16 de outubro de 2009

UNDERGROUND MEETS MAINSTREAM...

Como falei na edição anterior, muitas pessoas que começam a ouvir rock, primeiramente começam a ouvir bandas mainstream ou as que estão voltadas para a grande mídia, e na cena gospel ou White Metal não é diferente, muitos ouvem aqueles artistas que aparecem nos programas de clipes para depois conhecerem as bandas mais brutais e extremas!
Para essa edição escolhi o “Pop Maneiro” de I’ll Lead Your Home do platinado Michael W. Smith e The Forsaken dos noruegueses do Antestor!
Michael W. Smith – I’ll Lead Your Home
Bompastor – Nac (7,5)
Inicialmente conhecido por ser músico de apoio da belíssima cantora Amy Grant, o tecladista/vocalista logo partiu para uma bem sucedida carreira solo, que inclusive já proporcionou ao músico visitas ao nosso país para grandes shows!
Sendo considerado por alguns o Bryan Adams do gospel, neste trabalho de 1993, o moço ataca com um pop que flerta com o louvor e um pouquinho com o rock, que como em todas as receitas, soa muito bem quando flertado com o segundo, como a faixa Someday, que te faz cantarolar o refrão, mas que em outros casos, soa demasiadamente pasteurizado e sem energia, mesmo para quem não é fã de rock, salvo exceções como a faixa título, que chega a emocionar!
Apesar da falta de algumas guitarrinhas, não apenas este, mas todos os trabalhos deste artista valem ser conferidos, pois ao lado da já citada Amy Grant, foram os artistas que ajudaram a levar a música cristã (dentro do pop) aos lares seculares!

Antestor – The Forsaken
Silent Music Records – Nac (8,5)

Se não prestarmos atenção nas letras, poderíamos jurar se tratar de uma banda “from hell”, já que todos os músicos usam corpse paint, e são da Noruega(berço do estilo), mas essa afirmação está em partes correta, pois, apesar de serem da Noruega e fazerem Black Metal , suas letras são voltadas ao cristianismo (afinal são uma banda cristã), e que vem conquistando muitos fãs(inclusive não cristãos), pois sua música é dotada de personalidade!
The Forsaken nos apresenta um black metal que mescla as escolas antigas e contemporâneas do estilo, ou seja bebem na fonte de Emperor, Dimmu Borgir e Old Man’s Child, onde tudo soa muito bem feito e com direito a algumas ousadias, como a música Via Dolorosa, que é cantada em latim.
Uma curiosidade é que o baterista que gravou este álbum é nada mais nada menos que Hellhammer(atual Dimmu Borgir e que já gravou para bandas como Mayhem e Jorn).
Sei que muitos não concordam com esse tipo de música feito por bandas cristãs, mas creio que independente de escreverem para Deus ou o diabo, o importante é fazerem boas músicas, e num mundo tão grande, têm espaço para todos os segmentos, independente de seu credo!
Não posso deixar de parabenizar o excelente trabalho feito por Karim Serri (Silent Music) por estar lançando no Brasil estes excelentes trabalhos, que além do Antestor, lançou por aqui trabalhos do Holy Soldier, Virgin Black, Tourniquet, entre outros!

RESENHAS: THE ROCKER

INTERVIEW: REST IN DISGRACE

"EMERGENTES E GLOBALIZADOS"

É fato que com os avanços tecnológicos, as coisas ficaram muito mais fáceis para as bandas, desde as técnicas de gravação, divulgação, sites específicos, enfim, mil e uma formas!
Com esse duo paraibano não fora diferente, pois ás vésperas de lançaram seu primeiro EP, os batalhadores Márcio Quirino(foto ao lado) e Thommas Winter (foto abaixo) nos contam as boas da banda, sobre o primeiro trabalho e como a globalização os ajudou nas gravações deste trabalho!
Confiram!

