27 de abril de 2012

SEBASTIAN BACH E SLIPPERY: PROVANDO QUE O HARD ROCK CONTINUA VIVO

"Novo trabalho do ex vocalista do Skid Row e debut de quinteto paulista provam que é possível fazer ótimos discos neste estilo"

Por João Messias THE ROCKER


O Hard Rock é um estilo que após ser quase morto pelo grunge nos anos 90, vai aos poucos mostrando sua força, com bandas clássicas  se reunindo como Cinderella, Trixter e Stryper, sendo o mais importante disso é que algumas delas não está querendo apenas reviver o passado, e sim escrever novos capítulos para a sua história!

Kicking And Screaming
Imagem extraída da Internet

E um deles é o eterno vocalista do Skid Row, Sebastian Bach, que mesmo tendo se mantido na ativa depois de sair do conjunto, só voltou a fazer trabalhos dignos de aplausos com Angel Down, de 2007. E o mais recente trabalho, Kicking & Screaming, lançado no Brasil pela Wet Music/Radar Records mostra o porque do moço estar fazendo barulho na cena novamente!

Kicking & Screaming passa longe de ser um disco retrô, e isso que o torna tão especial, pois embora algumas faixas apresentem essa característica (além da voz de Bach), o disco possui muito peso e momentos de melancolia, nos fazendo vir a lembrança o álbum Subhuman Race, de 1995.

Para essa obra, Sebastian recrutou o guitarrista Nick Sterling (que também gravou o baixo) e o baterista Bobby Jarzombek, que deram o brilho e a força que o disco precisava, além da produção de Bob Marlette (Michael Sweet), que deixou o CD com uma cara moderna sem soar mecânico.

O CD abre com a faixa título que nos faz querer fazer o que o título sugere: chutar e gritar, assim como My Worst Enemy e Dirty Power, que possui guitarras bem timbradas, mas as faixas mais sombrias como Tunnelvision, Live The Life também chamam a atenção!

Mas o que é um atrativo do estilo são as baladas, e Dream Forever e I'm Alive não fazem feio e com toda a certeza do mundo fará alguns "trues" chorarem.



Só que Bach e companhia acertaram a mão foi no encerramento com Wishin' que diferente da abertura, nos faz relaxar, esquecer dos problemas e de certa forma nos renovar para encarar os problemas da vida. Sensacional!

A versão nacional vem com um DVD bonus que contém clipes, músicas ao vivo e bastidores da gravação do álbum, o que o faz valer ainda mais a sua aquisição!


First Blow
Divulgação
Aqui no Brasil, temos uma banda que a sua maneira tem tudo para conseguir muitos fãs das décadas de 80 e 90, o Slippery, formado por Fabiano Drudi (Vocal) Kiko Shred e Dragão (Guitarras), Erico Moraes (Baixo) e Rod Rodriguez (Bateria)  que apesar de fazerem Hard, tem uma pegada mais pesada, nos fazendo lembrar de grupos como Keel, Ratt, TNT, Loudness e até o Iron Maiden do Powerslave, o que os fazem ser visto com outros olhos.


Depois de um EP, a banda soltou recentemente seu debut, First Blow, que pela capa já nos deixa instigados, e com o rodar da bolachinha nossas expectativas se confirmam ao ouvir as Hards Follow Your Dreams e Slippery, mostrando uma banda entrosada e com personalidade, mostrando que a força do conjunto é a sua maior virtude.


Two Young Hearts é outro destaque com o seu refrão festivo nos faz pensar a força que o estilo ainda tem, e nas baladas os caras não fazem feio, pois What I Need e No Time To Sorrow (essa com forte toque AOR) fossem compostas nos anos 80 ou 90, já teria sido executada nos Unpluggeds nos Hard Rock Cafés gringos!

O encerramento com a versão competente para Night Of The Demon do saudoso Demon nos deixa animados com o futuro promissor que a banda tem pela frente, que embora clichê de dizer, é a verdade: se conseguirem as merecidas oportunidades,tem tudo para se dar bem!

Esses álbuns são apenas duas amostras de como o estilo permanece vivo e pronto para arrebatar mais fas!

In Hard We Trust!

23 de abril de 2012

PATRICIA TAPIA: BUSCANDO NOVAS SONORIDADES

Patricia Tapia
Imagem extraída da Internet
Entrevista e tradução João Messias THE ROCKER

Conhecida por seus trabalhos com o Mago de Oz e Nexx (que chegou a ter o álbum Colors lançado no Brasil), Patrícia Tápia montou uma nova banda chamada KHY, que diferente do Heavy e Hard praticado pelos grupos citados, aposta numa sonoridade jovial, que mescla peso, elementos acústicos e eletrônicos e que recentemente lançou seu segundo trabalho, Irrompible.

