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21 de dezembro de 2017

VIRANDO O JOGO

Registro brutal e eclético é a receita vitoriosa de Far Beyond Existence

Por João Messias Jr.

Far Beyond Existence
Divulgação
A resposta está no trabalho, é fato, porém o que aconteceu com a Torture Squad é no mínimo curioso. Quando muitos pensavam que o grupo finalmente havia se estabelecido com o seminal álbum Esquadrão de Tortura (2013), a banda mudou de formação mais uma vez, trazendo Mayara 'Undead' Puertas (voz, ex-Necromesis) e Renê Simionato (guitarra, Guillotine), que somado aos veteranos Castor (baixo) e Amilcar Christófaro (bateria) lançaram um single, fizeram shows pelo Brasil/Europa e o resultado desse entrosamento tem nome: Far Beyond Existence, que merece um capitulo a parte na história do grupo.

Quem olha a capa feita por Rafael Tavares (Chaos Synopsis, Bloody Violence) pode pensar que teremos um trabalho que voltará aos tempos de Asylum of Shadows (1999) ou The Unholy Spell  (2001). Embora alguns elementos se façam presentes, estamos diante de um trabalho técnico, ousado e moderno, sem abrir mão da crueza que imortalizou o death/thrash metal.

Riffs bem sacados e construídos aliados a uma cozinha criativa que somados aos vocais brutais de Mayara, soltam músicas fortes e trampadas nos nossos ouvidos. No Fate é aquele tipo de som que você percebe muitas coisas acontecendo em termos musicais, sem abrir mão da agressividade. O mesma descrição cabe para Don't Cross my Path, além de  possuir um groove interessante.

Blood Sacrifice começa com um clima oriental, capitaneado pelos vocais limpos e cítara para depois a desgraceira tomar conta. Participações especiais se fazem presente aqui. Dave Ingram (ex-Benediction) na cadenciada Hate. A tradicional Cursed by Disease conta com a narração de Edu Lane (Nervochaos). You Must Proclaim começa a lá Annihilator/Coroner ganha os vocais de Luiz Carlos Louzada (Vulcano/Chemical Disaster).

Just Got Paid é um cover do ZZ Top (a banda dos barbudos), que consegue a façanha de manter as pirações da versão original sem largar o lado agressivo, além de ter no gogó Alex Camargo (Krisiun). Pensa que acabou, o melhor ficou para o fim com Torture In Progress.

Contando com Marcelo Schevano (Carro Bomba, Golpe de Estado, Casa das Máquinas) no Hammond, temos nove minutos de pura viagem musical. Soando como um encontro de Black Sabbath, Led Zeppelin, Rush Slayer e até um certo clima minimalista.

Unknown Abyss possui narrações, uma espécie de 'outro', que encerra o CD com um singelo "Don't Cross My Path" (não cruze o meu caminho) , de uma banda que soube passar por cima dos momentos de incerteza e tem tudo para trilhar um momento vitorioso. Impressão reforçada com o acabamento em slipcase e um encarte avulso com as traduções das músicas.

9 de outubro de 2017

BRUTALIDADE E ENERGIA

Terceiro trabalho dos goianos combina de forma homogênea brutalidade e coesão

Por João Messias Jr.

Race of Disorder
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Apesar de manter a fidelidade no som, Race of Disorder, novo trabalho dos goianos do Mugo é surpreendente em muitos aspectos, que serão dissecados linhas abaixo. O mais marcante fica por conta da combinação homogênea de brutalidade, energia e coesão. Músicas trabalhadas e agressivas que não perdem a pegada, dessa forma, gerando momentos quebra pescoço.

Descrição que casa com as faixas Corruption e Terra de Ninguém, que seguramente estarão entre as favoritas dos fãs nos shows. Só que o álbum também apresenta outras nuances. Desde o clima caótico de Deliverance e a grooveada Seeds of Pain mostram novos contornos no som do quarteto.

