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24 de julho de 2017

TERCEIRO E DECISIVO PASSO

Peso e modernidade são os novos ingredientes de Resilient, novo trabalho do trio de Americana

Por João Messias Jr.

Resilient
Divulgação
O amigo que acompanha a estrada do rock, sabe que não existe uma regra, tampouco um manual de instruções para uma banda chegar ao estrelato. Tentativas, brigas, erros e acertos são elementos presentes na luta das bandas por um lugar ao sol.

Com a Pop Javali não é diferente. São 25 anos de carreira e há tempos contando com Marcelo Frizzo (voz e baixo), Jaéder Menossi (guitarra) e Loks Rasmussen (bateria) viveram de tudo um pouco. De shows vazios até aberturas para os icones Deep Purple e Uriah Heep, lançaram esse ano o seu terceiro álbum de estúdio, Resilient.

Para aqueles que acompanham a carreira dos caras, perceberam que a banda vinha dando uma cara mais pesada e moderna em suas canções. Fato evidenciado no CD ao vivo Live At Amsterdam (2015). E esses elementos aparecem com toda a força, o que agradará alguns e dará aversão a outros, como toda transição.

E como tudo isso funcionou em Resilient?

A New Beginning é um interlúdio de guitarra e abre caminho para Hollow Man, que é pesada e conta inclusive com partes mais viscerais, inclusive na bateria e mostra uma banda mais para o Noturnall do que Van Halen. E essa nova cara não fica restrita a essa música. Drying the Memories e Reasonable mostram que os caras curtiram esse lance mais pesado. Talvez decepcionando aqueles que conheceram a banda por meio de sons como Anything You Want e Healing No More. Já We Had it Coming tem um 'rip off' que convido o leitor a sacar qual é.

Porém, é na segunda metade de Resilient que temos os ápices musicais do disco. Shooting Star tem um instrumental que lembra muito a fase Brutal do Dr. Sin, enquanto Turn Around salta aos olhos com seu clima intimista. Já Undone se destaca pela bela interpretação vocal e um excelente solo. Aliás, vale citar que Jaéder Menossi é um guitarrista que merece ter seu trabalho divulgado a mais pessoas, em especial aquelas que acham que temos apenas caras como Kiko Loureiro (Megadeth, Angra)  e Eduardo Ardanuy (ex-Dr. Sin) como referências.

O encerramento do disquinho vem com dois momentos contrastantes e interessantes. A pesada e agressiva faixa título que mostra um jogo de vocais que une momentos agressivos aos já tradicionais do grupo. Renew Our Hopes é uma espécie de elo de dois mundos, unindo passado, presente e futuro da música do trio.

Junto a música bem feita, temos um projeto gráfico que combina com a proposta da banda, a cargo de João Duarte e uma produção limpa e definida, feita pelos irmãos Andria e Ivan Busic.

Assim como disse quando resenhei Live At Amsterdam, ousar pode não ser a receita para o sucesso, mas se olharmos para grupos como Kiss, Aerosmith, Rush e Metallica, constatamos que o elemento ousadia foi e continua sendo uma constante para a proliferação de seu legado.

18 de maio de 2015

POP JAVALI: "NUNCA TIVEMOS PRESSA DE ALCANÇAR UM SUCESSO RÁPIDO E EFÊMERO"


Pop Javali
Divulgação
Com duas décadas de estrada, o trio de hard rock Pop Javali colhe atualmente os frutos de bons serviços prestados a música. Boa parte desse feito vem graças ao segundo lançamento do grupo, The Game of Fate, que rendeu apresentações com grandes nomes da música nacional e internacional como Uriah Heep e Dr. Sin.

Neste papo feito com o baixista/vocalista Marcelo Frizzo e o guitarrista Jaeder Menossi (completa o trio o baterista Loks Rasmussen), os músicos falam do atual momento vivido pela banda, os shows recentes ao lado do Dr. Sin, além dos próximos passos, como um novo disco de inéditas e a primeira tour europeia.


