6 de dezembro de 2011

CURSO DE MARKETING PARA BANDAS: AQUI NINGUÉM FICA DE EXAME

Imagem extráida do site:
http://www.topcomcursos.com.br/
Na primeira vez que fora realizado o curso, tinha ficado muito chateado por não ter conseguido ir, mas quando soube que aconteceria novamente, tratei de fazer logo a minha inscrição e pensei comigo: a hora chegou!

Depois de um mês de ansiedade, veio o grande dia, e posso lhes garantir que o conteúdo direcionado ao curso é algo excelente não apenas para as bandas, mas para todos que querem seguir carreira no rock, seja na área de Assessoria de Imprensa, Publicidade, Fotografia e Jornalismo, até porque nem todos os fãs do estilo pensam em montar uma banda.

O curso foi dividido em duas partes nas quais eu chamo de Razão e Emoção, onde a primeira, a "Racional" foi com o Publicitário Alan Albuquerque, produtor do programa To No Palco, onde o mesmo explicou sobre as etapas de Planejamento, Criação de um Nome, algumas coisas de marketing, onde foi mostrada inclusive a Analise Swot (quem estudou Planejamento sabe do que estou falando), importância do uso das cores, fotos, além da coisa mais importante: o profissional tem de ser um empreendedor, e seguir com a sua banda, projeto, revista como um modelo de negócio!

Só que o interessante é que todo esse conteúdo foi passado de uma forma clara e transparente, onde até quem não viu este tipo de matéria anteriormente conseguir gravar sem traumas.

Já a segunda parte, a "Emocional", foi aplicada por Fabrício Ravelli, e um dos diretores do programa To No Palco, além de ser baterista da banda Imbyra, além de ter feito parte das bandas Hirax, Salário Mínimo, Scars, Harppia, entre outras, contou de sua experiência de quatro anos no exterior, onde pode perceber o porque das bandas independentes conseguem viver lançando seus trabalhos e ao contrário do independente no Brasil, lá fora as bandas VIVEM de sua música, e não SOBREVIVEM.

Outro aspecto interessante abordado pelo músico e empresário foram o Big 4, explicando o porque das bandas terem feito este grande acontecimento do Thrash mundial, não apenas por dinheiro, mas pela União para que este grande evento ocorresse, e que isso deveria servir de exemplo para a cena nacional, lembrando alguns conceitos do Cooperativismo, além da idéia  sobre as bandas de diferentes regiões do país criarem um intercâmbio entre elas.

Enfim, as dicas deste curso foram muito importantes, pois falando por mim, mesmo estando há muitos anos no meio, sempre escrevendo, acompanhando shows e trabalhos de bandas mainstream e underground, percebi que algumas coisas importantes eu havia deixado de lado e outras eu não estava fazendo da forma correta, o que me deixou muito animado para levar este blog de maneira mais profissional e com mais atenção aos detalhes. Como é bom rever certos conceitos...

Para encerrar é interessante dizer duas coisas: que o curso é altamente recomendado as pessoas que vêem a música muito mais que diversão e sim um modelo de negócio e que os professores sisudos das universidades deveriam se conscientizar que os rockers com seus cabelos compridos e roupas pretas podem sim ser grande empreendedores!

Se você quiser saber mais, entre em contato através dos links abaixo:

21 de novembro de 2011

ZUMBIS DO ESPAÇO: HOMENS VIVOS QUE CONTAM HISTÓRIAS

Zumbis do Espaço
Foto Extraída do Facebook
Por João Messias THE ROCKER

Conhecidos por sua mescla inteligente de Punk Rock, Psychobilly, Country e Metal, que alia uma temática que fala de morte e sangue, mas com um fundo de verdade, tem em trabalhos como Aqui Começa O Inferno e Destructus Maximus seus pontos altos na carreira, pois os trabalhos possuem muita energia e podem ser ouvidos diversas vezes sem enjoar.

E nessa entrevista feita com o vocalista Tor, ele nos contou de coisas do passado, presente e futuro da banda como vocês podem acompanhar nas linhas abaixo!