Só que os ápices ficam por conta de Race of Disorder e Elo Quebrado. Ambas na faixa dos seis minutos, mostram um bom nível técnico, com passagens empolgantes sem perder a brutalidade.

A banda também foi feliz na produção, a cargo de Ciero (Oitão), que acertou nos timbres e deixou tudo na cara, além do acabamento em digipack e uma bela arte que coroa esse belo registro, que será escolha dos melhores do ano na lista de muitos.
www.facebook.com/BANDAMUGO

TALENTO EM ESTADO BRUTO

Aposta no metal tradicional  é o trunfo do novo álbum da banda mineira

Por João Messias Jr.

Leviatã
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Para aqueles que não conhecem os mineiros do Exorddium, a banda tem treze anos de estrada, já lançou alguns trabalhos antes de Leviatã. Materiais que serviram para marcar o nome do quinteto no mundo da música. Porém, o novo registro tem tudo para ser a referência dos caras no heavy metal. 

Aqui, o quinteto formado por Eduardo Bisnik (vocal), Fernando Amaral (guitarra), Paulo César (guitarra), Nicolas Cortelete (baixo) e Jailson Douglas (bateria) não fugiu das raízes do metal tradicional, porém injetou uma dose de qualidade nas canções, fazendo deste trabalho o ponto alto da carreira.

O som que dá nome ao CD já entrega tudo. Pesada e dona de um refrão apoteótico, já pode ser considerada um clássico da banda. Além de trazer uma saudável referência dos primeiros dias do Eterna, em especial do álbum Shema Israel. Outro som que resgata essa sonoridade é Coração de Aço.

Outros destaques ficam por conta da oitentista Hail e das épicas Brinde a Vida e Dama das Sombras, que fecha o disquinho, que conta com uma boa produção e uma arte que combina com a proposta do grupo.

A única coisa que a banda precisa lapidar é uma linha específica a seguir. Algo que não ofusca o brilho do trabalho dos caras, que tem tudo para surpreenderem ainda mais, pois o potencial é evidente.

www.facebook.com/PerfilExorddium

18 de setembro de 2017

O LEVANTE GANHA UM NOVO NOME

Duo brasiliense aposta em temática baseada na cultura indígena

Por João Messias Jr.

Invasão Alienígena
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Já pensou em um movimento que canta sobre a história do país, resgatando fatos do passado usando elementos da cultura e ainda registram eventos e discos? Sim, o Folk Metal cabe nesta descrição, mas não é dele que falo, mas sim do Levante do Metal Nativo, nicho da música pesada que tem como nomes de destaque formações como Voodoopriest, Armahda e Tamuya Thrash Tribe. Corrente que ganhou um novo nome, a banda Tupi Nambha, cujo primeiro fruto é o EP Invasão Alienígena.

Marcos Loiola (vocal) e Rogério Delevedove (guitarra) não se contentaram apenas em cantar sobre a tribo tupinambá, mas sim cantar na língua indígena e abordar todos os temas voltados a esse povo. Musicalmente a banda funde os ritmos tribais com o peso do metal, mistura que lembra muito a Nação Zumbi, grupo que contou com o folclórico e saudoso Chico Science.

Vamos falar um pouquinho das faixas. O som que nomeia o trabalho lembra um pouco o Metallica e tem uma linha pra cantar junto. Já Antropofagia tem mais groove e o lance tribal e introspectivo que manda nela. 

Tribo em Guerra é empolgante e possui um refrão que soa como um mantra. Porém o melhor fica para as três últimas faixas. Galdino Pataxó é dançante, dona de um ritmo que alegra e contagia enquanto Feiticeiro e Ayamasca o peso sabbathico são predominantes.

O Levante continua ganhando nomes aos quatro cantos do país.
www.facebook.com/TupiNambhaOficial

4 de setembro de 2017

SEMPRE COM QUALIDADE

Goianos mergulham no Heavy Rock em Wing Seven

Por João Messias Jr.