E nesta primeira entrevista internacional, nós do New Horizons conversamos com a vocalista sobre o novo trabalho da banda, shows no Brasil e muito mais.

Confiram a entrevista:

NEW HORIZONS ZINE: Patrícia, conte-nos como se formou sua nova banda, KHY.
Patrícia Tápia: Fiquei muito triste com a separação do Nexx e decidi que não poderia ficar parada e conversei com Oscar (ex baterista do Nexx) e outros amigos músicos e colocamos mãos a obra para a banda.

NHZ: A música do KHY é diferente, é moderna, com partes eletrônicas. Como se desenvolveu esta sonoridade?
Patrícia: Bem, surgiu aos poucos, não queria fazer um segundo Nexx por que não seria legal com meu ex companheiros de banda (risos). Assim, buscamos uma nova sonoridade e assim surgiu o KHY.

Irrompible
Imagem extraída do site
NHZ: Seu novo trabalho se chama Irrompible. Como está sua aceitação na Espanha e em países que falam espanhol?
Patrícia: No momento muito bem, embora a música não esteja em seu melhor momento e graças ao Mago de Oz posso chegar a mais gente...não podemos reclamar. Parece que as pessoas gostam mais do segundo trabalho (Irrompible) do que o primeiro (risos)!

NHZ: Qual a diferença de Irrompible para seu primeiro trabalho, Volver a Creer?
Patrícia: Irrompible é um rock mais duro, com guitarras fortes, e seguimos mantendo a essência do primeiro disco, com sons eletrônicos, só que mais potente. Suponho que nós estávamos com mais vontade que no primeiro trabalho e assim saiu Irrompible.

NHZ: Você faz parte do Mago de Oz, que tem uma sonoridade diferente do KHY. Qual o cuidado que tem com a voz e para compor para ambas as bandas?
Patrícia: São duas bandas diferentes, mesmo assim dentro do rock (risos). Mas coloco a mesma garra em nas duas bandas!

NHZ: E também cantou no Nexx. Quais as recordações desta época?
Patrícia: Os bons momentos, que foram muitos, como a gravação de nosso primeiro disco,os primeiros concertos fora da Espanha... foi uma boa época.

NHZ: Há planos para vir ao Brasil com o KHY e o Mago de Oz?
KHY 2012
Imagem extraída do site
Patrícia: Eu gostaria muito, nunca estive no Brasil e adoraria ir tanto com Mago como com o KHY. Estamos planejando ir a América do Sul talvez em agosto, mas é cedo para definir os países exatos.
Cruzarei os dedos para que o Brasil seja um dos lugares, apesar de que está difícil.

NHZ: Quero sua opinião sobre algumas vocalistas: Cristina Scabbia (Lacuna Coil), Debbie Gibson (artista solo), Ann Wilson (Heart) e Marie Fredriksson (Roxette).
Patrícia: São grandes cantoras, cada uma tem seu próprio estilo. Do Heart, tínhamos uma versão com o Nexx para Alone. Gosto muito da voz de Ann!
Sobre o Lacuna Coil, que posso dizer...bem, que todas são grandes vocalistas!

NHZ: Obrigado pela entrevista! Deixe uma mensagem aos seus fãs no Brasil!
Patrícia: Agradeço a todos vocês e um abraço a todos no Brasil e se tivermos sorte, nos veremos algum dia (risos)!


4 de abril de 2012

SAKRAMENTO: CONQUISTANDO SEU ESPAÇO

Sakramento
Foto: Divulgação
Por João Messias THE ROCKER

Recomendo a vocês que toda vez que estiverem conferindo um show gringo, que prestem atenção nas bandas nacionais, pois na maioria das vezes elas te surpreenderão, como foi o caso deste trio paulista, cuja apresentação como Open Act do Besatt em fevereiro de 2010!

Praticando um Thrash que nos faz lembrar dos lançamentos do selo Woodstock (que lançou muitas perolas do Thrash/Speed no Brasil nos anos 80), os caras emanam muita energia em suas canções, tornando-as ainda mais especiais!

Nesta entrevista feita com o trio, a banda nos contou de algumas apresentações memoráveis, os planos para 2012 e muito mais!

NEW HORIZONS ZINE: Os anos de 2010 e 2011 foram muito especiais para a banda, visto que vocês fizeram apresentações memoráveis como no Carnametal e a abertura para bandas como Death Angel e Besatt, além de ter o EP de vocês comentado em diversas publicações. O que vocês acharam desta repercussão?
Mateus: É fundamental pra nos manter de pé! Com o bom trabalho vem à repercussão, nos últimos anos nos preparamos muito bem, por mais que ainda não somos uma banda muito conhecida, a parcela que nos conhece, cobra muito, o pessoal espera muito da gente e sempre tentamos dar o nosso melhor.

