdade!!! Todos se surpreende quando falamos desse material, até por que não chegaram cópias no Brasil e creio que nem na América do Sul, mas já sabíamos que seria assim, pois até tentamos na época que estávamos fechando esse lançamento, falamos com alguns selos, mas nenhum se interessou realmente em lançar aqui, alguns selos específicos de black metal, se recusaram por não querer misturar black metal com death metal (nunca entendi qual seria o problema nisso??). Ele repercutiu bem pela Europa, e recebemos ótimas críticas por lá, mas é praticamente a mesma coisa, distribuído no underground e mantido no underground, o legal é que recebemos e-mails e cartas dos gringos querendo saber mais sobre a banda e isso ajudou a divulgar um pouco mais a banda por lá, se aparecer outra oportunidade repetiremos a dose com certeza.

NHZ: Mas alguns anos depois, a Oligarquia passou por grandes mudanças de formação, que recentemente estabilizou seu line-up. Queria que vocês apresentassem os novos membros e o que podemos esperar dessa nova formação?
Panda:
Mudamos a formação no início desse ano pra ser mais preciso, mudamos de vocalista, que também tocava guitarra, então aproveitamos a saída dele e decidimos realizar um desejo antigo, colocar um cara só pra cantar e outro só pra tocar a segunda guitarra, e escolhemos o Roque para fazer a guitarra e o Max Hideo pra cantar (cantar??? há, há, há!!!), no meu ponto de vista a banda ficou mais forte, pois além de o timbre do Max ser mais forte, ele diversifica bem mais os tons e timbres, sem contar à postura no palco que acredito que tenha ficado mais agressiva com a entrada do Roque transformando a banda em quinteto. Mas no geral é a mesma banda com dois caras diferentes, porém saiu um e ficaram três, a alma continua aqui, até por que fui eu que criei o nome, montei a banda e chamei os caras pra tocarem, isso lá no início de 1990, ou seja, o karma continua comigo, só arrumei mais gente pra ajudar a carregar há, há, há!!!!

NHZ: Mudando um pouco de assunto, essa pergunta eu fiz também para o Penna (The Ordher), e queria saber o que vocês acham que falta para o Brasil se consolidar como pólo mundial da música extrema, pois temos muitas bandas de qualidade e selos e produtoras que acreditam nelas. Comente a opinião de vocês a respeito!
Panda:
Cara o problema aqui é a economia, as condições estruturais do País, isso tudo trava cara, em um País que mais de 70% é fudido de grana, aonde a musica não é tratada com o devido respeito e nem a musica underground é vista como arte cultural, como poderemos ter o mesmo patamar que os países aonde o governo incentiva, investe e potencializa a criação de novos músicos, novos artistas??? O problema aqui é que queremos nos equiparar com eles sem a estrutura deles entende? meu modo de ver é que temos muito mais qualidade e garra, pois se tivéssemos as mesmas estruturas e apóio, teríamos uma cena muito mais foda, mas não é assim... aqui é foda até pra comer, imagina ter uma aparelhagem de primeira, aqui o Estado não te da saúde, saneamento básico, estudo de qualidade, quanto mais incentivo pra você ter cabelos longos, ser tatuado e tocar em uma banda de metal!!! há, há, há!!! Pra nos consolidarmos como potencia na musica não falta nada, já somos uma das potencias do estilo, é só ver que todas as bandas vem pra cá, todas falam daqui como o paraíso, o que pega é que temos que parar de querer ser a Europa, temos uma cena muito mais atuante com condições bem abaixo da deles...

NHZ: Quase todos os membros da banda possuem outras bandas e projetos paralelos. Até que ponto a banda é prioridade para a banda e qual a importância de desenvolver outra atividade musical que não seja o Oligarquia?
Panda:
Sobreviver é a prioridade há, há, há!!!! A Oligarquia é a banda principal de todos e fazemos tudo primeiro para a Oligarquia, depois vem os projetos e outras bandas que é necessário para distrair e desenvolver outro lado musical saca?? em outras bandas toco vários estilos diferentes, e desenvolvo projetos paralelos que não é necessariamente musical, mais político/social, muita gente não entende isso... cara no Brasil não da pra viver de banda, então procuramos nos divertir, apesar de levar a banda muito a sério, mas parceiro, eu tenho 35 anos, desses vinte dedicados ao underground e 16 ao Oligarquia, acho que prioridade musical mais forte que a Oligarquia não tem... não vemos a musica de uma forma rancorosa, séria e chata!!! Queremos continuar lançando discos, saindo em turnê e recebendo o respeito da cena mundo a fora, mas nunca sonhei em viver disso, pois pra viver da musica você fará disso sua profissão, o que Poe o pão na mesa e o leite das crianças e se isso ocorrer, a probabilidade de ter que ceder aceitar e me calar se tornaria grande, por isso nunca pensei viver disso, pois assim escreve sobre o que eu quiser, critico o que eu quiser sem ter que me curvar!!!! Se fosse ao contrário não teríamos a liberdade que temos hoje na Oligarquia... somos o lado B do underground e continuaremos aqui, assim ninguém pode dizer o que fazer...