NEW HORIZONS ZINE: Como é a primeira entrevista com a banda, vou começar perguntando do passado até chegarmos ao presente. Os Zumbis do Espaço tem uma sonoridade bem particular, uma mescla de Psychobilly, Punk Rock, Country e Metal. Quando vocês formaram os Zumbis, como foi desenvolver esta sonoridade?
Tor: Na verdade, foi natural, pois todos nós somos e éramos psicopatas de musica, gostávamos de vários tipos de musica e estilos, e fomos incorporando essas sonoridades as nossas influencias básicas que eram primeiramente bandas de Rock básico. Acho que chegamos ao nosso som no disco “Abominável Mundo Monstro” de 1999.

NHZ: E além da sonoridade, o que chama a atenção são as letras, que falam de sangue, morte, vampiros, baseada naqueles trash movies, mas sempre com um fundo de verdade. A intenção desde o início era ter essa mescla de sarcasmo e critica?
Tor: No começo, acho que queríamos só chocar e soar os mais insanos possíveis, mas o lance critico e do amadurecimento das letras veio com o tempo, acho que a partir do “Aberrações que somos” de 2002, passamos a compor melhor e nos expressar melhor aliando a insanidade com a realidade.

NHZ: O álbum Aqui Começa o Inferno mostrava uma nova faceta da banda, pois apesar da influência country sempre estar do lado da banda, vocês utilizaram instrumentos "reais" do estilo, como banjo, dobro, etc, que foram executados pelo convidado Joziel Wagner. Como surgiu esta idéia e se chegaram a pensar em efetivá-lo nos Zumbis.
Tor: O Joziel é amigo nosso há mais de 20 anos, é o melhor guitarrista que eu conheço, e sua presença sempre enriquece muito musicalmente, na época já tínhamos feito 3 albuns de estúdio e 2 ao vivo, vínhamos numa crescente com discos como Abominável, Aberrações, estávamos cada vez mais conhecidos e ao mesmo tempo ouvindo muita musica Country, eu queria fazer um álbum musicalmente superior aos outros e uma coisa que eu sentia muito desde a saída do Cromo era a falta de solos e arranjos nas musicas do Zumbis. Então eu convidei o Joziel pra ir para o estúdio com a gente, e acho que fizemos um grande disco, ele também tocou em todos meus discos solos e gravou varias guitarras no “Destructus Maximus”. Quanto a efetivar ele na banda sabíamos que era inviável, pois ele é muito ocupado e tem muitos compromissos como musico de estúdio e ao vivo em diversas bandas.

NHZ: Tor, e paralelamente aos Zumbis, você tem uma carreira solo mais voltada para o Country, como andam os trabalhos e como os fãs do Zumbis reagiram a eles?
Tor: Acabei de lançar meu terceiro disco solo, ele se chama “Quando se perde a Razão” e agora tenho uma banda muito boa pra me acompanhar, a partir de 2012 estaremos fazendo shows, quanto aos fans do Zumbis uns gostam e outros não, mas eu não me pauto por isso para fazer musica. Portanto não me influencia o que os outros pensam. Mas é lógico que eu fico satisfeito quando gostam e entendem esse trabalho.

NHZ: E apesar de lançarem álbuns com regularidade, o forte de vocês são as apresentações ao vivo, que já foram registradas em CD e DVD. O que representa para vocês estar em um palco?
Tor: O palco é aonde a mágica acontece, é o divisor de águas de uma banda, é a prova final, e onde poucos sobrevivem. Eu sei que em muitas noites fomos realmente matadores em cima do palco e acho que é por isso que estamos ai até hoje.

NHZ: Falando em apresentações, vocês fizeram há pouco tempo apresentações com a formação clássica. Como pintou essa oportunidade e qual a reação dos fãs ao ver este line up em ação?
Tor: Essas apresentações foram fantasticas. A maioria dos fãs do Zumbis, nunca puderam ver essa formação ao vivo, pois Cromo saiu da banda logo após a gravação do Abominavel, e não chegou a fazer a tour do album, e justamente foi esse álbum que nos levou a um publico muito maior, e o Cromo passou a ser uma especie de Lenda, pois ninguem nunca mais soube dele, ele se afastou da musica e só o reencontrei anos mais tarde quando eu chamei pra ele fazer alguns shows com a minha banda solo. Nessa época muitos fãs mais novos do Zumbis vinham com os discos da epoca pra ele autografar, e tambem não podemos esquecer que essa formação foi responsavel por albuns como a Invasão, Abominavel e os 3 EP's. Era o mínimo que a gente podia fazer em reconhecimento ao Cromo e aos nossos fãs.