Danilo: Como o Mateus disse, é nosso combustível! É a sensação de que fazemos um bom trabalho, e isso nos impulsiona a querer continuar, cobrar mais um do outro e da banda como um todo.

NHZ: Eu mesmo acabei conhecendo o som de vocês na apresentação do Besatt. Como é ter esse feedback positivo de pessoas que não conheciam a banda e não estava lá para ver o som de vocês, visto que muitas pessoas ainda tem essa mentalidade de não se interessar pelas bandas de abertura?
Mateus: É pra você ver, bons shows repercutem e chegam aos ouvidos até de quem não estava presente. Nos sentimos muito bem quanto a isso, mostra evolução. Estão aparecendo melhores oportunidades. Esperamos mais shows petardos como esse em 2012!

Danilo: Geralmente a galera vê desse jeito mesmo. Se for banda grande, o povo vai ser só a banda grande. Mas a repercussão que a gente recebe em eventos DESSE tipo é muito boa. Isso de certa forma nos passa a idéia que conseguimos obter certo destaque.

Marabiza: Realmente é algo que nos deixa muito gratos, pois temos amigos e parentes que nos dão um grande apoio, mas quando alguém que simplesmente não sabe quem somos, o que fazemos e etc. nos passa uma informação dessa, realmente nos dá uma nova luz!

NHZ: Ano passado vocês lançaram o EP Seeds of Insanity. Como está a sua divulgação com público e mídia?
Mateus: Nossa principal ferramenta de divulgação é o Facebook. Hoje é fundamental ... pode parecer estranho dizer isso mas é a realidade. Estamos conquistando muitos fãs via facebook. Fazemos uma divulgação forte por este canal e o resultado dá-se em vendas da EP.

Muitos blogs e web zines tem o EP rodando. Um ponto importante, acredito eu ser o "pico" da divulgação foi a matéria que saiu no Whiplash.net. A EP foi elogiadíssima. 

Danilo: Não só o Facebook, mas o site oficial da banda tem bastante coisa legal para a galera. Claro que as redes sociais dão um impulso bacana na divulgação e como o Mateus disse, muitos fãs conheceram a gente pelo Facebook!

NHZ: O som de vocês tem muitos elementos do Thrash 80’s, em especial das bandas que o finado selo Woodstock lançava no país como Exumer, Onslaught, entre outros, mas como vocês são um trio, não soa como uma cópia dessas bandas, dando personalidade a vocês. Esta sonoridade foi definida desde o inicio da banda?
Mateus: Na realidade não. Desde os 13 anos eu tenho facilidade em fazer músicas e nunca mirei uma diretriz. Eu simplesmente tinha algumas influências que me deixavam maluco como Explicit Hate, Kreator, Exodus, Megadeth, etc, e sentava eu para compôr e as músicas iam saindo. Os sons saíram naturalmente, com uma identidade própria muito forte, bem original. Acredito com absoluta certeza que o nosso maior trunfo é a originalidade do nosso som.
Não existe tendência alguma em nossas cabeças, os sons saem por si só!

Gosto de destacar sempre a participação do Danilo. As composições são 100% de minha autoria mas não sei se as músicas teriam o bom nível que tem se não fosse o Danilo. Ele consegue encaixar as linhas de bateria com tamanha naturalidade que parece que fazemos os sons juntos! Sem dúvida tem papel importantíssimo na nossa sonoridade.

Danilo: Eu mesmo comecei tocando Punk e Hardcore... Sempre curti Thrash, Death, Heavy, etc., mas meu background musical e “baterístico” foi bastante Punk. Outra coisa que creio dar bastante personalidade pra banda é que tentamos não soar muito “bitolados” quanto à algum estilo,ritmo, etc. Ouvimos e curtimos muito hard rock, grunge, punk, etc. e isso nos ajuda a trazer texturas diferentes, sons diferentes para a banda. Eu tento trazer um pouco dessas influências até nas nossas letras.

NHZ: Essa é para você Marabiza: outra coisa que chama a atenção é o seu estilo de tocar, que tanto na performance, como na influência, lembra Steve Harris (Iron Maiden). E falando na Donzela de Ferro, o que você acha dos lançamentos mais recentes do sexteto?
Marabiza: Sim, sim, realmente eu tenho muita influência dele, tanto na mão esquerda com algumas adaptações dos “Power Chords” na guitarra para o baixo, quanto na mão direita, pois ele é um baixista sensacional que tira um som extraordinário de seu baixo e que boa parte dos baixistas não faz hoje em dia. Com relação a presença, é algo que eu sempre fui fissuradíssimo, e acho que é algo que está implícito dentro de cada um dos bangers, pois a pessoa que toca um som das vertentes mais pesadas e não sente vontade de correr, pular,  bangear e semelhantes não está sentindo a música tocar no seu coração e alma. E os últimos trabalhos do Iron a meu ver têm saído bastante legais, é notório que não estão no mesmo pique de 30 anos atrás e isso é muito mais do que esperado também, pois eles são seres humanos, mas ainda mudando algumas coisas eles são uma banda que dá pra se reconhecer na primeira audição, pois durante toda a vida foram únicos e inconfundíveis.

