16 de outubro de 2009

OLD AND NEW SONGS...

Kreator - Endorama
Dynamo – Nac (9,0)


A cada audição eu tenho cada vez mais a certeza que Mille e seus asseclas foram mal interpretados com alguns álbuns lançados na década de 90, em especial este Endorama, que este ano completou uma década de seu lançamento!
Se por um lado a banda desagradou aos mais puristas acrescentando diversos novos elementos no seu som, por outro ganhou a admiração de muitos que não curtiam tanto assim seus trabalhos, eu, por exemplo, não sou fã de todos os álbuns do quarteto, e esse que está sendo comentado é o meu favorito!
Endorama é uma progressão do anterior Outcast, só que acrescido de nuances góticas, vocais limpos e um clima soturno, onde a banda se saiu muito bem, tendo em mãos um disco pesado, variado e “não veloz”, onde os vocais de Mille e as guitarras a cargo do frontman e de Tommy Veterlli(êx-Coroner), onde os destaques absolutos são a abertura de Golden Age, a faixa título, que conta com a participação do vocalista Tilo Wolff(Lacrimosa), Pandemonium, Everlasting Flame, enfim TODAS as faixas de um clássico do metal, que com certeza hoje possui muitos admiradores!
Obrigatório aos fãs de música pesada e soturna!


Gotthard - Domino Effect
Laser Company - Nac (8,5)

Novos Rumos!
Podemos dizer que com o álbum Lipeservice e o DVD Made In Switzerland a banda encerrou uma fase, e neste trabalho fez algumas mudanças em sua sonoridade, que sempre agradará algumas pessoas e desagradará outras!
Este álbum embora mantenha a sonoridade Hard/Aor do grupo, vem com uma cara moderna, devido a produção, onde o disquinho começa muito bem com a pesada Máster of Illusion, as tradicionais Gone Too Far, The Oscar Góes To..., e a balada The Call, que possui um vídeo clip bem legal, e chovendo no molhado é elogiar a performance da banda no álbum, principalmente o vocalista Steve Lee, uma das melhores vozes surgidos nos últimos anos!
Por outro lado há músicas que podem dividir alguns como a faixa título e Come Alive, que assustarão os fãs de farofa por sua levada digamos assim “dançante”, mas neste caso chute o preconceito, pois até o rock é feito para se dançar!
Definitivamente não é o melhor trabalho da banda, mas sua atitude de renovar o seu som é pra lá de louvável, pois não tem coisa mais chata (salvo raras exceções) de estar ouvindo o mesmo álbum diversas vezes!


Tork - Tork
Independente - Nac (9,5)


Uma bela estréia!
Tendo em suas fileiras músicos que faziam (e fazem parte) de bandas e artistas como Dr. Sin, Maurício Manieri, Sérgio Reis, Rodox, Anjos da Noite, entre outros, esse quarteto nos surpreende com um som moderno e com atitude!
Pelo background dos músicos, poderíamos esperar um disco de Hard Rock, mas o que temos aqui é um bom rock, mesclado á muito swing e groove, com alguns trejeitos do hard, que se fosse lançado por uma grande gravadora teria suas músicas executadas em todas as rádios no país.
Algo que chama a atenção é a interpretação do vocalista/guitarrista Marco Bavini, que com uma atuação brilhante nos faz acompanhar as letras do trabalho, como se nos estivesse contando estórias do nosso cotidiano (lendo as letras vocês verão que muitos se identificarão com elas), onde os destaques são Sem Pressa, Uma Voz(cujo refrão dá para imaginar sendo cantado ao vivo em uníssono), mas o que vale a aquisição do trabalho é Coração de Dragão, que vai numa linha que agradará fãs de grupos como O Rappa e P.O.D., e soando autêntico!
Além da música em si o CD vem com uma parte multimídia, onde há um vídeo para Seu Caminho, a história dos músicos, entre outras coisas, muito interessante!
Espero que a banda não fique apenas no debut, e que venham mais discos neste nível!


Pride And Glory - Pride And Glory
ST2 – Nac (8,5)


Após deixar a banda de Ozzy, o guitarrista Zakk Wylde, montou esse power-trio com os igualmente competentes James Lomenzo (B, êx-White Lion e atual Megadeth) e o baterista Brian Tichy (Foreigner), onde podemos dizer que os caras mandam um rock para lá de louco e competente!
Louco porque muitas músicas temos a sensação que surgiram de inusitadas jam sessions regadas a muita cerveja e sonzera das antigas, como Beatles, Cream, Almann Brothers e Black Sabbath(fase Ozzy claro), só que como temos ótimos músicos, acabamos tendo um álbum recheado de ótimas canções como Shine On, Harvester Of Pain, Sweet Jesus (esta que mostraria uma das facetas do vocalista no formato acústico), assim como Machine Gun Man, que te “ganha” pelo refrão, mas Cry Me A River é o som que te faz querer adquirir o trabalho, que só não é perfeito por causa da desnecessária Hate Your Guts, que encerra o trabalho!
A versão nacional traz um EP de bônus, que tem como destaques as versões pra lá de lisérgicas para The Wizard (Black Sabbath) e Come Together (Beatles)!
Assim como o seu disco solo, Book of Shadows, é um item que todos os fãs do guitarrista (e de Hard Rock) deveriam ter em sua coleção!