Com vocês, Pop Javali:

Por João Messias Jr.

NEW HORIZONS ZINE: A banda retornou de uma turnê pelo Paraná ao lado do Dr. Sin. Como surgiu a ideia de fazerem esses shows em conjunto e o que acharam do resultado?
Jaeder Menossi: A ideia surgiu da grande amizade que fizemos durante a gravação do nosso CD “The Game of Fate” que o Andria e o Ivan Busic produziram. O resultado foi magnífico, tanto que novas turnês em conjunto devam ocorrer ainda esse ano.

Marcelo Frizzo: Extraordinária essa experiência! Todo mundo sai ganhando, o público, as casas de shows e as duas bandas!  Viajar e tocar ao lado desses músicos fantásticos, que são grandes amigos nossos, é sempre muito divertido. E o alto astral que temos juntos reflete nos shows que rolam num clima excelente! Bom pra todos!

NHZ: Interessante que assim como a banda dos irmãos Busic, vocês são um trio e estão com uma formação sólida. Falando nisso, como é a convivência de vocês após mais de duas décadas tocando juntos?
Jaeder: A convivência continua sendo ótima, somos pessoas simples e bem parecidas, isso facilita muito.

Marcelo: Somos uma família. Nós temos uma convivência muito boa, no trabalho e na parte pessoal também. Por sermos tão amigos é que a banda se mantém firme há mais de 20 anos. Momentos de dificuldades são encarados em conjunto por todos, aliviando o peso total, de forma que a gente se mantém inteiro mesmo em situações menos favoráveis.

Pop Javali
Divulgação
NHZ: Voltando a falar de shows, as apresentações realizadas  na capital paulista em 2014, como a abertura para o Uriah Heep mostram o bom momento vivido pelo grupo, graças a excelente repercussão de “The Game of Fate”. Toda essa fase positiva foi algo planejado que vocês olham e dizem: "Tudo conforme o cronograma" ou as coisas foram rolando?Jaeder: Acho que as coisas aconteceram em conjunto; o resultado final do CD, a produção em si e as músicas terem atingido o nível almejado foi um fator que nos trouxe muita confiança. Também tivemos muitas apresentações no primeiro semestre de 2014, o que foi ótimo para aprimorarmos nossas performances e entrosamento.  

Marcelo: Eu creio que estamos iniciando uma fase de “colher o que plantamos” durante mais de 20 anos. Nunca tivemos pressa de alcançar um sucesso rápido e efêmero. A Pop Javali foi criada pra ser uma banda duradoura, não uma “aventura”. Sempre tivemos pés no chão. Eu entendo que nada acontece na véspera. Ainda estamos começando, mas já subimos os primeiros degraus. Ainda temos uma escadaria enorme pra subir, e vamos continuar da mesma forma: um degrau de cada vez.

NHZ: No nosso último papo, fazia pouco tempo que “The Game of Fate” havia sido lançado. Passado quase um ano dessa conversa, o que a galera tem falado do Pop Javali por aí?
Jaeder: As resenhas tem sido ótimas, mas o mais bacana é poder perceber nos shows a participação e interação do público. Este é o principal parâmetro e, sem dúvida, o mais importante.

Marcelo: A repercussão de público e crítica foi realmente acima do esperado! E ainda tem muita gente que está conhecendo só agora. E sempre tem agradado, o que nos deixa muito satisfeitos e honrados. A dedicação e empenho que colocamos neste álbum reflete nessa reação positiva das pessoas.

NHZ: “The Game Of Fate”, inclusive está sendo vendido em plataformas digitais como Spotify e iTunes. Apesar da maioria da galera do rock/metal ser fã do produto físico, vocês vêem esses canais como o futuro da música?
Jaeder: Creio que essas plataformas ajudam muito pois proporcionam outras formas das pessoas no mundo todo terem acesso ao nosso trabalho.