NEW HORIZONS ZINE: Olá Márcio! É um grande prazer estar lhe entrevistando novamente, agora com o Rest In Disgrace. Vou iniciar a nossa entrevista perguntando o porquê de formar outra banda e qual a concepção sobre este nome para a mesma...
Márcio Quirino:
Olá, João. É um prazer poder lhe reencontrar e discutir mais uma vez sobre música com alguém que a conhece de perto, sobretudo quando se trata de Metal.
Bom, há pouco mais de dois anos atrás, quando formei o Rest In Disgrace, eu sentia (como ainda sinto agora) a necessidade de dar mais vazão, em minhas composições, a algumas influências mais tradicionais (sobretudo do Heavy Metal); algo que não fosse tão agressivo e rápido como as bandas da Flórida que tanto me agradam, mas que tivesse ainda um “punch” Death Metal clássico; enfim algo que soasse em geral como o Carcass na época do “Heartwork”, que, ao menos no meu entender, reúne nitidamente elementos de ícones como Iron Maiden, Metallica, etc.
Já o nome da banda, “Rest In Disgrace”, é algo que, além de preencher alguns de meus requisitos básicos (soar bem e fluente, ser um nome composto, evocar imagens interessantes e intrigantes...), se refere ao plano conceitual que traçei para a banda, inicialmente: budismo, mitologia hindu, filosofia (sobretudo pessimista)... Isso para destoar propositalmente da estética “hail satan, fuck the government” e, principalmente, porque tenho uma íntima identificação com essas coisas.
NHZ: A banda é formada por você e pelo guitarrista Thommas Winter, e segundo o seu “release”, vocês tem a intenção de manter a banda como projeto de estúdio. Mas visitando o Myspace da banda recentemente, vi que vocês adicionaram o experiente vocalista Rafael Basso. Isso significa que a banda pode vir a fazer shows e seguir um ciclo “normal”?
Thommas Winter:
Opa “JM”, Blz? A intenção da Banda não é de se manter como projeto de estúdio, mas está apenas momentaneamente nessa condição devido à falta de músicos competentes pro serviço e pessoas certas que casem bem comigo e com Márcio, com as influências sonoras e ideológicas da banda que descreveremos no decorrer da entrevista. Rafael é colega nosso das antigas: eu, inclusive, já toquei com ele em minha primeira banda, Hadom (toquei também no Befamal, Overcast, Dissidium e Thyresis), que não chegou a gravar demo pois dissolveu-se antes disso. Tivemos (nós, o RID) vários contratempos de várias formas, modelos e marcas, ahahahah, e por isso contatamos Rafael pra dar um help, pois já o conhecemos (ele foi bem prático, rápido e ágil). O resultado final vocês ouvirão no lançamento do EP.
Márcio: Na verdade já estamos, de certa forma, nesse ciclo “normal” (ensaios, shows, etc.). Apenas temos a idéia da configuração mais adequada para a banda, em todos os aspectos, e devido a certas circunstâncias, como Thommas apontou, esta configuração não é imediatamente viável, infelizmente. Então temos trabalhado com músicos convidados ao vivo. O release faz mais referência a isso, portanto, já que em estúdio (com as possibilidades trazidas pela internet) podemos trabalhar tranquilamente com os membros que achamos mais apropriados, tecnica e musicalmente, ao Rest In Disgrace, independentemente da distância. E é aí que Rafael (amigo e competente) entra em cena (Rafael se encontra atualmente em Gotemburgo – Suécia, onde mora e de onde terminou as gravações de vocais para o EP “As Beauty Springs From Mud...”).


NHZ: Uma das coisas legais na banda é a sua temática, que explora temas do budismo, hinduismo e filosofia. Visto que você é filósofo, como foi conciliar estes temas na música do Rest in Disgrace?
Márcio:
Ótima pergunta! O budismo é algo com que me identifico, não devido a convicções filosóficas, pela minha formação etc., mas espontaneamente, pelo meu modo de ser e ver as coisas. Já a mitologia e a sabedoria dos antigos hindus são belíssimas, além de revelarem verdades intimistas, que traduzem muito bem o tom resignado e pessimista que busco explorar nas letras e nas músicas do Rest In Disgrace. Logo, não foi nada mais que um processo muito natural.

NHZ: Além das letras, a música “Ascendance”, disponível no Myspace da banda, nos trás um Death Metal baseado na escola de Gotemburgo, ou seja, inspirado em bandas como Carcass, In Flames, Dark Tranquility, entre outras, mas com os vocais inspirados no mestre John Tardy (Obituary). Sei que apenas uma composição não é o suficiente para julgar o som de uma banda, mas essa faixa representa o Rest In Disgrace hoje?
Thommas:
Não tem tanta semelhança com o Death Sueco. Tem alguma, mas Ascendance, particularmente, lembra mais o Iron Maiden, com tudo de Death Metal no meio e pegadas Thrash bem “tight as a ratt’s ass” (“apertadas como cu de rato”, (risos)). Os vocais nessa faixa tem timbres mais médio-graves e médios, nos quais pedimos pra Rafael se focar mais, por acharmos que casam melhor com o som do RID. Eu não sou contra (aliás, de modo algum) a rotulagem. Sou a favor. Nesse sentido, na minha opinião, o som do RID seria definido como o nosso próprio estilo e mais fortes influências de Samael antigo (Blood Ritual / Ceremony Of Opposites), Carcass (época do Heartwork), Iron Maiden (principal influencia de Márcio, entre outras), e pitadas, como você falou, de Death Metal Sueco. Mas não acho que seja predominante. Poderia citar Dismember, At The Gates, etc.