NHZ: Vocês lançam seus trabalhos pela Thirteen Records. Como é a relação com o selo após tantos anos?
Tor: É ótima! Temos controle sobre nossa musica e todos nossos lançamentos, fazemos o que queremos e quando queremos. Não tem porque mudar.

NHZ: Vou citar fatos marcantes que aconteceram com a banda durante esses anos e queria sua opinião a eles:
• Morte de El Phantasma
• Shows com Marky Ramone
• Tributo ao Garotos Podres
• Apresentação na Virada Cultural em Santo André

Tor: A morte do El Phantasma foi muito triste, não só pela banda, mas por ele ser uma pessoa incrível, era novo e um excelente musico, tinha a vida toda pela frente e sofreu um acidente que ninguém teve culpa, mas afinal, são coisas que acontecem na vida.
Os shows com Marky foram legais, pois foi a primeira vez que viajamos em um esquema de turnê e tocando com um Ramone, o ver tocar toda noite realmente foi especial.
O Garotos Podres, das bandas desse estilo e época é a que eu mais gosto. Fizeram grandes musicas e são muito bons ao vivo. Fui convidado pelo Português, o baterista original do GP, para participar do tributo. Poderia ter escolhido qualquer musica deles, mas escolhi Verme porque a letra tem a ver com o Zumbis.
Adoramos tocar no SESC, a estrutura é sempre excelente e o publico que vai sempre é legal, é uma honra tocar em um evento como a Virada Cultural, e naquele dia tivemos a companhia do Zé do Caixão. Foi demais...

NHZ: Para encerrar, em 2010 os Zumbis fizeram 15 anos de estrada! O que podemos esperar dos Zumbis para o ano que vem?
Tor: Fizemos 15 anos em 2010, para 2012, esperamos lançar um novo disco de estúdio, já temos algumas musicas e queremos fazer algo realmente especial, fora isso é continuar tocando e encontrando os fans pelo País.

16 de novembro de 2011

ONSLAUGHT: O ENCONTRO DAS FORÇAS METALICAS NO ABC

Onslaught, Bywar, Blasthrash e Necromesis
Local: Central Rock Bar
Data: 02/11/2011

Por João Messias THE ROCKER

O Onslaught é um quinteto inglês que iniciou a sua carreira nos saudosos anos 80, e nesta década lançou três trabalhos: Power From Hell, The Force e In Search Of Sanity, este último inclusive contou com os vocais de Steve Grimmett (Grim Reaper). Mas após este trabalho a banda congelou as atividades, voltando no século 21,e no novo milênio lançaram três trabalhos dignos de nota: o CD ao vivo Live Damnation e os álbuns de estúdio Killing Peace e Sounds Of Violence, que mostram uma banda mais versátil, pesada e agressiva, que não teve medo de atualizar a sua música e limar os excessos do passado, fazendo desses novos registros seus melhores trabalhos!

E fezlizmente a tour dos ingleses não apenas passou pela capital e interior de São Paulo, como brindou os headbangers do ABC com uma das melhores apresentações ocorridas nesta ano, que ocorreu no Central Rock Bar, que numa iniciativa da produtora Seven Stars Management, que já trouxe bandas do exterior como God Dethroned, Elexorien, Besatt, Paul DiAnno, trouxe neste dia de finados o melhor do Thrash/Death Metal, que saciou a todos os fãs que estavam sedentos por música pesada de qualidade.