Marcelo: Não podemos ser “peixe fora d’água”.  As plataformas digitais são uma realidade assim como a própria internet. Não dá pra ficar alheio a isso.  Eu também, pessoalmente, prefiro um vinil, com uma capa grande, de preferência dupla, com encartes de letras e fotos! Puxa, isso era demais! (risos). Mas existe o lado bom da mídia digital, que é a divulgação sem fronteiras do trabalho. O Pop Javali hoje é conhecido em países que nem sequer imaginávamos que seriam nossos fãs quando a gente começou. Indonésia, Filipinas, são países onde há um grande número de apreciadores do nosso trabalho, graças às plataformas digitais.

No Reason to be Lonely
Divulgação
NHZ: Ainda falando sobre o disco, a capa lembra a de Joe's Rhapsody, da extinta banda Destra. Vocês conhecem a arte? 
Jaeder: Sinceramente não conhecia, mas depois da sua pergunta, fui pesquisar e realmente achei as capas realmente parecidas.

Marcelo: Também não conhecia. Acabei de ver agora na internet porque a pergunta despertou a curiosidade. (risos) Sempre tem algo que se compara a alguma coisa, em se falando de música. O que é que ainda não foi feito (risos)?

NHZ: Vocês praticam uma música que transita entre o hard, pop e AOR. E isso me fez refletir que felizmente tempos hoje no Brasil bandas que além de representarem bem essa vertentes, como Desert Dance, Sioux 66 e Marenna, possuem trabalhos com excelente produção. Pensam que a hora do estilo no país finalmente chegou?
Jaeder: Acredito que estamos vivendo um momento muito criativo na cena nacional, existem muitas bandas brasileiras desenvolvendo ótimos trabalhos, isso acaba trazendo uma maior credibilidade, e, espero, maiores oportunidades e espaços.

Marcelo: Acho difícil dizer que nesse país algum estilo de música que não seja comercial, ou “bati
dão pra massa”, alcance sucesso. No entanto, continuamos na luta! Quem sabe o cenário melhore.

NHZ: A banda parte para seu primeiro giro pela Europa no segundo semestre. Quais as expectativas para essa tour e como pintou a oportunidade?
Jaeder: As expectativas são ótimas, já temos quatro datas confirmadas e a ideia é poder fecharmos mais quatro ou cinco shows. É a oportunidade de adquirirmos mais bagagem e solidificar ainda mais nossa carreira. A oportunidade surgiu através do trabalho diferenciado da Som do Darma, que assumiu a direção artística do Pop Javali a partir do início de 2015.

Marcelo: É uma excelente oportunidade e a expectativa é a melhor possível.  Estaremos apresentando nosso trabalho numa vitrine promissora. Essa sempre foi uma meta da banda desde o início: uma carreira internacional. As dificuldades são enormes, mas a oportunidade pintou principalmente através de pessoas conheceram o nosso trabalho e se interessaram em apoiar e viabilizar essa tour. So, let’s do it!

The Game of Fate
Divulgação
NHZ: Para encerrar, existem planos imediatos para um novo trabalho?
Jaeder: Sim, na verdade já temos material novo suficiente para um disco duplo. (risos) Estamos nos programando para entrar novamente em estúdio em 2016, mas estaremos registrando o áudio dos nossos shows na Europa para lançarmos um CD ao vivo ainda antes do novo material de estúdio.

Marcelo: Ainda estamos divulgando “The Game Of Fate” pelo país. Em breve estaremos em outros centros levando nosso trabalho. E ainda tem a turnê européia em outubro. Mesmo assim, estamos nos dedicando muito em estúdio na pré-produção do novo CD, o qual deve ser gravado na virada do ano e lançado em 2016. Músicas novas vêm aí!

NHZ: Muito obrigado pela entrevista. O espaço é de vocês.
Jaeder: Nos é quem agradecemos pela oportunidade de falar aos seus seletos leitores. E gostaria de agradecer também a estes veículos tão importantes por ajudarem a fomentar a boa música e trazer perspectivas e horizontes para bandas como a nossa. Um grande abraço a todos!