Wing Seven
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Para muitos o Sunroad pode parecer uma banda nova, mas essa rapaziada guiada pelo  baterista Fred Mika vem construindo sua trajetória desde 1996 e hoje chega ao seu nono registro, o álbum Wing Seven.

Em toda a carreira, a banda nunca se importou em figurar em apenas num nicho musical e com o novo trabalho não foi diferente. Agora acompanhado de André Adonis (voz), Netto Mello (guitarra), Mika e o recém integrado Pedro Jordan (baixo) mergulham no Heavy Rock dos anos 80. Mistura que gera músicas marcantes como Destiny Shadows e White Eclipse.

Mas o lance não para por aí. In the Sand é inspirada pelo Hard Rock e Misspent Youth é bem pesada. Outros bons momentos ficam por conta de Whatever e Drifting Ships, essa uma baladaça pesadona e com uma bela atuação do vocal. Que ainda rouba a cena em Craft of Whirlwinds, a melhor do disquinho, dona de uma energia que contagia.

A bolachinha se encerra com a bela e longa Last Sunray in the Road. Intimista e com mais uma bela interpretação de Adonis, é daquelas que merecem sempre um 'repeat', de tão bonita que é.

Produção competente, músicas emblemáticas, capa bonita e um vocalista fora de série são alguns dos fatores que evidenciam que Wing Seven venceu. E se ainda não se convenceu, procure assistir um show do grupo, que transborda energia e competência.

6 de agosto de 2017

AINDA TEMOS MAIS...

Segundo DVD da coletânea de clipes, aposta em repertório que passeia do Thrash ao Rock and Roll

Por João Messias Jr.

DVD Roadie Metal Vol. 1
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Pois é, não bastou ousar fazendo uma coletânea de vídeos, mas sim bolar um DVD duplo, no qual a primeira parte fora comentada na semana passada, segue agora a segunda parte deste projeto, que aqui tem um caráter mais eclético, indo do Thrash ao Rock and Roll.

Elephant Casino - Believe: Com um vocal extremamente talentoso, o grupo chama a atenção pela sua forma de fazer Hard Rock. Não espere nada influenciado por Poison e Ratt, mas sim aquela linha mais introspectiva de grupos como Kings X, Galactic Cowboys e Dr. Sin da fase Insinity. Os solos de guitarra limpos e bem encaixados também se destacam.

SuperSonic Brewer - Blood Washed Hands: O ponto alto do disquinho. As gravações do EP são o cenário desta bela canção, que no começo soa como algo que o Zakk Wylde fez nos seus primeiros tempos de Pride and Glory ou em carreira solo. Porém o jogo de vozes (caprichadíssimas por sinal) fazem com que essa música funda Hard Rock e Southern Rock com extrema maestria. Para colocar no 'repeat' diversas vezes.

Demons Inside - Remorse Infected of Trauma: Bateria pesadona comandando tudo nesta música bem elaborada e cheia de groove. Alguns momentos lembram o clássico Dehumanizer (Black Sabbath). Só precisam encaixar melhor algumas passagens do vocal pra cair nas graças do público.

Jäilbäit - Take it Easy - Ai o bom e velho Rock and Roll, se não fosse ele, suportar o estresse cotidiano seria mais complicado. Essa é a ideia do quarteto alagoano. Tudo isso permeado por um metal classudo, de vozes esganiçadas e muita energia e como destaque a bela Wanessa Alves. Vale citar que por problemas autorais, hoje a banda se chama Prision Bäit.

Apple Sin - Apple Sin: Representantes do Heavy Metal Tradicional, os mineiros apostam numa ótima produção visual, tendo na canção um instrumental encorpado, voz na medida certa e o grande destaque: solos que nos remetem ao Mercyful Fate.