NHZ: E como estamos começando um novo ano, queria saber quais lançamentos você mais gostou em 2011.
Marabiza: Para mim, o lançamento do ano, disparado em cima de todos os outros foi o “Iconoclast” do Symphony X, o som deles está mais pesado e sombrio do que nunca e ainda não esqueceram como eles eram a 15 anos atrás, o álbum “The Great Execution” do Krisiun também está muito bom, dá pra se ver que eles se mantém evoluindo, o Warbringer com “Worlds Torn Assunder” também ficou bastante legal, e o Dream Theater também  (na minha opinião) conseguiu bater nos seus dois últimos álbuns com “A Dramatic Turn of Events”.

NHZ: Vou perguntar alguns tópicos e queria a sua opinião sobre eles:
Marabiza:
  • Cena Underground: A nossa cena está passando por uns altos e baixos, há muitas bandas boas que vemos por aí, porém - devido a facilidade de se comprar um instrumento em 20x sem juros, alugar um estúdio, gravar uma demo e arranjar bares pra tocar – muitas bandas ainda imaturas e não tão competentes apareceram aos montes e muitas vezes ofuscam as bandas boas, mas isto não é de todo problema, pois felizmente estamos podendo ver as bandas que realmente estão ralando e fazem um som honesto crescer ao longo do tempo.
  • Excesso de Shows Internacionais: Isso é algo que, como tudo em excesso, acaba saturando, pra mim em particular tem sido muito bom, pois pude ver bandas como Saxon, Kreator, Testament, Judas Priest, e algumas que ainda virão como Forbidden. Mas o excesso acaba sobrecarregando muito o nosso bolso e dividindo fãs, uma vez que não se pode ir à todos. Isso faz com que bandas que teriam cacife pra tocar em lugares bem maiores acabem vindo pra cá e tocando para 2 mil pessoas, isso quando não tocam em lugares ainda menores.
  • Pessoas que reclamam da cena: A cena não é perfeita mas também não é de todo defeito, eu vejo muitos reclamarem de shows vazios e semelhantes, mas nunca os vejo comparecendo a algum show do underground pra fazer volume nas apresentações dos outros, antes de pedir presença, é bom que se faça presente, isso eu digo também quando o assunto é a venda de merchandising e qualquer coisa relacionada.
  • Álbuns e revistas Virtuais: Isso é algo que ajudou muito a divulgação das bandas do underground, pois nos ajudou a cruzar muitas fronteiras, mas ao mesmo tempo atrapalha um pouco pois quem está mais próximo se acomoda um pouco, porque muitas pessoas pensam “nem do Metallica eu compro original, porque vou comprar o de vocês?”, mas ainda assim há pessoas que nos surpreendem e nos buscam, eu mesmo já despachei Eps do Sakramento para Pernambuco, Minas Gerais, Itapecirica da Serra, Cotia e outros lugares.

NHZ: Para encerrar, quais os planos para 2012 em relação a shows e material novo?
Mateus: Tenho cerca de 10 músicas prontas e diversos riffs para lapidar! Acredito que iremos soltar algum som novo este ano. Quanto aos shows muito possívelmente faremos nossa estréia fora do Estado de São Paulo. Algumas novidades irão rolar. Acompanhem nosso web site!

Danilo: Muita ralação, muito som novo, muito show, muita porrada na orelha da galera e tudo que o povo gosta (risos)! E como o Mateus disse, vamos mostrar a barulhada pro pessoal de fora de SP também, NOS AGUARDEM!

NHZ: Muito obrigado pela entrevista! Deixe um recado para os leitores!
Mateus: Salve galera, agradeço a atenção em acompanhar a entrevista com o Sakramento! Espero vê-los em algum show por aí! Abraços!

Danilo: VALEU A TODOS pela força, apoio, carinho e compromisso com a banda. Somos eternamente gratos por toda a força que a galera vem dando e VALEU pela entrevista! See ya around, folkz!

Marabiza: Primeiramente agradecer ao Messias que mais uma vez nos tem ajudado a expandir horizontes e mostrado sua dedicação ao Underground Nacional, e a todos que lerem fica meu grande abraço, e realmente espero vê-los em algum show para tomarmos uma xícara de café! Pra quem quiser bater um papo ou adquirir nosso merchandising é só acessar nosso site e/ou nos procurar pelo facebook que os estamos esperando! Até a próxima!