NHZ: Bom, falando novamente na banda, se contarmos o tempo do MCD e do Humanavirus, já se vão quase cinco anos sem lançar um álbum. Como estão os preparativos para esse novo trabalho e o que podemos esperar do Oligarquia 2008/2009?
Panda:
Caraio!!! O tempo passa rápido né irmão??? Cinco anos mesmo... devemos lançar o cd novo esse ano ou no início do ano que vem, e todos podem esperar um cd de death metal old school sem frescura ou inovações, apenas garra, força e sinceridade!!!! E seguiremos com uma turnê pelo Sul, Sudeste e Centro Oeste em 2009, e ainda nesse ano, seguiremos para uma Tour pela América do Sul, se tudo der certo passaremos por países como Chile, Peru, Argentina, Equador e Paraguai... temos muito que fazer...

NHZ: Panda, você irá participar do novo trabalho dos mineiros do U Ganga, que conta com o vocalista Manu Joker(êx-Sarcófago). Como é participar de uma banda que embora extrema soe bem diferente do que estamos acostumados a ouvir de você no Oligarquia?
Panda:
Porra, mó honra pra mim participar do trampo novo dos meus irmãos do U-Ganga, cara quando o Joker me chamou pra fazer uma participação no novo disco dos caras, fiquei feliz pra caraio!!! porra admiro pra caraio tudo que Joker fez no Sarcófago e gosto do que ele vem fazendo com o U-Ganga, o Joker era o batera do Sarcófago, então eu bebi muito na “fonte Joker” há, há, há!!! E de repente ele me chamar pra participar de uma musica com ele foi sensacional!!!! Não vejo problema em participar de uma banda que seja diferente, faço isso o tempo todo não só em participações com outras bandas, mas também em meus projetos paralelos... cara pra desespero dos ignorantes, já participei de bandas e projetos muito mais “distantes” do som que faço na Oligarquia, curto esse lance de desafios, tocar com pessoas diferentes, estilos diferentes, não vejo problema em participar em musicas que não tem nada a ver com o som que faço, é desafiador, é novo, diferente saca?? Gosto pra caraio dessas paradas... no caso do Joker e do U-Ganga é pesado, tem muito de metal e hard core ali e me senti em casa, já teve outras participações que tive que estudar os sons dos caras, de tão fora do meu mundo musical, o legal é quando você termina e percebe que fez um bom trabalho, isso mostra que você pode tocar qualquer coisa, e isso pra um músico é uma das melhores sensações que se pode ter...

NHZ: Amigos, mais uma vez agradeço pela matéria! Deixe um recado aos leitores do New Horizons Zine!
Panda:
Cara somos nós que agradecemos pelo espaço cedido, e pelo apóio dado a Oligarquia, e queria dizer que sempre será um prazer participar da publicação, espero aparecer aqui no futuro... Valeu a todos que conseguiram ler essa entrevista até o final, e queria deixar claro que as idéias e opiniões que estão nessa entrevista são minhas, e não quer dizer necessariamente que os demais cara da banda compactuem em 100% com as minhas idéias!! Espero que o nosso novo cd, que deve sair ou no final desse ano ou começo de 2009, chegue á todos vocês, e que todos gostem do nosso death metal old school, nos veremos por ai na estrada, e acessem nossos sites, mantenham contato e vamos movimentar a cena!!! O underground é maior e mais importante que as bandas, que qualquer uma delas, nunca se esqueçam disso irmãos!!!!!


MY HONOUR: PEDRA


Formado por músicos que fizeram parte de grupos como Big Balls, Patrulha do Espaço, A Chave do Sol, entre outros este quarteto vem com uma proposta de certa forma diferente num mar de tanta mesmice: rock and roll cantado em português com influências de diversos estilos como samba (o de raiz), MPB, pop sem soar piegas e apelativo para tocar nas rádios. E pode se dizer que com seus quatro anos de existência, já possuem uma grande leva de fãs!
Segue abaixo as resenhas de seus dois discos de estúdio!