Cervical - Arquétipo: Energia e uma mensagem de conscientização. Esse é o recado dos cariocas, que transitam entre o metal e o Hardcore. Direto e sem firulas, o som é para pogar.

Galo Azhuu - Bruxa: Outro ponto alto do disquinho. Com mais que bem vindas referências do anos 70, com riffs e solos feitos com maestria e o clima místico da película deu um charme a mais na canção.

Exorddium - Heavy Metal: Assim como o título entrega, estamos diante de um som tradicional, que chama a atenção por ser simples e bem feito. Com referências diretas das primeiras bandas brasileiras do estilo, provaram aqui que "o menos é mais".

Magnéttica - Super Aquecendo: Rock and Roll despojado e feito por excelentes músicos. Apesar das boas intenções, soa deslocado pela coletânea ser "metal demais" para o som dos caras.

Basttardos - Despertar do Parto: Uma banda muito legal, num som que privilegia o peso e as vozes cheias de emoção, num som que transita entre o Hard e o Thrash.

Hellmötz - Wielding the Axe: Groove e peso mandam nesta canção.Num vídeo que lembra muito o modelo usado pelas bandas de Thrash do fim dos 80 e começo dos 90, fazem o cenário desta banda que faz um som bem feito e competente.

Burnkill - Cadáver do Brasil: Mais um exemplo de que o menos é mais. Produção simples, que tem como tema as manifestações que se fundem com os caras mandando seu Thrash de instrumental encorpado e vocais crus, que só precisam ser melhor lapidados.

Fallen Idol - The Boy and the Sea: Imagens de guerras e destruição em primeiro plano com o grupo atuando é a receita da banda, que funde o Doom Metal com o Metal Tradicional, onde o peso e os vocais, cantados de forma natural são os destaques.

The Phantoms of Midnight - Midnight:  Para aqueles que sentem falta daquele Metal Sinfônico de bandas como Nightwish, taí uma banda que podem gostar. Com os teclados na frente e executada por bons músicos, temos uma canção bem construída, porém sem novidades.

Dust Commando - P.O.T.U.S.: Outro ponto alto do disquinho. Instrumental pesado com vozes que vão do Alternativo ao Grunge e Stoner com um instrumental encorpado. Alice In Chains, Soundgarden são algumas referências desta banda que merece ser ouvida por mais pessoas.

Razorblade - Cuts Like a Razor: A bola fora da coletânea. Donos de um instrumental passável e um vocal que remete a grupos como Damien Thorne e Living Death, a banda precisa melhorar alguns pontos, como o vocal e a cozinha. Mas o pior é o vídeo, com imagens de mal gosto e clichês. Se uma banda pretende vislumbrar algo na cena, deve colocar o que tem de melhor a prova. Não o contrário.

Além dos vídeos, o trabalho apresenta extras como depoimentos das bandas participantes e um menu simples e eficaz, junto com uma bela embalagem, citada na resenha anterior.

Apesar deste segundo DVD oscilar mais entre as bandas participantes, assim como o primeiro volume, é uma bela forma de se conhecer novos grupos, talvez tendo alguns deles como suas futuras bandas de cabeceira.

31 de julho de 2017

O LANCE FEITO DA FORMA CORRETA

DVD duplo reúne 32 bandas de diferentes estilos dentro do metal

Por João Messias Jr.

DVD Roadie Metal Vol 1
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Por incrível que pareça, as coletâneas ainda são vistas por muitas pessoas como um balaio de gatos, onde fatores musicalidade e potencial não aparecerem de forma combinada, são o principal motivo de muitos não acreditarem neste tipo de trabalho.

Para que este tipo de negócio passe batido pela descrença é necessário um foco maior na qualidade musical, um projeto gráfico de primeira e talvez o maior atrativo: a condição de igualdade entre os grupos participantes.

Temos alguns exemplos que seguiram a risco como as coletâneas que as saudosas revistas Valhalla e Metal Mission fizeram num passado não tão distante. E em 2017 temos mais um nome de destaque para esta seleta lista: a Roadie Metal Vol 1, que reune 32 bandas em dois DVDs.