Necromesis
Foto: Katia Bucci
Chegando no local, as expectativas se concretizaram, pois apesar do pequeno atraso, ás 18 horas começou a apresentação da primeira banda da noite, o trio do ABC Necromesis, que foi uma grande surpresa, pois apesar de serem a única banda que não era Thrash , eles fazem um som que agrada em cheio os fãs deste estilo, pois eles praticam o que se chama de Technical Death Metal com muitas quebradas e virtuosismo, mas tudo em favor da música. Nesta apresentação eles tocaram sons de seus dois EP's, com destaque para os sons do novo trabalho, chamado Evolving To An Underworld, lançado há pouco tempo, que mostra uma múisica ainda mais técnica, porém com flertes com outros estilos, como o Heavy e o Progressivo, que se tiverem as merecidas oportunidades, vão dar o que falar!

Outro grande ponto a favor dos caras foi o cover, na verdade um medley instrumental com faixas do Rust In Peace (Megadeth), uma escolha bem pensada, e encerraram a apresentação com Demonic Source do primeiro EP, The Dark Works Of Art.

Blasthrash
Foto: Katia Bucci
A banda seguinte, o Blasthrash foi outra grata surpresa, pois eu não conhecia o som dos caras, e ao vivo eles impressionam, pois musicalmente eles vão num encontro do Crossover de bandas como SOD/MOD com o Thrash de bandas irreverentes como Sacred Reich e que apesar de terem uma postura bem descontraída, o som é muito bem executado, tendo inclusive direito a "paradinhas" e solos dobrados a lá Anthrax, ou seja, o negócio é bom mesmo!

E fizeram o público agitar muito (que desde a primeira apresentação já estava em bom número) com sons de seus dois trabalhos e uma versão muito bem vinda para Piranha do Exodus, que contou com muitas meninas bangeando neste som. Além da apresentação, outra coisa que chamava a atenção era o jeito que o vocalista Dario Viola ficava agitando, pois devida a sua postura insana, seus cabelos grudavam no teto do palco! Me veio na cabeça aqueles clipes antigos do MOD (banda de Billy Milano, êx-SOD), que combinou muito com a apresentação dos caras...hilário!

Bywar
Foto: Katia Bucci
Depois de alguns ajustes no som, o Bywar iniciou a sua apresentação, e como fazia mais de uma década que eu não assistia a uma apresentação da banda, percebi a grande evolução que os caras tiveram com o passar dos anos, pois embora o quarteto sempre tenha demonstrado qualidade, era muito preso as suas influências (principalmente do Thrash alemão) e hoje temos uma banda madura e competente musicalmente, com vocalizações corretas e um instrumental bem trabalhado, e com isso a banda não só manteve o pique da apresentação anterior, como colocou fogo no Central, com os moshes comendo soltos.

E esse pique foi mantido até o final com Thrashers Return, com a banda sendo ovacionada pelo público! Eu não posso mais ficar doze anos sem assistir a uma apresentação dos caras!

Onslaught
Foto: Katia Bucci
Já passavam das 21:30 quando o Onslaught começou a sua apresentação, onde podemos dizer que os caras mostraram o que é Thrash Metal, onde não é necessário um palco gigantesco, pirotecnia, apenas cinco caras com “sangue nos olhos”, que aliadas a muita técnica, coesão e agressividade fizeram uma das melhores apresentações internacionais ocorridas neste ano.

Repetindo o que eu disse lá atrás, este recesso só fez bem aos caras, pois comparado aos discos do passado, a banda deu um salto gigantesco, como pude presenciar ao ouvir como Killing Peace, Planting Seeds Of Hate, Born For War e Sounds Of Violence, que mostraram que esta formação é muito forte e intensa, e que o vocalista Sy Keeler é a voz da banda, seja nas vozes rasgadas, guturais e até em sua voz “normal”, que é digna dos melhores locutores de telejornais de horário nobre.

Onslaught
Foto: Katia Bucci
Só que haviam muitos bangers (como eu) que queriam ouvir os clássicos do passado e posso dizer que eles nos brindaram com as emocionantes Let There Be Death, Metal Forces (onde este escriba simplesmente deixou de escrever para ir bangear), Demoniac, Flame Of The Antichrist, Shellshock (única do In Search Of Sanity) e Power From Hell a última antes do bis, que teve de ser reiniciada graças a um banger mais empolgado que subiu no palco e acabou atrapalhando os músicos, mas como dizem por aí: “ Isso é Metal”

Antes de ir para o bis, duas coisas devem ser ditas: que as músicas antigas estão adaptadas a nova fase da banda, ou seja, mais diretas e sem aqueles flertes com o Metal Tradicional, o que não foi problema algum, tamanha a resposta do público, além de perceber como o álbum The Force (1986) é cultuado pelos Headbangers, por ter tido quatro sons executados pela banda.