Obs.: Após essa entrevista, a banda teve mudanças de formação, com a saída de Gustavo Marabiza.
Em breve tanto a banda quanto o ex integrante anunciarão novidades!

22 de março de 2012

MARK FARNER: VITALIDADE ROCK AND ROLL

Por João Messias THE ROCKER


Uma das melhores coisas que acontecem na nossa vida é sermos surpreendidos positivamente!

Mark Farner e banda
Foto: João Messias THE ROCKER
A vinda do eterno guitarrista, vocalista do Grand Funk Railroad Mark Farner pode ser considerada um desses acontecimentos, pois pensem comigo: Ele, um senhor com mais de 60 anos, com uma carreira consolidada e com músicas imortalizadas na enciclopédia do Rock And Roll poderia uma hora dessas estar sentado num sofá contando suas histórias para seus filhos e netos, mas Mark está na estrada até hoje mostrando a nós mais novos como se faz Rock And Roll de qualidade!

09/03/2012 – A Coletiva

E um dia antes do show, houve uma coletiva com o músico no Braston Hotel em São Paulo, e lá Mark já se mostrava uma pessoa diferenciada, pois sempre muito atencioso com todos os entrevistados, não fugindo das perguntas e mostrando segurança e desenvoltura que os anos de estrada podem proporcionar!

Dentre algumas perguntas, o músico respondeu sobre a relação com o primeiro empresário Terry Knight, onde o mesmo disse que antes da morte de Terry, eles haviam se falado por telefone e selaram as pazes.

Outros pontos abordados foram sobre a atual formação do Grand Funk, ele disse que não está interessado no que a banda faz hoje e que não acha justo a eles estarem usando o nome Grand Funk Railroad, e que é amigo do atual guitarrista da banda, Bruce Kullick [ex-Kiss].

E para encerrar, ele disse uma coisa que serve de lição para muitos que pensam apenas no dinheiro e prestígio: ele toca hoje porque ele gosta do que faz, o que pudemos presenciar em sua apresentação.

Um grande aquecimento para o dia seguinte!

Mark Farner e Banda
Foto: João Messias THE ROCKER
10/03/2012 – A apresentação

Chegando por volta das 20:30 [a apresentação teve início ás 22:00], não havia muita gente na casa, e não houve banda de abertura, e sim o DJ Índio executando sons dos anos 60 e 70, fazendo a alegria de muitos senhores que estavam por lá.

Só que chegou uma hora que todos queriam ver e ouvir Mark Farner e suas canções, aí  pontualmente ás 22 horas, o guitarrista/vocalista foi para a frente do palco [já com a casa quase lotada] e deu início a apresentação com Are You Ready, nos surpreendendo com a força e energia da canção!

Mark estava acompanhado de uma grande banda composta pelo baixista Lawrence Buckner, o baterista The H. Bomb Crawford e pelo tecladista/vocalista Karl Propst [que entrou algumas músicas depois], onde mostraram coesão, groove e peso, de forma homogênea. E após Rock And Roll Soul e Footstompin’ Music, veio o primeiro grande hit, We’re American Band, onde Karl dividiu as vozes com Mark e se mostrou um excelente vocalista fazendo a alegria de todo o público presente, que apesar dos muitos senhores, foi composto por muitos jovens, coisas que só vemos no Rock And Roll.

E não parou por aí, pois Mark Farner sempre comunicativo, pulando, dançando e rebolando foi um atrativo a mais nesta apresentação. Esbanjando tanta energia, seria ele é um dos senhores do filme Cocoon?. Creio que sim!

Mandou ainda Shinnin’ On e a bela Sin’s Good Man’s Brother, onde a emoção foi tanta que foi difícil separar o Jornalista do fã, pois todos os presentes viram que Mark canta com gosto, alma e prazer, e isso era visível e acabava contagiando a todos!

Mark Farner
Foto: João Messias THE ROCKER
E não acabou não gente, Mark transformou o Via Marquês numa verdadeira pista de dança ao executar Locomotion [que é um cover da cantora Little Eva], onde todos mergulharam na melodia e ritmo contagiante da canção. Para reativar as energias a banda mandou Some Kind Of Wonderful e Heartbreaker, que cujo final foi transformado num Hard pesado e vigoroso. E assim encerrou a primeira parte do show!

Mark e sua trupe retornaram com o cover do Animals, Inside Looking Out e encerrou de forma sábia a apresentação com I’m Your Capitain, onde fomos tranportados aos templos do gospel americano [aquele feito pelos negros], onde Mark executando a canção escolheu essa forma de nos dar boa noite e irmos em paz para casa! Uma apresentação maravilhosa sem dúvida!