Marcelo: Meu brother João Messias Jr., muitíssimo obrigado pelo espaço e pela consideração. Desejo o melhor para você e suas mídias e que siga firme e forte! Grande abraço!

29 de setembro de 2014

POP JAVALI: "É BOM SER COMPARADO A COISA BOA"

Apesar do nome um tanto exótico, o trio de hard/AOR Pop Javali mostra em seus dois álbuns, "No Reason to be Lonely" e "The Fame of Fate", Marcelo Frizzo (baixo e voz), Jaéder Menossi (guitarra) e Loks Rasmussen (bateria) mostram um som refinado, que oferece peso, pegada, cadência em belas melodias no tempo certo, em especial na música "Healing no More", cujo refrão gruda nas mentes em poucos segundos.

Na entrevista feita com o trio, os "javalis" nos falam um pouco dos 20 anos de estrada, sonoridade, comparações com bandas do estilo, Uriah Heep e a participação na Virada Cultural na terra natal do grupo, Americana, no interior paulista.

Por João Messias Jr.
Fotos: Divulgação

No Reason to be Lonely
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NEW HORIZONS ZINE: O primeiro álbum, “No Reason to be Lonely”, lançado em 2011, reúne canções dos primeiros 20 anos de banda e três anos depois lançaram “The Game of Fate”. Quais as principais diferenças em trabalhar um material que acompanha a banda desde seu início e ter de começar do zero criando novas músicas?
Marcelo Frizzo: Desde que a Pop Javali foi criada, ficou muito evidente nosso gosto comum por trabalho autoral. Pra nós o processo de composição flui de forma muito natural. Ttemos muitas músicas compostas ao longo da carreira. Para o “The Game”, em especial, fechamos um “set” com apenas musicas compostas de 2012 pra cá, pra ter uma contemporaneidade. Isso fez bem porque a sonoridade ficou mais moderna, sem perder sua essência.

Jaeder Menossi: No primeiro trabalho juntamos algumas composições inéditas do período de 2007 em diante com algumas do início da banda em 92, que na verdade, soavam e, ainda hoje, soam atuais pra gente. O segundo cd tem a vantagem de capturar, de forma mais precisa, um determinado momento criativo e os territórios que temos explorado nesse período.

Loks Rasmussen: O processo de criação sempre foi uma fluência na banda. Surgem as idéias e rapidamente já acatamos ou descartamos. Também acredito que a cada ensaio, a cada show,   renovamos nossa energia e isso se traduz em produção.

NHZ: Falando do novo trabalho, ele foi gravado no estúdio Sonata 84, de propriedade de Andria e Ivan Busic (Dr. Sin), que também assinaram a produção. Com o disco nas mãos, no que acham que ele ficou melhor que o debut?
Marcelo: A qualidade da produção dos irmãos Busic é notável logo na primeira audição. O estúdio é moderno e eles são mestres no que fazem, tiram o máximo proveito dos equipamentos. E ainda deram uma atenção especial porque curtiram junto com a gente cada uma das músicas.  Ou seja, temos um disco com audio bem superior ao anterior.

Jaéder: Acredito que nossa proposta musical está mais definida e há uma homogeneidade maior entre as composições, também os vocais e arranjos estão mais elaborados. Em termos da produção foi importantíssimo o apoio de profissionais tão gabaritados e experientes quanto os irmãos Andria e Ivan Busic para que alcançássemos o resultado almejado.

Loks: Com certeza, o entendimento do estilo fez com que as coisas caminhassem por um rumo natural. Muita coisa não precisava nem explicar ou pedir que, tanto o Andria quanto o Ivan, já sacavam o que nós queríamos e aí ficou fácil, pra chegar no resultado que imaginamos.