Depois de Power From Hell, a banda começou o bis, onde destaco a versão para Bomber (Motorhead) que está presente no seu mais recente trabalho, um verdadeiro tributo a Lemmy e seus asseclas.

Onslaught
Foto: Katia Bucci
Depois de pouco mais de uma hora de show, era encerrada a apresentação dos ingleses, que com certeza deixarão saudades, e após a apresentação era possível tirar fotos com todos os integrantes da banda, e não só dos caras, pois o legal de celebrações como essa, você sempre encontra personalidades do Metal, como os caras de bandas como Woslom, Executer, Midnightmare, Korzus, Retturn, Seventh Seal, entre outras!

Mais uma vez tenho que agradecer a todos que puderam tornar isso possível: ao Tiago (Seven Stars Management) por trazer o Onslaught para Santo André, ao pessoal do Central por ceder o espaço, as bandas pelas ótimas apresentações, aos headbangers por terem comparecido e a você que acredita que o Heavy Metal é uma fonte rica de cultura e informação. Obrigado mesmo gente, pois apesar de quase 20 anos de cena e mais de 30 nas costas, eu ainda me emociono com essas coisas!

25 de outubro de 2011

FABIO CABRAL: ARTE EM TRAÇOS E CORES

The Rocker 2011
Desenho feito por Fabio Cabral
Por João Messias THE ROCKER

Fabio Cabral, 28 anos, fã de várias tendencias do Rock/Metal , que tem como bandas favoritas Beatles e The Who, e além do bom gosto para a música, é dono de uma habilidade que muitos tentam fazer e poucos conseguem, que é desenhar bem!
Seu estilo tem como referências Aragonés, Will Eisner, Simon Bisley, entre outros, mas que ruma num encontro entre a charge e a caricatura, porém sem ir para o lado do escracho.

Depois de "treinar" seu estilo com seus colegas, é a hora de mostrar este dom para um maior número de pessoas, e nós do NEW HORIZONS estaremos ajudando na divulgação do seu trabalho, tendo como "modelo" quem escreve essas linhas!

Atenção sites, revistas e bandas, quem se interessar pelo trabalho do artista (que futuramente estará ingressando em desenho científico) seguem os contatos:
E-mail: frctc@gmail.com
Orkut e MSN: slipknot_fabio@hotmail.com
Cel.: 8055-4825
Blog: Em construção

22 de outubro de 2011

IZA RODRIGUES: MENINA HEADBANGER

Por João Messias THE ROCKER

Menina Headbanger é um portal que como o próprio nome diz aborda além do Heavy Metal assuntos relativos ao mundo feminino, mas de uma forma sutil e tranquila que conseguiu ter como fãs alguns fãs.

E nessa entrevista, a mentora do portal nos conta dos temas abordados no site, cena underground e muito mais:

Iza Rodrigues
Divulgação
New Horizons Zine: Iza, como você conheceu o Rock/Metal e quando percebeu que o som não era apenas uma distração e sim algo que te acompanharia dia a dia?
Iza Rodrigues: Eu cresci ouvindo meu pai cantar músicas do Raul Seixas, Legião Urbana e outras bandas de Rock nacional, mas só comecei a me interessar por coisas mais pesadas por volta dos 11 anos. Nessa época eu conheci bandas de Hard Rock, me apaixonei por Guns N' Roses, e daí por diante fui conhecendo bandas de outros estilos. Comecei a frequentar bares e shows, a construir amizades com headbangers e mais pra frente, andar no visual. E quanto mais o tempo passava, mais eu tinha certeza de que tinha me encontrado. Ali, naqueles lugares, com aquelas pessoas, com aquelas roupas, conversas. Aquelas músicas. Definitivamente eu me sentia feliz com aquilo. E não foi nada momentâneo. Cresci, amadureci, me formei, tive uma filha e a sensação ainda é a mesma. O Heavy Metal me completa. Mas como uma pessoa pode gostar tanto, se doar tanto pra um estilo de música? Oras, todas as pessoas se doam a algo. Muitos se doam a uma religião, alguns a um time de futebol, outros preferem se afundar no trabalho. Eu escolhi a música, a arte!