NHZ: Bom, assim como o Dissidium, o RID está preparando o seu primeiro trabalho. Este já possui previsão de lançamento? Algo que me chama muito a atenção em lançamentos de música extrema são as suas capas, como a do álbum Slave to Misery (Sadus). Visto que vocês usam um lirismo diferenciado, o que podemos esperar (além do som, é claro)?
Márcio:
O lançamento está previsto para este segundo semestre (talvez em dois momentos: um virtual, outro com uma tiragem física significativa).
Quanto à arte, de fato a idéia é manter o mesmo lirismo e o tom mais sentimental das letras. Estamos (ao menos por enquanto e a respeito disto) na contramão da concepção de que “não se julga um livro pela capa”: queremos que o ouvinte possa “entender” o EP já ao olhar para a capa, e que finalmente confirme o que pensou/sentiu ao ouvi-lo!
Thommas: Bem, quanto à data do lançamento, já era pra ela ter chegado. Mas, devido aos já citados contratempos, isso não aconteceu. Pretendemos estar com a parte de mixagem e masterização pronta em fins de Agosto. E ai vamos ver a parte da arte gráfica. A capa, vai ficar a cargo do mesmo cara que fez a capa do Dissidium, Adi França (daqui mesmo de João Pessoa – PB). Altamente talentoso. Mão afiada pro desenho. Recomendável. Todas as temáticas usadas nas letras do RID e nossas próprias idéias, mescladas a elas, aparecerão na “artwork”.

NHZ: O Nordeste brasileiro é dono de grandes bandas como as veteranas Obskure, Insanity, Slavery, Ungodly, Medicine Death... e também mostra uma safra de excelentes “novas” bandas como o Hostile Inc, Soturnos, o Dissidium, e inclusive de alguns anos para cá está sendo “rota obrigatória” para as bandas internacionais, e grandes festivais como o Abril Pro Rock e o Forcaos. Na opinião de vocês, com a internet e o “vanguardismo” de algumas pessoas da cena, a região terá a mesma estrutura de São Paulo algum dia?
Thommas:
Tanto nessa área que você citou (musical), quanto nas outras, enquanto a “cultura” for a mesma, não vai haver mudança.
Márcio: Não creio. Talvez essa cena se pluralize e/ou intensifique, talvez seja mais exposta para outros focos nacionais e internacionais (o RID é bom exemplo disso, acho!), mas há certas limitações para o que algumas regiões podem oferecer afinal. E a tendência deve, ao menos por enquanto, se manter a do “êxodo” para os grandes centros ou mesmo para fora do país (o que, aliás, só significa que o que se produz aqui é digno de apreciação, como você bem observou).

NHZ: Nesta pergunta citarei alguns baixistas que fizeram a cena extrema ser vista com outros olhos, e queria sua opinião sobre eles: Shane Embury (Napalm Death), Jeff Walker (Carcass), Alex Webster (Cannibal Corpse), Joel Moncorvo (Ungodly) e Alex Camargo (Krisiun)!
Márcio:
O “velho” Shane Napalm (como é conhecido) é digno de respeito pelo seu trabalho à frente de uma banda pesada e clássica como o ND por tantos anos, pela liderança e articulação que desempenhou desde que se juntou ao grupo (isso também é importante numa banda, além da técnica, simplesmente... algo que ele realmente não tem muito, (risos)). Diria o mesmo sobre Jeff Walker, que inclusive já tive o prazer de ver bem de perto, ao vivo! Ele é um “frontman” e isso já exige outras qualidades como carisma, concentração dobrada, boa memória e coordenação, etc. O Ungodly não é uma banda que eu conheça e ouça suficientemente para analisar o baixista na mesma perspectiva dos outros dois, mas não duvido que seja um bom instrumentista. Digo o mesmo sobre o “frontman” do Krisiun, com quem já dividi o palco. Agora, quando se fala de A. Webster, a coisa toma outro direcionamento... é um baixista excepcional, acima da média, sobretudo por tocar um estilo que exige técnicas apuradas, desenvolvidas numa velocidade e precisão assombrosas! Além disso é um líder e compositor, qualidades que desde sempre admiro (fã incondicional que sou de Steve Harris – Iron Maiden).