Não vou ver os Beatles e nem o Led Zeppelin, talvez veja o Kiss e os Rolling Stones, mas ter visto Mark Farner e sua banda me fez sentir o cara mais feliz por ter visto um dos senhores do Rock And Roll em plena forma e me fez me sentir firme para caminhar nesta por décadas e décadas. Obrigado Mark Farner!

12 de março de 2012

MUNDO CAO: UMA BANDA COM FUTURO

Por João Messias THE ROCKER

Com sete anos de estrada o Mundo Cao (isso mesmo, sem a grafia) é daquelas bandas que graças a solidez de seu trabalho vem cada vez mais e mais conquistando novos fãs graças ao seu som pesado, marcante e com letras que tem muito a ver com o sistema de vida e trabalho que levamos hoje em dia!

Banda Mundo Cao
Foto: Divulgação

No final do ano passado, o trio formado por Zeca Salgueiro (Baixo/Voz) Fabio Gadel (Guitarra/Voz), e o recém chegado Felipe Abdala (Bateria) lançaram seu primeiro álbum e o primeiro vídeo para Maloqueiro Sem Futuro, o que fará com que a banda consiga mais e mais seguidores!

Na entrevista feita com Zeca e Fábio, eles nos contam da repercussão do CD, cantar em português e outras coisas mais!

Confiram a entrevista!

NEW HORIZONS ZINE: Olá amigos! Vamos iniciar a matéria pelo nome da banda: porque vocês nomearam a banda com esse nome e sem a grafia correta?
Fabio Gadel: O nome da banda surgiu como resultado do conteúdo das letras, que retratam o nosso cotidiano através de um ponto de vista um pouco cruel e nada politicamente correto. Usamos essa grafia porque achamos que fica com uma cara mais simples, uma coisa meio de “muro pichado”, que é como imaginávamos apresentar o logotipo no começo da banda.

NHZ: Vocês durante esses anos vem mantendo uma carreira sólida e constante, tendo como grandes conquistas tocarem junto com o ex Kiss Bruce Kulick e conseguindo aparições em programas de TV. Como surgiram essas oportunidades e o que geraram em divulgação para a banda?
Fabio: A primeira grande oportunidade foi tocar com Bruce Kulick. Nós participamos da primeira vinda dele para tocar na KISS Fest em maio de 2007, pois Zeca foi convidado para cantar e eu acabei indo como roadie do Bruce. Nesse show e nos ensaios acabamos fazendo amizade com ele e seu o empresário, com quem mantivemos contato e acabamos combinando uma segunda vinda do Bruce, dessa vez para tocar com o Mundo Cao em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.
Os shows foram muito legais e isso trouxe certa atenção para nós. A partir daí começamos a ter acesso um pouco maior a entrevistas e programas, conseguimos colocar nosso clip em alguns canais de TV... isso, sem dúvida, divulgou muito o nome da banda e aumentou bastante o número de pessoas que acessam o nosso material.

Mundo Cao: Fabio Gadel e Zeca Salgueiro
Foto: Divulgação
NHZ: Ano passado vocês lançaram seu primeiro CD e um videoclipe para Maloqueiro Sem Futuro . Qual o feedback que está sendo passado pela imprensa e pelos fãs?
Zeca Salgueiro: Honestamente? Mais do que esperávamos. Temos muitos seguidores no Twitter e no Facebook, fora as pessoas que nos acham em e-mails e até na rua! Após uma entrevista concedida à RedeTV, e à veiculação na MTV e MixTV, os acessos ao nosso clipe aumentou muito e todos os comentários são elogiosos - o que, aliás, só nos traz mais responsabilidade de fazer um show cada vez melhor.

NHZ: E falando no clipe, o que os motivaram a escolher esta faixa?
Zeca: Achamos que essa faixa reúne ingredientes para agradar ouvidos mais e menos radicais. Não podemos ser hipócritas e dizer que é a melhor faixa do CD, senão não haveria justificativa para um próximo vídeo – que já está sendo estudado. Uma banda precisa fazer com que seu produto seja acessível ao maior número de ouvintes possível, e uma escolha baseada apenas no gosto pessoal dos integrantes pode prejudicar esse objetivo.

NHZ: E a banda desde o início se mantém fiel a sua proposta, que é fazer Hard Rock em português, fazendo um bom equilíbrio de peso e swing. Como vocês analisam a evolução da banda durante os anos?
Fabio: Nosso foco sempre foi o show e sempre procuramos melhorar nesse aspecto, buscando aquilo que funciona bem e que empolga mais ao vivo. No começo nosso set era mais curto e um pouco mais pesado; com o passar do tempo começamos a adicionar coisas um pouco diferentes ao show, que continua pesado, mas acabou atraindo um público mais abrangente.