Deathstars – Night Electric Night
Laser Company - Nac (8,0)


Neste seu terceiro trabalho, o quinteto nórdico lança o seu disco definitivo, pois com certeza este trabalho que marcará a direção que a banda seguirá daqui em diante, e dependendo da escolha, com certeza os fãs acompanharão a banda!
Digo isso, pois embora o peso e o clima soturno estejam lá, há uma veia pop que ronda o trabalho, principalmente no que se diz a riffs e refrãos, mas que pelo menos em minha opinião somente acrescentaram ao som dos caras, que continuam mandando bem e fazendo ótimas músicas, como a faixa título e Death Dies Hard.
O que atrapalha um pouco a audição deste trabalho são os bônus que acompanham a versão nacional, pois são versões alternativas do track list regular, nos dando a impressão de estar ouvindo o disco novamente!
Um bom trabalho, que eu espero que através dele a banda venha fazer uma série de shows por nosso país, pois deve ser muito interessante um show do Deathstars, desde a sua música até os figurinos que os caras usam!

Ravenland – And A Crows Brings Me Back
Free Mind – Nac (9,0)


Esse mês de setembro foi para lá de especial para mim, pois além de ficar mais velho, tive a oportunidade de assistir a shows internacionais, ir a Expo Music, e comprar esse álbum, que para mim ao lado do debut do Remove Silence, era um dos álbuns mais aguardados destes anos...e valeu a espera!
A banda que já possui uma década de vida, somente agora conseguiu lançar o seu primeiro trabalho, que é cheio de personalidade, que ao mesmo tempo que é um prato cheio para os fãs de Gothic Metal/Rock, consegue impor particularidades no estilo, soando original e cativante!
Começando pelos vocais de Dewindson Wolfheart e da bela Camilla Raven (também violino), que se completam nas canções, o baixo gorduroso de João Cruz, os solos Hard Rock de Albanês Gonçalves e a impecável condução da bateria feita pelo mestre Ricardo Confessori (Angra, Korzus, Shaman), que além de gravar o instrumento, produziu o debut!
Vale também comentar a parte multimídia do álbum, que contém o vídeo de The End Of Light, fotos, a história do castelo que foi gravado o vídeo, agradecimentos, entre outras coisas mais!
E as canções? Surpreendentemente lineares, com um balanço perfeito das vozes e instrumentos, com músicas sublimes como Velvet Dreams, The Crow(ambas com a participação do êx guitarrista do Theatre of Tragedy Tommy Lindal), Soulmoon, essa velha conhecida dos fãs da banda, a fúnebre Tragic Romance, a já citada The End Of Light, o poema Nas Asas do Corvo e She Will Bleed Again, pode soar repetitivo, mas o trabalho como um todo é gostoso de ouvir sem ter que ficar programando músicas!
O Ravenland pode ter demorado em lançar o seu debut, mas com certeza os frutos virão rapidamente!


Platina – Platina
Baratos Afins – Nac (8,0)


Relançado há algum tempo (eu fiquei procurando este vinil um tempão), esse EP mostra como era a realidade da cena rock nacional há mais de 20 anos atrás, que ainda estava se estruturando em relação á estúdios, técnicas de gravação, instrumentos, enfim, tudo ainda era bem cru, porém todos os envolvidos neste processo tinham uma garra e vontade de fazer a coisa acontecer, que não há como não ficar eufórico ouvindo trabalhos como este!
Tendo na sua formação o guitarrista Daril Parisi, o vocalista Sérgio Seaman, e cozinha com os irmãos Andria(vocalista em algumas faixas) e Ivan Busic (que mais tarde formariam o Dr. Sin), o som deste quarteto bebia na fonte do Hard Rock de bandas como Van Halen e Kiss, com um bom domínio dos instrumentos e vocais corretos, onde os de Andria(que já mostrava grande domínio de sua voz) se saem melhores pela proposta mais festeira da banda, e aproveitando essas poucas linhas, vale lembrar que este trabalho teve grande repercussão nas rádios rock de São Paulo, como a saudosa 97 FM.
Infelizmente a banda acabou pouco tempo depois do lançamento deste trabalho, mas muito se cogitou de uma volta da banda (e porque não lançarem um novo trabalho), o que seria ótimo para as pessoas conhecerem um pouco das origens do nosso underground!

RESENHAS: THE ROCKER

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