Mantendo o mesmo padrão gráfico dos CDs coletânea, o DVD vem com um excelente acabamento gráfico, com livreto e o mais importante: um encarte democratizado, onde TODAS as bandas entram com igualdade para conquistar o gosto de quem está do outro lado na poltrona.

A resenha de hoje será da primeira parte, cujo foco são as bandas mais extremas. E cumprindo com o quesito democracia, segue um vídeo a vídeo de cada uma das participantes:

Voodoopriest -  Juggernaut: Não havia melhor forma de se iniciar esse trabalho. Talvez a melhor banda de Death/Thrash nacional que aqui figura com um dos seus clássicos. Pesada, intensa e com uma linha pra cantar junto, perfeita para os palcos. Não é a toa que o vídeo foi gravado no Hangar 110. Outros destaques ficam pela dinâmica das guitarras, que fizeram a diferença aqui.

Tellus Terror - Bloody Vision:  Os cariocas mandam um Death/Black variado, com um excelente trabalho do vocalista Felipe Borges, que vai do operístico ao gutural, se saindo bem em ambos. O mais legal é que os integrantes da banda são os atores da película, num cenário totalmente dark, inspirado numa espécie de tribunal. Manteve o nível.

Death Chaos - House of Madness: Sangue e tortura são os ingredientes escolhidos por estes paranaenses. Num cenário onde prevalece por quase todo o tempo a banda ao vivo, com cenas isoladas de violência, se sairam bem com seu Death Metal agressivo e caótico.

Krucipha - Reason Lost: Se a sua praia for um Thrash cheio de groove com elementos da música brasileira, tai a banda. As cenas de cárcere privado mescladas com a banda em ação foram bem feitas, mostrando que não é necessário buscar banda gringa para curtir.

Division Hell - Bleeding Hate: Simples e bem feito. Com foco na performance com alguns efeitos aqui e ali, mostrou o poder do grupo nesta canção, cujo destaque ficam para os solos, que nos remete a referências como o Heavy Tradicional e a música clássica.

Tribal - Broken: Curiosa mistura de groove com climas minimalistas é a receita deste quarteto curitibano. Num vídeo que mostra a banda em ação mesclada a imagens que se passam por dentro do corpo humano. Trabalho bem feito, mas que dividirá opiniões.

No Trauma - Fuga: No esquema "quem sabe faz ao vivo", a banda optou por fazer uma gravação num espaço a céu aberto para que todos pudessem sacar o metalcore direto e reto praticado por eles.

Core Divider - No War: Pancadaria cheia de groove influenciada pelos momentos mais agressivos do Pantera. Formada por ex-integrantes da Skin Culture. A escuridão presente no video combinou com o clima de desespero emitido pelo grupo.

Monstractor - Immortal Blood: Taí uma banda que a galera deveria conhecer, graças ao seu Thrashão classudo com toques de Motorhead em mais uma película que tem como foco a performance.

Vorgok - Hunger: Esse grupo carioca tem tudo para ser a preferida dos thrashers. Formada por ex-integrantes de bandas como Explicit Hate e Necromancer, os caras chamam a atenção pela velocidade e coesão.

Heavenless - Hatred: Trio potiguar apresenta um Death Metal que bebe no lado tradicional do estilo. cujo vídeo tem como tema as atrocidades ocorridas pelo mundo, como a Ku Klux Klan e os ataques as mesquitas.

Matricidium - The Beating Never Stops: Aqueles que viveram o ápice das guerras entre as tribos urbanas sentirão arrepios ao assistirem este vídeo, embalado pelo metal da morte, muito bem executado pelo trio.

Forkill - Vendetta: Mais Thrash na área. O quarteto mete os pés no peito do ouvinte num cenário que mostra o verdadeiro lugar das bandas do estilo: o palco.