NHZ: Visto que a maioria das pessoas parte para montar bandas, por que criar um veículo para divulgar o Rock/Metal?
Iza: Talvez por falta de talento (risos). Mas na verdade, há anos atrás, todos as noites de domingo eu ouvia atentamente o Programa Backstage, do Vitão Bonesso, na época veiculado na Rádio Brasil 2000 e achava tudo aquilo fantástico. Um programa de rádio dedicado ao Heavy Metal! Era demais! E decidi que queria isso pra minha vida. Por causa desse bendito programa, me formei em Rádio e Tv, mas devido a esse nicho do mercado ser muito fechado e ter remuneração ruim, tive que adaptar meu sonho juvenil (risos), daí veio a idéia de montar o Menina Headbanger, que diferente de vários sites, não é sobre Metal Feminino, eu não falo sobre mulheres que FAZEM Heavy Metal, e sim sobre mulheres que GOSTAM de Heavy Metal. É diferente.


NHZ: Eu estava passeando pelo site, vi que ele vai além dos veículos do estilo, pois além da música pesada, o Menina Headbanger, como o próprio nome diz, fala de assuntos femininos. Como vocês definem a escolha dos temas para publicação?
Iza: Os temas estão todos no visual dos headbangers. O que eu faço é destrinchar e falar por partes, mas tudo ali vem de observar o modo que essas pessoas se vestem e em como as mulheres adaptam coisas antes utilizadas só por homens.


NHZ: Ainda sobre os temas, algum que já fora publicado gerou polêmica?
Iza: Sempre tem os fãs mais extremos e que não aceitam essa junção de temas, aparentemente tão distintos, do Menina Headbanger. Um post sobre o visual Thrash Metal [http://www.meninaheadbanger.com.br/2011/08/coletes-e-e-patches.html ] deu uma pequena polêmica nos comentários, mas enquanto o debate for respeitoso, eu acho válido e necessário.


NHZ: E por ser um veículo que tem como público as headbangers, o que os homens comentam sobre o Menina Headbanger?
Iza: Isso é algo bem interessante. Apesar de ser voltado as mulheres, eu recebo muitas visitas e comentários de homens (nos posts relacionados a música) e tenho tido um feedback muito positivo. A maioria elogia a iniciativa e me ajuda a divulgar o espaço. Os ‘trolls’ por enquanto são minoria.


Iza Rodrigues
Divulgação
NHZ: A ênfase do site é apoiar/divulgar principalmente o metal nacional, que de alguns anos para cá, não deve em nada as bandas do exterior, desde o nível dos músicos, até a produção e confecção dos seus discos, tendo bandas como Sepultura, Shadowside, Hangar, Korzus e Mindflow como maiores nomes do estilo hoje. Mas que apesar do apoio de algumas pessoas, a maioria prefere apenas cultuar o que vem de fora. Você acha que um dia as pessoas se conscientizarão que se não valorizarmos a nossa própria cena, seremos responsáveis pelo enfraquecimento e até a extinção da mesma. Queria que você comentasse sua opinião sobre isso.
Iza: É verdade, o Heavy Metal Brasileiro em nada deve a bandas estrangeiras. Mas acho que o que as bandas tupiniquins precisam é de espaço para mostrar seu trabalho, e não digo isso só em relação a aparecer em sites e revistas do gênero, mas se por exemplo, se os donos de bares e casas de show dessem preferência, em ao menos discotecar bandas nacionais, já seria uma forma das pessoas conhecerem a música.
Se um dias as pessoas se conscientizarão? Não sei, mas eu torço pra que isso aconteça! Temos ótimas iniciativas no momento, como a luta para termos o Dia do Heavy Metal Nacional e a produção do documentário Brasil Heavy Metal, que fará com que mais pessoas conheçam um pouco da nossa música, além de sites, web rádios etc. A cena pode ser fraca, mas se extinguir jamais.