NHZ: Falando em HardRock, quando o estilo é citado, muitos tem como lembrança o som de bandas como Poison, Skid Row, Guns And Roses, Nelson, entre outras. Mas esquecem das bandas dos anos 60/70 como Led Zeppelin, Deep Purple, Grand Funk Railroad, etc. O que pensam das bandas citadas na questão e quais dessas vocês vêem como uma referência ao som de vocês?
Fabio: Acredito que as segundas bandas que você citou influenciaram as primeiras e apesar do estereótipo que se formou em torno do Hard Rock, ele é mais abrangente. Nós gostamos das bandas citadas e temos uma afinidade grande com o público do KISS por sermos muito fãs da banda e ter tocado com o Bruce Kulick, mas no nosso som eu vejo também influências de bandas como Black Sabbath e Metallica.

NHZ: Voltando ao som em português, bandas como Baranga e Carro Bomba vem se destacando na cena cantando na nossa língua. Como vocês analisam a questão do idioma?
Fabio: Acho que o idioma deve refletir o objetivo da banda. É inegável que, se você cantar em inglês, pode divulgar o seu som em outros países, mas acho que acaba perdendo a identificação com certa parte do público daqui.
O nosso objetivo é tocar no Brasil, mesmo porque nossas letras dizem respeito à realidade brasileira e não faria sentido cantar em inglês. Eu já toquei em bandas que cantavam em inglês e acho que a resposta da galera é bem diferente quando você canta em português; o público se identifica na hora com o que você está cantando e a resposta se dá em outro nível.

NHZ: O baterista Ivan Busic (Dr. Sin) chegou a fazer parte da banda por um tempo, mas vi que vocês já estão com outro músico nas baquetas, que é Felipe Abdala. O que aconteceu para que Ivan não permanecesse na banda e como vocês chegaram no Felipe?

Mundo Cao: Felipe Abdala
Foto: Divulgação

Zeca: Ivan e Andria Busic são amigos de longa data. Já estava passando da hora de gravar um CD e naquele momento não tínhamos baterista. Chegamos a pensar em programar a bateria e depois correr atrás de alguém, mas Fábio insistiu em gravar com outro músico e me lembrei do Ivan. Liguei pra ele, que topou na hora e fez o trabalho com perfeição.
Fizemos dois shows de lançamento do CD com Ivan, mas o Dr. Sin acabara de lançar o CD Animal e as agendas começaram a conflitar. Para evitar cancelamentos ou atrasos para qualquer uma das bandas, Ivan indicou um amigo dele – Felipe Abdala – que já foi apresentado como baterista oficial da banda em um show que fizemos recentemente no Inferno Club, em São Paulo.
Além do Dr.Sin, Ivan é extremamente requisitado... é um músico fantástico que fez um ótimo trabalho conosco e nos deixou um grande presente ao indicar Felipe.

NHZ: Para encerrar, você Zeca, é Luthier. No dia a dia da confecção de instrumentos, quais as histórias mais curiosas que aconteceram com você?
Zeca: Entre as mais legais estão poder conhecer bons músicos e fazer um instrumento pra eles, como foi com Daniel Bonfogo, da banda Claustrofobia, que é meu endorsee. Eu também fiz as regulagens nas guitarras usadas por Bruce Kulick em sua primeira apresentação no Brasil e o homem não reclamou, o que já é um adianto!
E as coisas mais corriqueiras são pequenos acidentes, tipo martelar o dedo ou cortar as mãos.... Uma vez eu lixei três unhas da mão direita numa máquina e tinha um show pra fazer à noite tocando violão... foi doído, mas faz parte!

NHZ: Obrigado pela entrevista! O espaço é de vocês!
Fabio: Nós é que agradecemos a oportunidade de falar do nosso trabalho para seus leitores e esperamos que mais gente tenha acesso ao nosso som!
Zeca: Isso mesmo! Parabéns pelo blog e podem contar com o Mundo Cao pro que der e vier! Abraços a todos!

7 de março de 2012

HAGGARD: ÚNICOS

Haggard
Foto: João Messias THE ROCKER
Por João Messias THE ROCKER

Show: Haggard
Local: Carioca Club
Data: 25/02/2012

Com mais de 20 anos de carreira e inicialmente como uma banda de Death Progressivo, o Haggard foi aos poucos acrescentando novos elementos em sua música e como conseqüência fazer algo único e um novo conceito na mescla de metal com música sinfônica e medieval. E esse exotismo acabou angariando fãs no mundo todo, inclusive no Brasil, onde havia uma fila enorme na entrada do Carioca Club no dia 25 de fevereiro.

E como tinha muita gente, o negócio foi se aglomerar na muvuca para conseguir um bom lugar para as fotos, mas ao contrário de apresentações de bandas mais extremas, era possível trafegar sem problemas, pois a música dos germânico é algo para se apreciar todos os detalhes!