Ninetieth Storm - Death Before Dishonor: Sexteto capixaba aposta na agressividade do Deathcore e assim como a Heavenless, funde imagens de tragédias com a banda em ação.

Usina -  Destruição e Morte: Faixa título do mais novo trabalho do grupo, que mistura groove e extremo, que combinou com o roteiro, com um cenário inspirado no seriado "Oz".

Cursed Comment - Luftwalfe: Coube aos mineiros encerrarem essa primeira parte da coletânea com um vídeo simples, que capta cenas da banda ao vivo com o fundo os aviões alemães que destroçaram com tudo na segunda guerra mundial.

Apesar do foco no extremo, temos sons para todos os gostos e apesar do resultado não ser linear, temos aqui uma oportunidade de se conhecer bandas de forma justa e democrática.

Na próxima semana, a segunda parte do DVD.

20 de março de 2017

GARRA É TUDO

Gana de fazer músicas envolventes e apaixonantes é o trunfo de banda sergipana

Por João Messias Jr.

Seeds of Evil
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Sabe aquele jogo em que a melhor equipe leva um baile do adversário infinitamente inferior e que compensa tudo com garra, raça e vontade? É essa sensação que é passada ao ouvir Seeds of Evil, primeiro trabalho dos sergipanos da Stonex, que tem como referências o hard/heavy dos anos 70 e 80.

Mas engana que se trata de uma formação stoner, pois o pessoal aqui soa como as primeiras bandas nacionais de metal daqui do Brasil. Outro aspecto que nos remete ao período é que tocam com muita garra e paixão, mostrando que em muitos casos, o entrosamento vale mais do que a técnica masturbatória. As quatro músicas chamam a atenção pela linearidade entre elas....nada aqui foi feito para encher linguiça. Porém Electric Sky e Master of the Pit são as melhores aqui. A primeira pelo bom trabalho de guitarra e a segunda pelo refrão pra lá de  convidativo.

Por ser um primeiro trabalho nota-se algumas coisas a serem melhoradas. Começando do som, só devem fugir um pouco das influências, além de buscarem uma qualidade melhor de áudio. Além de um melhor cuidado na identidade visual do grupo. Quesitos que devem ser resolvidos nos futuros trabalhos.

13 de março de 2017

RECOMEÇO EM GRANDE ESTILO

Grupo formado das cinzas da Invisible Enemy lança EP que pode cair no gosto da galera Death/Thrash

Por João Messias Jr.

Blood Path
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Ás vezes dar um passo para trás não significa regredir, pelo contrário. É pavimentar o caminho para seguir com novos e largos passos. Assim podemos definir a caminhada da banda Terrorsphere. Oriunda do Paraná, surgiu em 2014 após o fim da Invisible Enemy e agora nos brinda com seu primeiro trabalho, o EP, Blood Path.

O trabalho transita entre o Death e o Thrash, que mescla diversas escolas dos estilos citados, tendo como base a velocidade e crueza, que gera canções feitas para os palcos. O que percebemos logo de cara, com a faixa de abertura, Assassinos, única cantada em português, que tem um refrão marcante. As passagens cadenciadas e o clima mórbido de War Curse também chamam a atenção, assim como a empolgante faixa que dá nome ao disquinho.

Reforçando as boas impressões musicais, a banda "embalou" o material com uma boa gravação, que poderia ser menos crua e uma bela capa que deve ficar ainda mais bonita como uma camiseta ou em formato para vinil.

Agora é aguardar os próximos passos da turma formada por Werner Lauer, Udo Lauer, Francisco Neves e Victor Oliveira.

1 de dezembro de 2016

ADRENALINA THRASH

Novo álbum do grupo catarinense aposta em canções energéticas e viscerais

Por João Messias Jr.