Pop Javali
Divulgação
NHZ: Curiosamente, vocês também são um trio, formado na mesma época e fazem hard rock, assim como a banda dos irmãos Busic. Já aconteceu de ficarem fazendo comparações entre o Dr. Sin e o Pop Javali? Como lidam com isso?
Marcelo: Sempre fizemos questão de salientar que o ‘DR SIN’ é uma referência pra nós. Quando rolam comparações sentimos, na verdade, uma grande demonstração de respeito por nosso trabalho. É bom ser comparado a coisa boa!

Jaéder: Ficamos muito honrados quando as pessoas enxergam semelhanças entre os nossos trabalhos, pois o Dr. Sin sempre foi, e continuará sendo uma grande inspiração e referência pra gente.

Loks: Acho que isso ocorre por esses fatores que você acabou de citar. Mas isso pra nós é uma honra, não nos incomoda e aliás nos incentiva, pois sabemos nos colocar no nosso lugar na hierarquia natural das coisas.
E pra gente a inspiração que Dr. Sin, Rush, e tantas outras bandas têm na nossa carreira só soma e contribui para melhorar a cada dia.

NHZ: Falando nas músicas, o que chama a atenção são os vocais de Marcelo Frizzo, que possui como referências grupos como Journey, Tyketto e um pouco de Queensryche com um instrumental que mescla hard, AOR e um pouco de prog. O que pensam sobre essa definição?
Marcelo:  Ouvi outras comparações também:  Fish, Phil Collins... enquanto estão comparando com caras dessa qualidade, tudo bem (risos).
Em  se falando de música, você está ‘começando todo dia’, e é sempre   possível  melhorar, cada vez mais.

Jaéder: Sim, a versatilidade vocal do Marcelo é nosso grande diferencial. É o fator que nos proporciona total liberdade para explorar as mais variadas influências e tendências.

Loks: Na verdade a banda está criando uma personalidade (sonoridade) própria. É algo que surge naturalmente, creio que pelas influências de cada um que são colocadas inconscientemente nas composições. O resultado nos agrada e a definição de estilo acho que seria um prog hard.   Existe isso (risos)?

The Game of Fate
Divulgação
NHZ: A primeira de trabalho de The Game of Fate é Healing No More, dona de uma atmosfera AOR e um ótimo refrão, além de ganhar um videoclipe. Como foi a escolha e o que estão achando da repercussão da música?
Marcelo: Na verdade tínhamos escolhido outra música pra fazer o primeiro clipe deste álbum. Mas graças ao “auxílio luxuoso” e “feeling” do nosso amigo e assessor Luciano Piantonni, chegamos à conclusão de que a música seria a ideal pra um clipe exatamente por conta do refrão marcante. Percebemos nos shows que o público está cantando junto e isso é super gratificante!

Jaéder: A escolha foi embasada no potencial radiofônico que a música nos sugeriu desde o princípio e a repercussão tem sido excelente, estamos felicíssimos.
No opening act que fizemos para o Uriah Heep em SP, pudemos notar pessoas batendo cabeça e cantando junto o refrão.

Loks: Achamos essa musica mais abrangente para um clipe. Como  você mesmo disse, ela tem uma identidade genuinamente hard rock, o que pode agradar vários gostos e idades.
NHZ: Apesar da predominância hard/AOR, vocês buscam fugir da linha comum do que discos do estilo oferecem. Time Allowed lembra um pouco o Queensryche da fase Operation Mindcrime e o começo de I Wanna Choose lembra bandas como o Audioslave. Como é trazer elementos diferentes para a música do Pop Javali e ao mesmo tempo manter a identidade musical?
Marcelo: Há uma dicotomia entre “diversidade x identidade musical” que precisa ser tratada com cuidado. É bom pra todos, banda e ouvintes, que as músicas não sejam todas “parecidas demais” entre si.
Porém, é igualmente positivo que se identifique a proposta musical do artista. Por isso mantemos o mesmo padrão sonoro dos instrumentos e das vozes, pra que soe como característicos de um power trio. Já sugeriram de colocar teclado em algumas músicas ... só que não (risos).