Depois de um pequeno atraso a banda e seus onze integrantes se posicionam ao palco e logo de cara são ovacionados pelo público, que bradava a cada música executada como o início com Hevenly Damnation e The Final Victory, e nas palavras de seu líder, o vocalista e guitarrista Asis Nasseri, que juntamente com o baterista Luz Marsen são os únicos desde o início da banda.

E falando neles, todos estavam muito empolgados em tocar no país, principalmente o já citado vocalista/guitarrista, o guitarrista Claudio Quarta e a soprano Susanne Ehlers eram outros que demonstravam essa emoção, pois o músico se movimentava de um lado para o outro e a moça agitando, sorrindo muito e arriscando uns cambrés (movimento de dança oriental)!
Mas voltando ao show, como disse acima, a cada música era uma celebração com todo o público bradando á banda, tivemos algo inusitado quando Asis chama ao público duas fãs para dividirem os vocais com a soprano Susanne Ehlers em Herr Mannelig, onde as meninas pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Mas as emoções não pararam aí, pois nesta canção, Asis passeou pelo público executando a música!
Só que ainda havia mais para o final...
...Depois de mais clássicos como Per Áspera, National Anthem e Al Inizio, tivemos o ápice da apresentação, com a execução de um trecho do Hino Nacional Brasileiro, o que pegou muita gente de surpresa, e que independente de patriotismo ou não, foi de emocionar mesmo!
Awakening The Centuries encerrou esta, que seguramente já figura entre as melhores do ano, e vamos cruzar os dedos para que não demorem mais 20 anos para retornarem. Se depender do público que bradava a cada canção, penso que ano que vem eles estarão no país novamente, e num lugar maior para que venham todos os mais de 20 músicos que compõe o Haggard!

4 de março de 2012

RAVENLAND: SOFISTICAÇÃO OBSCURA

Por João Messias THE ROCKER


RavenLand
Foto: João Messias THE ROCKER

Projeto Encontros: RavenLand

Local: Estação Metrô Tatuapé

Data: 16/02/2012

O Projeto encontros existe desde 2010 e tem com um dos objetivos proporcionar atrações gratuitas nas estações de Metrô, seja com música, dança, oficinas e todas as formas possíveis de cultura e entretenimento!

E neste dia 16 o rock foi brindado, e com uma ótima escolha, a banda de Gothic Rock/Metal Ravenland, que possui muito tempo de estrada, alguns EP’S e dois álbuns “full”, sendo And A Crow Brings Me Back destaque em várias publicações no Brasil e exterior na época do seu lançamento!

A banda formada atualmente por Banes Oliver (Guitarra), João Cruz (Baixo/Teclados), Fernando Tropz (Bateria), Dewindson Wolfheart (Voz) e a nova vocalista Juliana Rossi mostraram um set list acústico, mesclando composições da banda com versões muito especiais para clássicos do Rock/Metal.

Com um cenário simples, onde praticamente tinha a banda, os banquinhos e os instrumentos, o quinteto mostrou a qualidade habitual com sons próprios como Regret e Memories, que a medida que eram executadas, conseguiam chamar a atenção das pessoas, que paravam para observar a performance da banda. Além das músicas próprias, a banda levou sons de grupos como We Are The Fallen (banda formada por ex membros do Evanescence), Johnny Cash e Depeche Mode, fazendo um balanço interessante.

Depois de The End Of Light (música que foi o primeiro vídeo da banda e que rolou na MTV), tivemos a certeza que os próximos trabalhos da banda merecerão uma atenção maior, principalmente no quesito voz, onde Dewindson conseguiu o equilíbrio entre os graves e os soturnos e Juliana, que possui uma voz mais doce que a antiga vocalista Camilla Raven, vai elevar ainda mais a musicalidade da banda!


RavenLand
Foto: João Messias THE ROCKER

Em Our Farewell (Within Temptation) aconteceu o momento mais sublime da apresentação, onde durante a execução da música, uma menina correu para os braços de Juliana, tornando esse momento ainda mais especial!

Mas ainda não tinha acabado, pois a banda ainda executou Velvet Dreams e versões para Scorpion Flower (Moonspell) e Hunting High And Low (A-Há), que fechou a apresentação de pouco mais de uma hora, que conseguiu atrair a atenção de um bom público, mostrando que a iniciativa é excelente e que a música é uma ótima forma de atrair as pessoas!

Não tem como não agradecer a banda pela apresentação e pelo projeto, que quem sabe pode ter mais bandas de Rock/Metal em seu cast no futuro, e caso você tenha perdido esta apresentação, o quinteto estará se apresentando no dia 06 de março na Estação Paraíso do Metrô apartir das 17:00.

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