Tirando o Death Angel, que fez um álbum excelente, a verdade é que os medalhões do estilo não fazem faz tempo um trabalho digno de nota máxima. Se por um lado isso é ruim, pois mostra que o tempo chega para todos, o bom é que nos faz olhar para outras direções e a consequencia é conhecer outras possibilidades de dolorir seu pescoço.

Não é novidade dizer que o Thrash nacional há tempos vem mostrando ao mundo o seu valor. Bandas como Woslom, Executer, Forka, Blackning e Ancesttral cada uma a sua forma aponta novos caminhos para o estilo e aos poucos cravam seu espaço na cena. Porém, lá de Santa Catarina, os thrashers do Jailor me chamaram a atenção em seu segundo álbum.

Dono de uma capa maravilhosa, Stats of Tragedy tem tudo para ser lembrado como um clássico do estilo. Além da imagem pra lá de chamativa, as músicas são movidas pela adrenalina, ou seja, feitas para fazer o pescoço doer.

Mesclando referências como Slayer (a principal) e pinceladas de Forbidden, Deliverance e Kreator, o quinteto formado por Flavio Wyrwa (voz), Alessandro Guima (guitarra), Daniel Hartkopf (guitarra), Emerson Niederauer (baixo) e Jefferson Verdani (bateria) se concentraram em canções feitas para tocar ao vivo, como na trinca inicial Human Unbeing, Stats of Tragedy e Throne of Evil. Todas com o destaque para os vocais gritados a lá Tom Araya.

Só que a boa impressão não fica apenas no começo. Jesus Crisis e as viciantes Ephemeral Property e Six Six Sickness são outros pontos altos desse disquinho, onde a banda acerta a mão em todos os detalhes...principalmente se pensarmos que a exceção da intro G.O.D., todas as faixas tem tempo médio de seis minutos. 

Uma pena que esse trampo é de 2015, do contrário estaria na minha listinha de melhores de 2016!

4 de outubro de 2016

THRASH METAL NA ÁREA

Mineiros apostam no Thrash tradicional no EP Manipulation for a Tragedy

Por João Messias Jr.

Manipulation for a Tragedy
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Chega a ser assustadora a qualidade dos materiais que as bandas apresentam hoje. Não digo apenas por causa da questão tecnológica, que nos colocou no mesmo patamar das bandas estrangeiras, principalmente no quesito musical, onde os músicos evoluíram (e evoluem) de forma magistral.

Como os mineiros da Demolition. Formada em 2014, dois anos após o início das atividades, soltaram o primeiro material da carreira, o EP Manipulation for a Tragedy. Musicalmente Zenn Augusto (voz), Gabriel Vieira (guitarra), Junior Silveira e Wagner Oliveira (bateria) bebe na fonte do Thrash americano, cuja sincronia instrumental chama muito a atenção. Um exemplo são as trabalhadas Infected Face e Influence.

Manipulation também merece ser citada. Apesar de mostrar as características das músicas anteriores,, ela é mais direta e com um refrão feito para os palcos.

O não emplaca são os vocais de Zenn (que deixou o grupo), que seguem uma linha próxima a bandas como Vio-Lence e Sacred Reich. Estilo que se perde a mão, tira o brilho do trabalho, como ocorre em todas as faixas do EP.

Ainda mais se levarmos em consideração que a banda acertou na produção e estampa o trabalho com uma capa chamativa que olhando de perto se percebe muitos detalhes. Pena que ela não enumerou esses detalhes na ficha técnica do trabalho.

A verdade é que, acertando os detalhes, pode cair nas graças (e coração) dos thrashers, pois a banda possui bons músicos e capacidade para fazer um excelente sucessor deste EP.

5 de setembro de 2016

O PODER DE SURPREENDER

Trio paulista reúne com maestria elementos do Death e Thrash metal no EP "Rot In Pieces"

Por João Messias Jr.