Jaéder: O ideal é tentar mesclar composições que sigam em diferentes direções, mas que mantenham um elo entre si. É o que acredito que conseguimos, de forma mais acentuada, nesse novo cd, pelo menos tentamos (risos). Quanto a “I Wanna Choose”, ela também me remete ao DT em alguns momentos, especialmente a intro.

Pop Javali
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NHZ: Com um ótimo disco na praça a banda tem feito algumas apresentações na capital e interior. Destaco o pocket show feito no Espaço Som, Virada Cultural de Americana e a abertura para o Uriah Heep. Qual a importância de cada um desses eventos na propagação do nome da banda?
Marcelo: Todos são importantíssimos e cada um tem uma característica própria. O pocket no Espaço Som, foi mais voltado para os amigos da imprensa terem um primeiro contato com o repertório do novo cd.  A Virada Cultural é algo ótimo de se fazer porque a predominância em tais eventos é de outros estilos musicais; pra nós poder tocar hard rock num evento cultural promovido por órgãos públicos é uma grande conquista de espaço. Por fim, a abertura do show de uma banda internacional é sempre uma experiência muito legal porque você acaba tendo contato com um público grande e que, na maioria das vezes, ainda não conhece a Pop Javali. Felizmente, nas  aberturas internacionais que fizemos (Deep Purple em 2011; Ugly Kid Joe  em 2012 e Uriah Hee´p em  2014) sentimos uma resposta altamente positiva do público e conquistamos novos fãs!

Jaéder: Todos eles são importantes, cada um da sua forma. A Virada Cultural, por ser um evento gratuito, possibilita divulgar a banda para um público mais heterogêneo. O Uriah Heep foi sensacional pela grandeza do evento em si, soma muito pro nosso currículo e bagagem, e os pocket shows também são muito legais, pois nossas músicas combinam muito bem para eventos mais intimistas.

Loks: A melhor parte de tudo isso é estar conquistando um espaço no mercado através de nosso próprio esforço e, principalmente, fazendo novos amigos assim como você (e muitos outros que conhecemos nesses shows). Esperamos expandir cada vez mais nossos laços com novos fãs e amigos. 

Marcelo Frizzo
João Messias Jr.
NHZ: Qual a sensação ao olharem para trás e ver aqueles primeiros tempos de banda, incertezas e hoje estarem com um excelente disco, videoclipe e possibilidades reais de ascenção?
Marcelo: A sensação de missão cumprida! São mais de 30 anos de dedicação e estudo musical, investimento e envolvimento de todo tipo, pedras no caminho e “sapos” pra engolir...
Então, olhar para trás e ver que há evolução nos incentiva e nos alimenta de energia pra continuarmos com a mesma pegada de sempre!  Fazer música, seja em estúdio, seja nos palcos, é nosso maior prazer. E não pretendemos parar tão cedo (risos).

Jaéder: Sempre acreditei que a soma do trabalho individual de cada um poderia ter um resultado interessante. Quanto ao nosso crescimento, acredito que vem do fato de sermos muito amigos, gostamos muito uns dos outros, somos uma grande família e isso ajuda demais.

Loks: Na verdade acho que todo mundo que começa uma banda, tem como primeiro objetivo  curtir e fazer algo que gosta. Com o tempo  a gente amadurece e pensa: “é isso que eu quero fazer da minha vida” . E temos a nosso favor o fato de ter três cabeças que buscam o mesmo objetivo (que é muito raro).
Aí as dificuldades e obstáculos passam a ser desafios. Em nossa trajetória sempre sonhamos em fazer um trabalho de qualidade, e o tempo nos deu essa possibilidade. Sempre corremos atrás, apesar de todas as dificuldades que envolvem esse processo.
Estamos encarando o momento atual como mais uma fase de nossa carreira a ser percorrida naturalmente - e estamos prontos pra mais esse desafio!

PASSANDO A MENSAGEM

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