27 de fevereiro de 2014

METAL SP: UM RECORTE DA CENA DA MÚSICA PESADA EM SÃO PAULO

Documentário feitos por estudantes de jornalismo mostra presente, passado e futuro do estilo

Por João Messias Jr.

Metal SP
Divulgação
Nas resenhas que faço, seja de CD, show ou mesmo em entrevistas, em alguns destes textos indago sobre o futuro do estilo, quando as pessoas que fazem algo hoje por algum motivo não o fizerem mais, pois apesar de hoje haver muita gente que faz das tripas e coração para que a cena caminhe, é uma incógnita saber o futuro do mesmo, ainda mais por causa da falta de público em shows nacionais e a enxurrada de shows das bandas vindas do exterior.

Mas quando aparecem sopros de renovação, esse cara que rabisca essas linhas dá pulos de alegria. Afinal se trata do estilo que gosto e isso reflete até no estilo de vida e no visual, portanto, nada mais justo. Falando sério agora, os estudantes de jornalismo da FAPCOM resolveram fazer um documentário que retratasse a cena de São Paulo em seu presente, passado e o futuro. Com o título Metal SP, os caras conseguem em quase 25 minutos sintetizar isso de forma homogênea, sem se prender a determinado período da história metálica no estado.

O documentário conta com a participação de jornalistas e críticos especializados em rock como Ricardo Batalha (Roadie Crew), Carlos Chiaroni (Animal Records), Regis Tadeu, Julio Feriato (Heavy Nation), além de músicos como Fernanda Lira (Nervosa), Bruno Sutter (Massacration), Edu Falaschi (Almah), que em suas falas, comentam da cena, citam bandas que podem despontar, casas de shows, estrutura para bandas, ou seja, boa parte das dúvidas dos fãs de música pesada aparecem aqui.

Acredito que a trupe formada por Afonso Rodrigues, Flávio Camargo e Rodrigo Paneguine não deveriam parar no Metal SP e poderiam partir para outros projetos mais ousados, pois mesmo com o curto tempo (afinal, um documentário para TCC tem um tempo restrito), pois são jovens e demonstram muito mais conhecimento do que muitos trues que se julgam donos do movimento.

E que apareçam mais pessoas escrevendo, produzindo, tocando ou indo aos shows, pois o heavy metal para ser grande, não precisa estar na mídia mainstream e muito menos depender da vinda de grupos como Metallica ou Iron Maiden. O lance deve ser feito de baixo para cima, com formação e informação.

O documentário pode ser visto no link abaixo:

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