26 de fevereiro de 2014

CHAOSLACE: COMEMORANDO UMA DÉCADA DE ESTRADA COM RELANÇAMENTOS

Trio do ABC paulista comemora marca mantendo fidelidade ao death metal tradicional

Por João Messias Jr.

Curses Behind the Diabolic Shadows
Divulgação
A música sofre mutações o tempo todo. Quase todos os anos surgem novos estilos (e com ele as tendências) e com isso uma nova forma de “ver” como ela é feita. Mas, na contra mão de tudo isso, é muito legal ver bandas que se mantém fieis a uma linha musical e dessa forma conseguem construir um legado, como a banda Chaoslace.

Do ABC paulista e atualmente formado por Leandro Nunes (guitarra e voz), Giovanni Fregnani (baixo) e Diogo Rodrigues (bateria) tiveram em 2013 o relançamento, via Ataque Extremo, de sua mais recente demo  Curse Behind the Diabolic Shadows, que apresenta como bônus o trabalho anterior, Anti-Religious Victory, de 2006.

De novidades, além de novas mixagem e masterização, que nivelou a qualidade das gravações, o trabalho ganhou uma nova capa, cuja combinação das cores vermelho e preto dão maior autenticidade ao som dos caras, que bebe na veia americana do death metal praticada no início dos anos 90, que não abre espaço para passagens acústicas, teclados e vozes femininas, pois o tempo investido aqui é para a brutalidade apenas.

O disquinho abre com Curses Behind the Shadows, que possui riffs fortes no melhor estilo zumbido e bateria metranca, que dão a tônica do trabalho. Outras faixas que chamam a atenção são as partes cadenciadas de Manifesto Against Pedophile Lords e Hatestorm, esta com um ótimo trabalho de bateria. Já Sickness of Christ possui um interessante jogo de vocais. O "lado A"  se encerra com uma boa versão para Necromancer, do Sepultura.

Já o “lado B” percebe-se que a banda fazia um som um pouco mais trabalhado e ao mesmo tempo com mais brutalidade, soando em algumas partes como o Morbid Angel da fase Covenant, o que aqui é um elogio, como em Black Horde e Anti-Religious Victory. Mas a melhor é Elimination, que encerra o trabalho e nos faz refletir que se fosse lançado pela Earache nos anos 90 seria considerada um hino para os deathbangers.

Uma ótima maneira de se conhecer um pouco da cena extrema do ABC!

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