NHZ: Márcio e Thommas, muito obrigado pela entrevista! Deixe uma mensagem aos leitores do New Horizons Zine!
Márcio:
Eu agradeço a você e aos leitores do New Horizons pela entrevista e espero que visitem nossa página no Myspace ,no Orkut, na Last FM e adquiram o EP “As Beauty Springs From Mud...”, que será lançado em breve. Obrigado!
Thommas: Aguardem que nossa música é feita com o “core” (núcleo) e o “edge” (limite) dos “feelings” (sentimentos). NAMASTÉ.
www.myspace.com/restindisgrace
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=fpp&uid=11945726352787588695
http://www.lastfm.com.br/music/Rest+In+Disgrace

ENTREVISTA: THE ROCKER
FOTOS: DIVULGAÇÃO

5 de outubro de 2009

RAVENLAND LANÇA PÁGINA NO TWITTER

A banda RAVENLAND lançou recentemente sua página oficial no popular serviço de microblogging Twitter, como mais uma forma de manter contato com seus fãs. No perfil os seguidores poderão ficar ligados em todas atividades da banda como shows agendados, atividades promocionais ligadas ao novo CD, e novidades em geral.
Recentemente o Ravenland teve seu álbum "...And a Crow Brings Me Back" lançado pela gravadora Free Mind Records, e participou de um encontro com os fãs na Expomusic. Em breve shows de lançamento do novo disco serão anunciados, então aproveite para seguir o grupo já em
www.twitter.com/ravenlandband

15 de setembro de 2009

NOVAS MATÉRIAS NA RÁDIO SHOCK BOX E SCYPHER MAGAZINE

Amigos, enquanto a nova edição do New Horizons Zine não fica pronta, confiram matérias feitas por mim para a Rádio Shock Box(entrevista com a banda Combate Vertical) e na Scypher Magazine (antiga Revista Lun'Attica), onde temos a entrevista com os thrashers cariocas do Taurus e resenha do show do Dr. Sin em Santo André!
Visitem os sites:

31 de agosto de 2009

NOVO PORTAL DE ROCK/METAL SERÁ INAUGURADO AMANHÃ

A revista Scypher(antiga Revista Lun'Attica) estreará amanhã (01/09) seu novo site, que promete trazer o mesmo conteúdo de quanlidade que havia no antigo portal, inclusive a coluna The Race, que é feita por esse que vos escreve!
Vamos conferir juntos o novo portal a partir de amanhã:

27 de agosto de 2009

SKALDICSOUL : MÚSICAS AO VIVO NO PROGRAMA ROCK FOREVER

O Rock Forever disponibilizou o vídeo da matéria com a banda SkaldicSoul em seu programa, onde o grupo apresentou músicas do seu novo EP, "Paths In The Highlands", falou a respeito da sua mescla de influências (folk e viking metal), turnê, álbum e outros temas. A matéria pode ser conferida em www.rockforever.com.br/wp/rf-no-estudio-com-skaldic-soul-online/
Como divulgado recentemente, em show realizado no 11º River Rock Festival em Santa Catarina, a banda além de apresentar seu novo integrante, Renato "Whistler" Santos (flautas doces, violino e whistles), finalizou sua turnê de divulgação do EP e agora se encontra em estúdio trabalhando no seu primeiro álbum, que será lançado em 2010.
Amostras do EP "Paths In The Highlands", que de acordo com a banda apresenta "uma pegada bem pesada trazendo uma mistura de folk com o som escocês e o peso do viking metal sueco", podem ser conferidas no MySpace da banda em
www.myspace.com/skaldicsoul
Foto: Divulgação

13 de agosto de 2009

ALICE IN CHAINS: REVELADA CAPA E TRACK LIST DO NOVO ÁLBUM


O nome do novo álbum do Alice In Chains se chamará Black Gives To Way Blue(capa acima), terá 11 faixas e será lançado no final de setembro pela Virgin/EMI, que marcará além da estréia pela nova gravadora o vocalista William Du Vall.
Abaixo o track list de Black Gives To Way Blue:
All Secrets Known
Check My Brain
Last Of My Kind
Your Decision
A Looking In View
When The Sun Rose Again
Acid Bubble
Lessons Learned
Take Her Out
Private Hell
Black Gives To Way Blue

PASSANDO A MENSAGEM

Com influências diversas, quarteto catarinense explora em suas letras a insatisfação contra o governo e corrupção Por João Messias Jr. As pr...