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7 de abril de 2016

MELODIAS SOTURNAS

Cariocas apostam no resgate dos primórdios do doom metal carregado e arrastado

Por João Messias Jr.

Dead Inside
Divulgação
Uma das grandes sacadas dos cariocas da Dark Slumber foi ter desenvolvido uma música pesada e arrastada, mas que abre espaço para melodias e momentos quase virtuosos. Essa é uma forma simples de falar da música praticada pelo quarteto formado por Guilherme Corbo (guitarra e voz), Sandro Leite (guitarra), Heyder Fonseca (baixo) e Jorge Zamluti (bateria), que juntos lançaram em 2015 o álbum Dead Inside.

Praticantes do que chamam hoje de dark metal, que nada mais é do que uma das facetas do doom metal, onde as guitarras não são velozes e sobressaem os vocais guturais. Impressão realçada logo pela capa, feita por Marcel Briani. E claro, as canções possuem climas densos, carregados, mas que graças a melodias bem empregadas, faz com que o álbum não se torne cansativo.

O que logo ouvimos na belíssima faixa de abertura, Reverbering Emptiness, um belo contraste de melodias soturnas com vocais guturais. As seguintes, Sorrowful Winter Breeze e Vomiting Upon the Cross são mais rápidas, mas sem fugir da proposta.

A faixa que dá nome ao álbum prima pela variedade. Ora com momentos mais cadenciados, reforçados por boas levadas de baixo e climas lentos e mais rápidos. Já Dark Slumber soa bem instigante, graças aos riffs hipnotizantes.

Enquanto Lucifer esbarra no death metal, All the Lights Fade Away é dona de melodias que beiram o thrash americano, mas ganham climas, reforçados por belos solos e resgata o clima doom da primeira faixa.

Claro que algumas coisas devem ser melhoradas, mas os caras estão no caminho certo. Ao começar pelo fato de colocarem apenas sete faixas no trabalho, o que foi bem pensado. Vamos aguardar novos trampos da banda, que tem tudo para ser um dos grandes nomes deste segmento musical!

22 de fevereiro de 2016

EVOLUÇÃO

Ritmos cadenciados e inusitados sem abrir mão de sua proposta inicial é a grande sacada do quarteto paulista

Por João Messias Jr.

Your Nightmare
Divulgação
Conhecido dos nossos posts. o pessoal do Metalizer não demorou para soltar um novo trampo de estúdio. Com o título de Your Nightmare, chama a atenção de cara pela belíssima e assustadora capa, feita por Fernando Lima (Drowned), que situa o ouvinte o que ele ouvirá após colocar o disquinho no aparelho - uma mescla de speed/thrash com inspiração oitentista.

Referências que aparecem logo nas duas primeiras faixas, Weapons of Metalization e My Cage, esta última é dona de bem sacados lances neoclássicos.

Só que (sempre digo isso né?) apesar de não haver traços modernidade aqui. Sandro Maués (voz, Zenite), Douglas Lima (guitarra), Nilo Pavão (baixo) e Thiago Cruz (bateria) deram uma variada na coisa, mesclando passagens mais cadenciadas e inserindo leves doses de melodia, o que agregou e muito na qualidade do trabalho.

Talvez os melhores exemplos dessa variedade ficam por conta de A Bridge Across Time and Space e e Preacher of Hate, que indicam novas facetas que o grupo com certeza mostrará em futuros trabalhos.

Claro que como trabalho do estilo, faixas com apelo de palco não ficariam de fora. Still Alive, o instrumental Cause And Effect e Life Is Your Nightmare farão a alegria de muitos fãs de música pesada nas apresentações do grupo. 

A preocupação com os detalhes são outro fator que faz a diferença aqui. Além da já citada capa, temos as letras traduzidas para o português e um bom acabamento no geral.

Pra colocar no aparelho, apertar o play e curtir. Só não desligue após a última faixa, pois tem uma surpresinha das boas ali...

8 de dezembro de 2015

BRUTAL, REFINADO E CANDIDATO A MELHORES DO ANO

"Seasons of Red", novo trabalho do Chaos Synopsis surpreende por apresentar contornos mais trabalhados e inusitados

Por João Messias Jr.

Seasons of Red
Divulgação
Quando uma banda prepara o terceiro trabalho, é normal que cresçam as expectativas, principalmente aos fãs que sabem que é este que mostra se a banda tem gás para uma carreira longínqua ou começa a apontar que o fim da linha está chegando.

No caso do Chaos Synopsis, o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, Seasons of Red mostra que o quarteto hoje formado por Jairo Vaz (voz e baixo), JP (guitarra), Luiz Ferrari (guitarra) e Friggi Mad Beats (bateria) mostra que tem muito a mostrar. Principalmente pelas sutis mudanças adotadas aqui. 

Para o fã que começa a ler a resenha já adianto que os caras não adotaram passagens a lá como Korn e Pink Floyd, apenas alguns diferenciais que o torna (bem) superior ao trabalho anterior, o ótimo Art of Killing.

Diferenças que ouvimos logo de cara na primeira faixa, Burn Like Hell, graças aos seus climas flamencos/orientais (alguns lembrarão de Spanish Blood do Leviaethan) , que a deixa marcante e nos faz querer saber o que vem pela frente. As guitarras de JP e Luiz Ferrari se sobressaem em The Scourge of God e Brave New Gold, com melodias que esbarram no metal tradicional. Claro que aquela banda brutal e fanfarrona mostra que não esqueceu suas origens. Incident 228 é um desses casos, apesar das sutis diferenças no vocal de Jairo, o que aqui é positivo.

Four Corners of the World encerra em grande estilo. O começo com guitarras trabalhadas logo deixa a cena, alternando climas brutais e outros voltados ao rock and roll puro e simples. Ainda falando dessa faixa, ela conta com a participação do guitarrista Ítalo Junqueira, que chegou a fazer alguns shows com o grupo.

O conjunto da obra está sacramentado em uma bela embalagem em slipcase, capa assinada por Rafael Tavares e uma boa gravação, que contou com a produção de Friggi e masterização no Abosolute Master. Pontos que unidos farão que o nome do grupo cresça cada vez mais. Cujo primeiro passo será vê-lo (com todo mérito) nas listas de melhores do ano.

PASSANDO A MENSAGEM

Com influências diversas, quarteto catarinense explora em suas letras a insatisfação contra o governo e corrupção Por João Messias Jr. As pr...