NHZ: Citarei algumas bandas com mulheres em sua formação e queria a sua opinião a elas:Shadowside, Sacrified e Ecliptyka
Iza: Sacrified: Minas Gerais como sempre, berço de ótimas bandas de Heavy Metal! Kell Hell é outra ótima vocalista e espero que o Sacrificed alcance o espaço que tanto merece. Ecliptyka: A voz da Helena Martins é doce e um pouco mais aguda que das demais cantoras citadas aqui, mas nem por isso a banda abre mão do peso, o que é louvável, já que boa parte das cantoras com esse tipo de voz, cantam em bandas de som mais cadenciado e meloso, o que não é o caso do Eclyptyka, que sabe equilibrar bem o peso e a melodia.

NHZ: Muito obrigado pela entrevista! Deixe uma mensagem aos leitores desta publicação!
Iza: Eu que agradeço pela oportunidade!
Acessem o Menina Headbanger para conhecer um pouco mais da cultura das pessoas que gostam de música pesada!
www.meninaheadbanger.com.br

11 de outubro de 2011

NECROMESIS: LANÇAMENTO DO NOVO EP E ABERTURA PARA ÍCONE DO THRASH

Por João Messias THE ROCKER
Flyer do Show
Divulgação

A banda Necromesis, formada por Victor Prospero (Vocal/Baixo), Daniel Curtolo (Guitarra/Vocal) e Gil Olivieira (Bateria) lançou neste ano o EP Evolving To An Underworld, que além de elevar o seu nível musical, tem tudo para conquistar novos fãs.

Evolving To An Underworld se mantém na linha Technical Death Metal, praticada pela banda, mas percebe-se maiores influências do Heavy/Thrash e tem como um dos atrativos uma versão da música O Ovo (Hermeto Paschoal) ao estilo do Necromesis.

E comemorando este lançamento, a banda estará abrindo o show dos ingleses do Onslaught no dia 02/11 em Santo André no Central Rock Bar, que contará também com as bandas Bywar e Blasthrash.

Para a aquisição do EP basta fazer o download no site http://www.necromesis.com/, e seguem maiores informações do show com o Onslaught:

Show: Onslaught, Bywar. Necromesis e Blasthrash

Data: 02/11/11 (Feriado de Quarta Feira)

Local: Central Rock Bar

Endereço: Rua José Antonio de Almeida Amazonas, 596

Vila Guiomar – Santo André/SP (Prox. Paço Municipal) – Tel: 9317-9515

Realização: Seven Stars Management

7 de outubro de 2011

THE ROCKER INICIA NOVO PROJETO DESTINADO AOS ANOS 80

Luciano Nassyn
Foto: Divulgação
Amigos!

Além do New Horizons e as colaborações para a Scypher, Rock Post e Tele Objetiva, estreei nesta semana meu mais novo projeto, um blog destinado a Cultura Pop dos anos 80 chamado "O Que Falta Fazer?"

O blog foi criado após uma conversa com amigos referente as coisas boas que aconteceram nos anos 80, não apenas na música, mas na moda e comportamento, onde sempre teremos matérias com as referências desta época.

Outro fator que me motivou a criar o blog foi a necessidade de escrever sobre algo diferente, visando uma maior amplitude do conhecimento. E a primeira matéria teria de ser muito especial, então abri a caixa de ferramentas e consegui uma entrevista com Luciano Nassyn, ou simplesmente o Luciano do Trem da Alegria, que falou da sua época no conjunto, a transição para carreira solo, entre outras coisas!

Para conferir a entrevista, entrem no link abaixo e comentem suas opiniões, pois elas são muito importantes!

Aguardem que em breve teremos mais matérias especiais!

PASSANDO A MENSAGEM

Com influências diversas, quarteto catarinense explora em suas letras a insatisfação contra o governo e corrupção Por João Messias Jr. As pr...