Rot In Pieces
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Muitas vezes, por sermos mais velhos e vividos, achamos sempre que nada nos surpreenderá, afinal,"já vimos de tudo" e com a música pesada não é diferente. Nesse mundo das resenhas de álbuns, nos deparamos com trabalhos excelentes e outros que precisam aprimorar algo.

Hoje o dia foi de comemorar, pois ao colocar o EP de estreia do Rotten Pieces acabei me surpreendendo por demais. Primeiro, ao olhar a arte da capa (feita por Maurício Reguffe) sugere algo voltado ao Death mais "casca grossa" e a grata surpresa é que estamos diante de um grupo que embora tenha elementos do metal da morte, tem os pés fincados no Thrash Metal, o que garante uma música que ao mesmo tempo é técnica e precisa, é quente e empolgante.

As seis músicas do disquinho chamam a atenção pela coesão, peso e pelas passagens trabalhadas, que aqui são usadas para o bem da música. Passagens que possuem alguns diferenciais...a bateria de Davi Menezes, que apesar de pesada e cheia de groove, recebe influências de outros estilos. Já as seis cordas de Lucas Putini fogem dos clichês, com uma influência bem vinda de Andreas Kisser (Sepultura), o que dá um sabor diferente nas canções. Como na primeira faixa, Rot in Pieces, que fica mais abrilhantada graças aos vocais "obituarísticos" de Leo Morales, também baixista.

Hell Soldier, é dona de muitas quebradas, Já The Refuge of Suicidals é mais agressiva e com belos solos. Blood for Freedom tem o pique thrash e vocais quase vomitados. Ainda falando desse som, os solos são pra lá de empolgantes, numa veia quase NWOBHM, que mostra que buscar outras referências só faz bem para a música.

Pure Words é mais agressiva com uma ponte/refrão feita para cantar e erguer os punhos. Colony inicia de forma mais puxada para o Death tradicional, mas descamba para o Thrash sem cerimônia, encerrando com o astral na estratosfera este belo trabalho.

Essa é a graça da vida, por mais experientes que somos, alguém sempre acaba nos surpreendendo!

25 de agosto de 2016

SABEM O QUE QUEREM

Cariocas apostam num Rock and Roll que alterna climas densos, pesados e com muitas variações

Por João Messias Jr.

Sem Juízo
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É gostoso, prazeroso e gratificante quando chega em sua casa trampos em que você vê que houve a preocupação no pacote completo. Como o álbum dos caras da Moby Jam. Os caras fizeram a lição de casa, com uma capa bonita, embalagem no estilo paper sleeve e uma boa produção, clara e definida.

Quando colocamos a bolachinha para rodar, percebemos como os caras são bons em seus instrumentos. Sem firulas e viagens desnecessárias, Marcelo Vargas (voz, guitarra e violão), Elson Braga (baixo), Augusto Borges (bateria) e a colaboração de Marcelo Pombo (teclado e piano), destilam um Rock and Roll que passeia entre o grunge, progressivo e o pop. De forma quase homogênea, as músicas entram fácil na cabeça do ouvinte, pois são gostosas de ouvir, como a trinca inicial formada por Purpurina, Sol e Chuva Ácida.

Eu disse quase homogênea né? Pois bem, as faixas Brilhar A Minha Estrela - Da Mais Um (Vid & Sangue Azul) e O Vôo quebram o clima do disco por serem diferentes. A primeira por misturar Reggae e Rock e a segunda por ser mais Pop. Nada contra misturar estilos, mas a verdade é que na ordem do disco elas não funcionaram.

A coisa volta aos eixos com a faixa titulo, um rockão cheio de energia e intensidade que cativa todos os fãs de boa música, encerrando o disquinho com positividade e apesar de tudo de forma satisfatória.

Uma banda que sabe o que quer, mesmo com a escorregadinha na metade do disco.

PASSANDO A MENSAGEM

Com influências diversas, quarteto catarinense explora em suas letras a insatisfação contra o governo e corrupção Por João Messias Jr. As pr...