Pedra - Idem
Amelis - Nac

Taí uma banda que pode ser a trilha sonora perfeita quando você dirige, de preferência sem pressa, pois o conteúdo deste álbum nos faz pensar e refletir(e muito)!
Mesclando Hard Rock, MPB, Samba(das antigas) e Classic Rock, quatro músicas mercecem atenção: Sou Mais Feliz(puta refrão), Reflexo Inverso e Misturo Tudo e Aplico e a balada intimista Amanhã de Sonho, além do talento de todos os músicos envolvidos!
Vale lembrar que assim que saiu este álbum, os caras tiveram a honra de serem banda de abertura do Uriah Heep.
Compre!



Pedra II
Independente – Nac

Uma pequena obra-prima que apesar do pouco tempo de lançamento posso dizer que soa como um disco de vanguarda, que rompe barreiras!
Se por um lado os caras não flertam com o hard, a banda soa mais madura, fazendo um trabalho homogêneo, que não vale ser destacada essa ou aquela faixa e sim curtir e ouvi-lo por inteiro!
E os caras pensaram até nisso, pois Pedra II vem acompanhado de uma revista pra lá de caprichada, onde você vai acompanhado as letras e a trajetória do personagem, fazendo o verdadeiro conjunto da obra!
E como já disse em uma entrevista que fiz com a banda: O Rock tem salvação sim!!!!

RESENHAS – JOÃO MESSIAS “THE ROCKER”
FOTO - DIVULGAÇÃO

RADICALISMO OU BURRICE?

Estava preparando uma matéria para uma minha coluna no Ultra Portal, e como num estalo veio o título desse texto no qual citarei dois fatos que realmente me chamaram a atenção nesses dias.
É sempre aquela velha questão: por mais que se fale, debate ou estuda o assunto, sempre nos deparamos com as pessoas tendo as mesmas atitudes, seja na política, no esporte, na religião ou na música, do qual estarei comentando.
O primeiro foi até de certa forma engraçado, pois por mais cabeça aberta que sejamos sempre enfrentamos certa resistência com alguma banda ou estilo, e olha que sou bem eclético, pois ouço desde pop dos anos 80, cantoras como Amy Grant, Debbie Gibson, Paula Abdul, Shakira, Kelly Clarkson, até bandas de Thrash/Death, e foi com um CD da banda Fresno que se iniciou toda essa “encrenca”.
Sempre a achei diferente das outras bandas que se denominam “emo” ou “From UK”, pois os caras tem “a manha” em fazer boas músicas. Vocês não imaginam a resistência que tive comigo mesmo para comprar o CD, logo eu que me achava livre de preconceitos musicais. Pois é, vencido esse confronto, hoje esse disco não sai do meu som e do meu Mp3 player. Já cheguei nos 30, passei dessa fase(risos)!
O segundo caso é bem mais sério, pois é um relato sobre uma tentativa de agressão ao líder da banda Antidemon no Pará (para quem não conhece, o Antidemon é uma banda de grindcore cristã, cujas letras declamam sua fé de forma direta, doa a quem doer), e segundo a notícia, esses imbecis(supostos fãs de black metal) xingaram a banda de tudo o que era nome e tentaram agredir seu líder, o baixista/vocalista Batista.
Não estou citando esse relato por se tratar de mais uma agressão á uma banda cristã(se ocorresse o inverso mencionaria também), quero dizer por que você vai sair da sua casa, pegar várias conduções, gastar tempo e dinheiro para assistir uma banda que você gosta, ou no caso de um festival, procure respeitar, pois quando você comprou ingresso já sabia quais bandas participariam.
Chegam a ser alarmantes como ocorrem mais e mais casos no mundo, desde curtir ou não uma banda por causa do rótulo ou porque ela não vai de acordo com suas crenças.
Parece que quanto mais lemos, estudamos, caminhamos para trás, basta ligarmos a TV e assistirmos tanta violência e falta de cultura. Por essas e outras que as pessoas têm a conclusão errônea que rock é música de pessoas sem ideal!
Perante essas situações você vai dizer o que?


TEXTO: JOÃO MESSIAS “THE ROCKER”

PASSANDO A MENSAGEM

Com influências diversas, quarteto catarinense explora em suas letras a insatisfação contra o governo e corrupção Por João Messias Jr. As pr...